PANAMAX 2011 encerra treinamento de doze dias

PANAMAX 2011 Concludes 12 Days of Training

Por Dialogo
agosto 30, 2011


As forças norte-americanas e internacionais que participaram do PANAMAX 2011 encerraram o exercício na Cidade do Panamá no dia 26 de agosto, após 12 dias de treinamento simulando a defesa do Canal do Panamá. Forças marítimas e terrestres de 16 países, que incluíram 22 unidades navais, participaram de treinamentos teóricos e simulações da vida real no Panamá e em diversas outras localidades dos Estados Unidos.

“Ao longo dos anos, o PANAMAX transformou-se no mais importante exercício multilateral reunindo os países e as forças de segurança do Hemisfério Ocidental em um compromisso compartilhado a fim de proteger uma das mais importantes infraestruturas estratégicas do mundo”, disse o Contra-Almirante da Guarda Costeira Steven H. Ratti, Diretor de Operações do Comando Sul dos EUA. Segundo o Contra-Almirante Ratti, o ambiente foi escolhido em resposta a uma ameaça real ao canal, o que levou a uma resolução das Nações Unidas. A resolução determinou que uma força multinacional protegesse o canal.

O exercício patrocinado pelo Comando Sul dos EUA incluiu visitas, embarques, buscas e apreensões (VBSS) tanto na fase do Oceano Pacífico quanto na do Mar do Caribe. A fragata de mísseis guiados USS Thach (FFG 43) participou das operações no Pacífico, junto com a Guatemala, Nicarágua, Honduras, Peru, Chile e Panamá, que foi a nação anfitriã. Na fase caribenha, o cruzador Bear (WMEC 901), da Guarda Costeira dos EUA, participou do treinamento VBSS com o México, Canadá e Equador.

A Colômbia encarregou-se das forças terrestres que investigavam a ameaça simulada, e um navio da Marinha mexicana participou das operações pela primeira vez.

O exercício também cobriu treinamento de mergulho. Mergulhadores do SENAN do panamá, junto com profissionais de Belize, Canadá e Estados Unidos, demonstraram a interoperacionalidade que o PANAMAX traz para as nações parceiras. A interação entre as equipes incluiu mergulho, aptidão física e outras tarefas que os mergulhadores precisam desempenhar em suas missões, como a soldagem.

“Estamos aqui para treinar, desenvolver parcerias e estreitar as relações; trabalhar em integração entre nós e as equipes de mergulhadores das nações parceiras”, disse o Suboficial James Horeinski, comandante da Unidade Móvel de Mergulho de Salvamento 2, de Little Creek, Virgínia, EUA. “Trabalhar com uma equipe combinada propicia aos mergulhadores a oportunidade de ver as diversas capacitações que temos, permitindo-lhes pôr em prática as novas técnicas”.

O exercício em questão teve início em 2003 e contou com o Panamá, Chile e Estados Unidos como as primeiras nações a simular a defesa do canal. Desde então, os países de toda a região reúnem-se para participar da defesa de um dos pontos estratégicos da economia mundial.

“O Canal do Panamá é, para nós e para nossas nações parceiras, um dos mais importantes portais econômicos, o que faz com que a defesa do canal seja uma tarefa de grande valor para nós”, comentou o Comandante Osvaldo Urena, do Serviço Nacional Aeronaval panamenho, força tarefa 803, referindo-se ao exercício. A defesa do canal é igualmente importante para nossos parceiros, visto que eles têm necessidade de utilizá-lo.

O canal foi aberto ao comércio em 15 de agosto de 1914. Desde então, mais de 800 mil navios já passaram por essa maravilha construída pelo homem, com 77,09 quilômetros de extensão, evitando assim a viagem em torno do continente sul-americano.





Não entendo como todos esses navios não conseguiram efetivamente ajudar os panamenhos a achar um avião que caiu na água perto de Darien?
Share