Comandante do SOUTHCOM destaca a importância das parcerias no hemisfério

Partnerships in Hemisphere Important, SOUTHCOM Commander Says

Por By David Vergun, Defense.gov
fevereiro 14, 2019

O comandante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) fez uma avaliação das questões e iniciativas do SOUTHCOM para os legisladores, no dia 7 de fevereiro de 2019, em uma declaração ao Comitê dos Serviços Armados do Senado, com referência à solicitação de autorização de defesa para o ano fiscal de 2020 e ao Programa de Defesa dos Anos Futuros.

“A China acelerou a expansão da sua ‘Iniciativa Um Cinturão, Uma Rota’ [nova rota da seda] em um ritmo que pode vir a ofuscar sua expansão no sudeste da Ásia e da África”, disse o Almirante de Esquadra da Marinha dos EUA Craig S. Faller aos membros do comitê. O objetivo da iniciativa é aumentar o desenvolvimento da infraestrutura e dos investimentos com base na China numa escala transcontinental. “Cinturão” refere-se às rotas de transporte terrestre, como estradas e ferrovias, enquanto que a “rota” se refere às rotas marítimas.

A atividade russa na região também vem gerando preocupações – incluindo o apoio aos regimes autocráticos da Venezuela, de Cuba e da Nicarágua, acrescentou o Alte Esq Faller. “A Rússia apoia diversas fontes de informações, disseminando sua falsa narrativa dos eventos mundiais e das intenções dos EUA.”

“O Irã intensificou a sua cobertura jornalística antiamericana em espanhol e exportou seu apoio estatal ao terrorismo no nosso hemisfério.”

Estratégia entre nações parceiras

As parcerias são importantes para que os esforços abordem esses e outros desafios na região, tais como as organizações criminosas, os narcotraficantes, a imigração ilegal e os extremistas violentos, afirmou o Alte Esq Faller aos legisladores. “Fortalecer as parcerias é o centro de tudo que fazemos.” Em diversas nações, como o Brasil, a Colômbia e o Chile, essas parcerias são fatores importantes para a estabilidade e a segurança da região, disse.

A Argentina “revitalizou suas interações entre militares” e, junto com os Estados Unidos, foi o país coanfitrião da Conferência Sul-Americana de Defesa anual, em agosto de 2018, destacou o Alte Esq Faller. Essa conferência foi um fórum de diálogo entre 11 países, que permitiu o intercâmbio de ideias, experiências e perspectivas quanto às questões relativas à defesa e promoveu abordagens de cooperação para a segurança regional.

O Peru mantém uma tradição de fortes intercâmbios de oficiais de ligação com o SOUTHCOM e recentemente realizou um treinamento com o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, disse o oficial. O comando reiniciou a cooperação em matéria de segurança com o Equador e está desenvolvendo uma parceria renovada de cooperação entre militares, afirmou o Alte Esq Faller, acrescentando que esforços similares de cooperação estão sendo realizados com várias outras nações, incluindo El Salvador, Panamá, Honduras, Guatemala, Trinidad e Tobago e Jamaica.

Ausência de uma presença permanente

Devido à falta de uma presença permanente dos militares dos EUA na maioria dos países da América Latina e do Caribe, rodízios periódicos de pequenas equipes das forças da ativa e da reserva dos EUA “desempenham funções centrais para criar confiança e permitir o intercâmbio dos conhecimentos essenciais”, disse o Alte Esq Faller. Por exemplo, o Programa Estatal de Parceria (SPP, em inglês) vincula a Guarda Nacional de um estado às forças armadas ou equivalentes de uma nação parceira, “impulsionando as capacidades da Guarda Nacional nas iniciativas que aumentem as relações duradouras e promovam os objetivos mútuos de defesa e segurança”, acrescentou.
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