Paraguai: agentes antidrogas prendem quatro membros do PCC

Paraguai: agentes antidrogas prendem quatro membros do PCC

Por Eduardo Szklarz/Diálogo
abril 15, 2021

No dia 11 de fevereiro de 2021, agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai prenderam quatro brasileiros – três homens e uma mulher – que pertenceriam à facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC).

As detenções ocorreram na cidade de Pedro Juan Caballero, durante a Operação Fronteira Segura, realizada em conjunto com a Polícia Federal do Brasil.

“O objetivo foi atacar as bases operacionais e logísticas do PCC no Paraguai”, disse a ministra da SENAD, Zully Rolón, em declarações ao canal PDS.

“O que fizemos [nessas operações] foi estudar bem o grupo para podermos desarticular suas principais estruturas”, disse a ministra. “Hoje em dia, de nada serve apreender somente as drogas, se essa estrutura continuar atuante.”

Em uma das invasões, os agentes encontraram uma estufa de maconha com alta concentração de THC. (Foto: Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)

Segundo o Ministério Público do Paraguai, os detidos seriam candidatos a substituir Giovanni Barbosa da Silva, conhecido como Bonitão, líder do PCC na região da fronteira.

Bonitão foi detido pela polícia do Paraguai no dia 9 de janeiro e em seguida foi entregue às autoridades brasileiras na Ponte da Amizade, que liga Cidade do Leste, no Paraguai, a Foz do Iguaçu, no Brasil.

Os quatro detidos são Djonathan Agustinho Fuliotto Pimentel, apontado pela investigação como secretário de Bonitão; Luiz Guilherme Dutra Toppam, conhecido como Coxinha; o advogado Pedro Martins Aquino; e Laura Velasca.

Os três homens foram extraditados para cumprir pena no Brasil, onde tinham ordem de prisão, informou o jornal Última Hora do Paraguai. A mulher foi posta em liberdade por determinação do promotor, mas será citada a declarar, explicou a agência Efe.

A Operação Fronteira Segura fez seis incursões simultâneas. Em uma delas, os agentes encontraram uma estufa de maconha.

“Foi encontrado um laboratório tipo ‘indoor’ para o processamento de maconha com alta concentração de THC”, informou o Ministério Público do Paraguai.

O PCC surgiu no início dos anos 1990 nos presídios brasileiros e se internacionalizou na última década. Hoje mantém células no Paraguai, Bolívia, Colômbia e Venezuela.

De acordo com a ministra Rolón, o PCC e o também brasileiro Comando Vermelho teriam cerca de 300 membros nas penitenciárias paraguaias. Daí a importância das operações na fronteira para evitar que ingressem no país, informou o jornal ABC do Paraguai.

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