Polícia panamenha destrói plantação de coca na fronteira com a Colômbia

Por Dialogo
junho 20, 2013


A polícia panamenha destruiu, em 18 de junho, na região de selva do Darié, fronteira com a Colômbia, uma plantação de coca e um laboratório para transformar essas plantas em cocaína, informou o ministro da Segurança do Panamá, José Raúl Mulino.



“De volta da fronteira com a Colômbia. Grande jornada binacional contra o narcotráfico. Um hectare de coca e laboratório destruídos pelo Senafront (Serviço Nacional de Fronteiras)”, disse Mulino em breve mensagem em sua conta na rede social Twitter.



“Foram cortados 4.495 pés de coca em quase dois hectares localizados na comunidade de Chucurtí”, disse à AFP uma fonte do Senafront que preferiu manter o anonimato.



Os agentes destruíram ainda um laboratório “com todos os insumos para o processamento da pasta” e sua transformação em cocaína, em uma operação onde não houve detidos, acrescentou a fonte.



Segundo a Organização dos Estados Americanos (OEA), 45 por cento dos consumidores de cocaína em todo o mundo, a metade dos que consomem heroína e opiáceos e 25 por cento dos que fumam maconha vivem na América.



A ONU estima em cerca de US$ 85 bilhões a venda mundial de cocaína, dos quais US$ 35 bilhões correspondem aos Estados Unidos.



Calcula-se que 80 por cento da cocaína que entra nesse país norte-americano atravesse a América Central, partindo da América do Sul.



No ano de 2012, autoridades panamenhas apreenderam cerca de 35 toneladas de drogas, enquanto em 2011 a cifra foi de 39 toneladas, segundo registros oficiais.



Nos últimos 13 anos, o governo apreendeu um total de 319 toneladas de drogas. A maior quantidade foi confiscada em 2009 e 2010, com 54 toneladas a cada ano.



As autoridades panamenhas acreditam que tenha havido uma redução no tráfico de drogas por suas águas nacionais devido à presença policial e à “Operação Martillo”, uma iniciativa multinacional antidrogas lançada em janeiro de 2012 pelos Estados Unidos e América Central.



Dezenas de milhares de pessoas morrem na América Latina em função da violência ligada às drogas.






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