Países se alinham aos Estados Unidos quanto a princípios e boas práticas na exploração do espaço

Países se alinham aos Estados Unidos quanto a princípios e boas práticas na exploração do espaço

Por Andréa Barretto/Diálogo
agosto 20, 2021

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O Programa Lunar Artemis da Agência Espacial Americana (NASA, em inglês) pretende levar a primeira mulher e o próximo homem à superfície lunar em 2024. A iniciativa integra o objetivo de desenvolver tecnologias e experiências para organizar uma missão humana para Marte.

O primeiro passo está previsto para novembro de 2021, por meio de um voo não tripulado à lua, que está sendo chamado de missão Artemis I. Já a missão Artemis II deve acontecer em agosto de 2023, com um sobrevoo do satélite terrestre em foguete tripulado. E, finalmente, na missão Artemis III, em 2024, os humanos voltarão a andar sobre solo lunar.

Também faz parte do projeto a construção de uma estação na órbita da lua, a Lunar Gateway, e uma base para extrair água no polo sul da lua, uma região que nunca foi explorada.

O presidente Jair Bolsonaro (à esq.) e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Marcos Pontes, assinam os Acordos Artemis em cerimônia em Brasília. (Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República do Brasil)

Diplomacia espacial

Para alcançar seus objetivos, a NASA tem buscado parceiros. Até este mês de agosto, são 12 os países que assinaram os Acordos Artemis, entre eles Emirados Árabes Unidos, Japão e Luxemburgo. O Brasil aderiu ao instrumento em 15 de junho e foi o primeiro país da América do Sul a fazer parte do grupo.

O estabelecimento dos acordos teve início em 2020 pela NASA, em coordenação com o Departamento de Estado dos EUA. “Mesmo que o Programa Artemis seja liderado pela NASA, vai ser uma verdadeira empreitada internacional. E o Brasil será uma parte importante. Os Acordos Artemis foram feitos para ser inclusivos”, afirmou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, durante a cerimônia de assinatura do acordo no Brasil.

Ao tornarem-se signatários dos Acordos Artemis, os países reconhecem o interesse mútuo na exploração e uso do espaço e estabelecem uma visão comum sobre as formas de se fazer isso, fundamentadas nos princípios de fins pacíficos, transparência nas ações, interoperabilidade de sistemas e divulgação de dados científicos, entre outros. “Fundamentalmente, os Acordos Artemis ajudarão a evitar conflitos no espaço e na Terra, fortalecendo o entendimento mútuo e reduzindo as percepções equivocadas”, destaca o site da NASA sobre o Programa Artemis.

A adesão aos acordos representa também uma oportunidade de cooperação com a NASA. No caso do Brasil, está em andamento um diálogo sobre a possibilidade de a Agência Espacial Brasileira (AEB) contribuir com a investigação do solo lunar, “algo que dê conexão com nossas atividades de mineração e geologia, que é algo que o Brasil tem um bom domínio”, mencionou o presidente da AEB, o Coronel Engenheiro da Reserva Carlos Augusto Teixeira de Moura, em entrevista ao site Canaltech.

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