Paraguai e Brasil destroem quase 500 toneladas de maconha

Paraguai e Brasil destroem quase 500 toneladas de maconha

Por Eduardo Szklarz/Diálogo
janeiro 11, 2021

Membros da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai e da Polícia Federal (PF) do Brasil eliminaram 494,6 toneladas de maconha durante a Operação Nova Aliança XXIII, que terminou no dia 13 de novembro de 2020.

Com o apoio de dois helicópteros da PF, os agentes da SENAD fizeram buscas durante 10 dias nas regiões de florestas do estado de Amambay, onde extinguiram bases de operações de narcotraficantes.

Os agentes destruíram 116 acampamentos do narcotráfico durante os 10 dias da operação no estado de Amambay. (Foto: Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)

“Destruímos 137 hectares de cultivos de maconha, 83,6 toneladas de maconha pronta e 100 quilos de maconha prensada”, informou a SENAD em um comunicado. “Também eliminamos 116 acampamentos do narcotráfico.

A operação teve o apoio do Ministério Público do Paraguai e da Força-Tarefa Conjunta, formada por membros das Forças Armadas, da Polícia Nacional do Paraguai e por agentes civis da SENAD.

Pedro Juan Caballero, capital de Amambay e vizinha da cidade brasileira de Ponta Porã, foi considerada pela imprensa a capital do narcotráfico na América do Sul.

Ali as facções criminosas disputam as rotas de tráfico da maconha paraguaia e da cocaína proveniente do Peru e da Bolívia.

No dia 20 de novembro, o embaixador do Brasil em Assunção, Flávio Soares Damico, visitou a base de operações da SENAD e falou sobre os resultados dessa 23ª fase da Operação Nova Aliança.

“Junto com o ministro [da SENAD] Arnaldo Giuzzio, conversaram sobre a necessidade de fortalecer as ações entre o Paraguai e o Brasil na luta contra o crime organizado”, informou a SENAD.

No dia 19 de novembro, os agentes antidrogas desmantelaram outra estrutura utilizada pelo narcotráfico. “Detectamos uma pista de pouso clandestina em Bahía Negra, Alto Paraguai”, informou a SENAD.

“Chegamos a um estabelecimento rural, onde encontramos uma pista de pouso que poderia ser utilizada em voos do narcotráfico provenientes da Bolívia”, explicou a força. “A pista será destruída dentro em breve.”

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