Sete helicópteros da Força-Tarefa Conjunta Bravo (JTF-Bravo), do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), juntamente com unidades do Serviço Nacional de Fronteiras (SENAFRONT) e do Serviço Nacional Aeronaval (SENAN) da Força Pública do Panamá, concluíram o exercício humanitário Mercúrio V, conhecido nos Estados Unidos como Keel Billed Toucan, realizado de 2 a 15 de maio, no qual foram transportadas 15,3 toneladas de ajuda humanitária. O pessoal do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação do Panamá juntou-se às forças uniformizadas em seu trabalho.
Esses tipos de exercícios “nos permitem estar melhor preparados para qualquer desastre nacional ou internacional e ajudar toda a equipe no Panamá a reagir”, disse à Diálogo o Coronel Philip Brown, do Exército dos EUA, comandante da JTF-Bravo, em 30 de maio. “O bom desse exercício é que não estamos apenas treinando; estamos realmente retribuindo, porque estamos levando ajuda médica e outros tipos de ajuda às comunidades, transportando materiais para as áreas remotas.”
As comunidades beneficiadas foram Manené, Jaqué e Puerto Piña, todas na província de Darién. A carga foi distribuída em aproximadamente 400 bolsas com alimentos, medicamentos e suprimentos médicos, para as visitas de assistência médica das comunidades de Puerto Piña e Jaqué, onde aproximadamente 1.500 pessoas de diferentes idades receberam atendimento médico nas especialidades de medicina geral e odontologia.
Os militares também realizaram quatro missões aéreas para transportar suprimentos e materiais de construção para os postos binacionais (Panamá-Colômbia) do SENAFRONT, garantindo o desempenho nessas áreas inacessíveis, que as autoridades panamenhas afirmam ser estratégicas na luta contra as organizações criminosas transnacionais.
Além das doações entregues e das jornadas médicas durante o Mercúrio V, foram realizadas palestras de saúde preventiva, limpezas de praias para a proteção do meio ambiente e integração comunitária.
“Isso nos ajuda a programarmo-nos com entidades como a USAID e outras [instituições] de assistência humanitária, para fazermos melhor no futuro”, explicou o Cel Brown. “O mais importante é que os militares [e membros das forças de segurança] treinam juntos e sabem como responder a esses momentos.”
“Em um mundo cada vez mais interconectado, a cooperação internacional é fundamental para enfrentar os desafios regionais, como desastres naturais e emergências humanitárias”, disse à imprensa o ministro da Segurança Pública do Panamá, Juan Pino. “É importante destacar que os resultados obtidos nesse exercício são apenas o início de um caminho rumo a uma melhor capacidade de resposta diante de qualquer emergência. É necessário continuar trabalhando em conjunto para melhorar e manter nosso nível de prontidão para qualquer situação que possa surgir”.
Por sua vez, o diretor do SENAFRONT, Oriel Ortega, disse que essa operação chega às comunidades para conversar com as pessoas, para ver o que elas precisam em termos de educação e saúde. “Depois, em coordenação com a Força-Tarefa Conjunta Bravo do Comando Sul [dos EUA], planejamos e escolhemos as comunidades [que serão atendidas], de acordo com suas necessidades.”
“Nessa ocasião, […] levamos carga para nossas bases binacionais, para melhorar a qualidade dos serviços prestados às nossas unidades”, disse Ortega. “Vamos colocar novos pisos e fazer estruturas de segurança mais fortificadas, com um sistema de molduras nas laterais dos quartéis para defesa e proteção de nosso pessoal, porque essas são áreas de difícil acesso e alto risco de ameaças transnacionais.
“Por que isso é importante?”, perguntou o Cel Brown. “Pelos rostos que vemos, as famílias que mudam, os alimentos, remédios e escolas entregues. Por esse motivo, deixamos nossas famílias nos EUA para nos unirmos a vocês no cuidado com suas comunidades. Somos uma equipe de equipes.”


