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Pela primeira vez na Força Aérea Colombiana, uma mulher no comando de um Hércules C-130

Pela primeira vez na Força Aérea Colombiana, uma mulher no comando de um Hércules C-130

Por Geraldine Cook/Diálogo
outubro 14, 2021

A Tenente-Coronel Andrea Silvana Díaz Bohórquez foi um marco na história da Força Aérea Colombiana, ao se tornar a primeira mulher a comandar uma aeronave Hércules C-130, no dia 9 de agosto de 2021. A Ten Cel Díaz, com 22 anos de carreira militar, conversou com Diálogo sobre suas conquistas e sua trajetória militar.

Diálogo: O que significa ser a primeira mulher no comando de um Hércules C-130 na história da aviação militar da Colômbia?

Tenente-Coronel Andrea Silvana Díaz Bohórquez, da Força Aérea Colombiana, comandante de voo de um Hércules C-130: É um orgulho, uma honra, um imenso desafio e uma responsabilidade impressionante. O C-130 é um avião versátil. Sua principal missão é o transporte de pessoal e carga, mas também desempenha outras missões como operações especiais, combate a incêndios e transporte massivo de pacientes. Ser a primeira mulher no comando dessa aeronave significa e representa muito para mim, pessoal e profissionalmente, porque me permite abrir portas e marcar um novo percurso para minhas congêneres que pertencem, começaram ou estão interessadas em ingressar nas forças militares.

Diálogo: Como a senhora se preparou para pilotar um Hércules C-130?

Ten Cel Díaz: Ingressei na Escola Militar de Aviação Marco Fidel Suárez em 1999 e, ao me graduar, iniciei um plano de carreira institucional que previa primeiramente pilotar aeronaves leves, depois médias e, por fim, aeronaves pesadas como o C-130. Passados 22 anos de serviço, acumulei 6.150 horas de voo, o que me permite ter experiência suficiente e, sem sombra de dúvidas, adquirir vastos requisitos para a tomada de decisões, principalmente em momentos cruciais do voo. Em fevereiro de 2021, iniciei formalmente o treinamento no C-130 e, após a instrução e supervisão estabelecidas e aprovadas, no dia 9 de agosto, recebi a certificação de piloto, ou seja, me deram o aval para voar sozinha.

Diálogo: Por que decidiu ser piloto?

Ten Cel Díaz: Esse é um sonho que me acompanhou desde criança, mas não tive contato direto com um avião até o terceiro ano da escola, quando comecei a voar. No entanto, em minha primeira missão fiquei enjoada e cheguei a duvidar se a profissão que havia escolhido seria realmente a correta, mas essa dúvida se dissipou em pouco tempo. Ser piloto é minha vida, minha devoção!

Diálogo: Qual foi sua missão mais desafiadora e o que aprendeu com ela?

Ten Cel Díaz: Quando transportávamos um soldado ferido por uma mina antipessoal. Eu era a piloto e a tripulação me informou que devíamos pousar logo, pois, caso contrário, o soldado não chegaria com vida. Voei com muita fé e precisão e cada segundo transcorrido era vital. Solicitei constantemente informações sobre o paciente e conseguimos aterrissar em Bogotá. Eu me senti feliz quando soube que o soldado sobreviveu. Senti, como sempre, mas dessa vez de uma maneira especial, a satisfação do dever cumprido.

Diálogo: O fator risco e a adrenalina fazem parte de sua profissão. Como a senhora lida com isso?

Ten Cel Díaz: O risco ao voar é inevitável, mas é totalmente administrável; aprender a enfrentá-lo e a superá-lo faz parte de nosso treinamento, instrução e processo de tomada de decisões. Na verdade, é adrenalina pura subir em um avião, decolar e aterrissar. O mais importante é a paixão e a dedicação ao que faço; por isso, quando voo eu sinto que não é apenas trabalho, pois creio fortemente que é o que gosto e eu o executo com amor e total convicção.

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