Forças de Segurança do Panamá treinam em escola da Marinha dos EUA

Panamanian Security Forces Train at U.S. Navy Training School

Por Julieta Pelcastre/Diálogo
outubro 17, 2017

Uma equipe de alunos destacados das Forças de Segurança do Panamá concluiu um treinamento na Escola Naval de Treinamento e Instrução Técnica de Lanchas de Patrulha (NAVSCIATTS, por sua sigla em inglês), do Comando de Operações Especiais dos EUA, instruiu. A missão do curso “Formação de Instrutor Técnico” foi a de fortalecer capacidades cognitivas e profissionais para melhorar os processos de ensino doutrinário dos participantes. “Para o Panamá, esse treinamento foi realizado com vistas a melhorar a interoperabilidade e projeção profissional de cabos e sargentos das instituições que integram nossa força pública”, disse à Diálogo o Coronel Jorge Luis Escobar, diretor nacional de Docência da Polícia Nacional do Panamá. “Isto faz parte de nosso programa anual de formação de suboficiais.” O curso feito por dois membros da Polícia Nacional, dois do Serviço Nacional Aeronaval (SENAN) e dois do Serviço Nacional de Fronteiras (SENAFRONT) foi ministrado, de 18 de julho a 4 de agosto, nas instalações do Centro Espacial John C. Stennis, no Mississippi, Estados Unidos. A Guatemala e a Colômbia também participaram do curso de formação para capacitar seus próprios instrutores. Durante duas semanas, os alunos que desempenham em seus países funções de instrução doutrinária, operacional e acadêmica a pessoal subalterno se prepararam na elaboração de planos de instrução, planejamento de objetivos pedagógicos, planejamento e desenvolvimento de estratégias didáticas, métodos de instrução e comunicação eficaz. “Esse curso foi de grande ajuda para compreender a dinâmica e a doutrina da educação militar nos Estados Unidos e incrementar o nível como instrutor”, expressou à Diálogo o Tenente da Polícia Nacional do Panamá Harmodio Vega Vega, que participou do curso. “Os instrutores da NAVSCIATTS enfatizaram o fato de chamar a atenção dos alunos sem utilizar métodos de pressão ou influência por parte do uniforme”, agregou o Ten Vega. “Simplesmente foram profissionais humildes para gerar empatia e facilitar o aprendizado.” O programa de atividades do treinamento incluiu identificar os diversos meios tecnológicos para a elaboração e apresentação de ajudas de instrução. Discutiram-se também as pautas necessárias para formular avaliações e provas teórico-práticas aos alunos, de forma a facilitar a medição dos resultados do processo de ensino-aprendizado. NAVSCIATTS: um dos melhores centros de capacitação Até agora, 23 policiais panamenhos foram capacitados na NAVSCIATTS. O centro educativo também realiza cursos de instrução em países anfitriões e utiliza equipamentos móveis de treinamento para dar a capacitação. Mais de 11.500 alunos de mais de 100 países se graduaram desta escola desde 1963, conforme informação da academia. “A formação proporcionada pelos centros educativos das Forças Armadas dos EUA aborda, com suficiência e de forma sistêmica, os temas fundamentais exigidos para ensinar, com abundância de métodos ativos e exercícios de simulação para facilitar o aprendizado”, comentou o Cel Escobar. “A NAVSCIATTS é um dos melhores centros de capacitação do planeta”, acrescentou o Ten Vega. Além do curso de Formação de Instrutor Técnico, a NAVSCIATTS proporciona a estudantes militares internacionais adestramento na operação, manutenção e apoio logístico de lanchas de patrulha em litorais fluviais e marítimos. “Se a seleção dos alunos for adequada, os resultados obtidos, quando se formam, proporcionam aprendizado e fortalecem a vontade de compartilhar conhecimentos e de trabalhar em equipe”, destacou o Cel Escobar. “A instrução que me cabe transmitir será com um alto grau de profissionalismo, dando o melhor de mim mesmo como instrutor com a finalidade de deixar um legado de conhecimento aos demais”, acrescentou o Ten Vega. Cooperação para neutralizar riscos e ameaças Segundo a Polícia do Panamá, o controle do Canal Interoceânico pelo qual transitam mais de 330 milhões de toneladas de carga por ano é preservado em coordenação com instituições de defesa americanas, tal como assinala o Tratado de Neutralidade Permanente do Canal. Outra ponte que promove a compreensão operacional mútua entre os dois países é a conectividade tecnológica que os cinco cabos submarinos de informação digital que passam pelo território panamenho dão ao hemisfério. “A instrução da NAVSCIATTS à Polícia Nacional, ao SENAN e ao SENAFRONT fortalece a capacidade conjunta de neutralizar riscos e ameaças à segurança dos panamenhos e à defesa do território nacional, dentro do contexto de interoperabilidade das instituições de segurança do país”, comentou o Cel Escobar. “Esse é um dos objetivos do Estado panamenho.” Para contribuir para as complexas tarefas de segurança, o Panamá troca conhecimentos, experiências e capacitação com outras instituições americanas como o Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica, a Academia Militar e a Academia Interamericana das Forças Aéreas. Além disso, o Comando Sul dos Estados Unidos, por meio da Equipe de Campo de Assistência Técnica, capacita as forças especiais da Polícia Nacional e ministra cursos de liderança para cadetes. “Toda essa cooperação contribui para fortalecer a capacidade de vigilância e controle de costas, mares, espaço aéreo e superfície territorial”, finalizou o Cel Escobar. “O crime organizado, o terrorismo e as novas ameaças à segurança hemisférica encontram no Panamá um muro de contenção que lhes dificulta e impossibilita operar em prejuízo de nossos cidadãos e das nações irmãs que compõem nosso hemisfério.”
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