OPAS ajuda países latino-americanos a se preparar para combater o ebola

PAHO helps Latin American nations prepare to fight Ebola

Por Dialogo
novembro 05, 2014




Embora ainda não haja nenhum caso confirmado do letal vírus ebola na América Latina, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está se preparando para ajudar as autoridades sanitárias a combater a infecção pelo vírus, caso venha a ocorrer na região.

A OPAS, braço regional da Organização Mundial da Saúde, está mobilizando equipes de médicos e epidemiologistas experientes na resposta a surtos de doenças para ajudar seus estados-membros da América Central, América do Sul e do Caribe a lidar com quaisquer casos de contaminação pelo ebola que venham a surgir.

Missões da OPAS visitarão países-membros em novembro e dezembro para avaliar seu nível de preparo para diagnosticar, tratar e conter eventuais casos.

Se for detectado algum caso em um país latino-americano ou caribenho, os médicos especializados da OPAS e representantes da Rede Mundial de Alerta e Resposta a Surtos Epidêmicos (GOARN, na sigla em inglês) irão para a região ajudar as autoridades de saúde nacionais em seus planos de resposta.

“Há um risco real de o ebola chegar à América Latina e ao Caribe”, afirmou a dra. Carissa F. Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde, em uma conferência que reuniu representantes de diversos países sul-americanos em Havana (Cuba) em 20 de outubro. “A região precisa se preparar adequadamente.”

A cooperação internacional é crucial para conter o ebola, se surgir algum caso na América Latina ou no Caribe. Ao mesmo tempo, cada país precisa “tomar medidas, em sua jurisdição, com os recursos disponíveis” para se preparar para o combate ao vírus, disse a dra. Carissa, em um encontro de profissionais de saúde em El Salvador em 17 de outubro.

Além de participar dessas reuniões, a OPAS está colaborando com os ministérios da saúde dos países-membros para garantir a adoção das políticas e dos procedimentos necessários e a mobilização de recursos humanos para tratar e conter a disseminação do ebola.

Autoridades da OPAS estão participando de uma série de sessões de treinamento, virtuais e presenciais, tratando de temas como logística, prontidão e comunicação dos riscos à população. O treinamento também envolve a difusão de protocolos e diretrizes para controle da infecção e o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) por representantes da área de saúde e médicos de cada país. Além disso, a OPAS está orientando os países sobre segurança na coleta e análise de amostras com agentes altamente patogênicos, os procedimentos mais adequados de vigilância sanitária e de laboratório.

A OPAS criou uma força-tarefa especial e um grupo de trabalho para orientar e apoiar países-membros na aplicação dessas recomendações:


Criar um fundo emergencial para o ebola, devido ao alto custo do tratamento de pacientes infectados pelo vírus.

Monitorar casos suspeitos de contaminação pelo vírus entre viajantes internacionais e em centros de saúde.

Fornecer ambientes isolados para o tratamento de pacientes infectados, em centros de saúde especialmente destinados a esse fim.

Realizar todos os exames laboratoriais de acordo com os melhores protocolos de biossegurança.

Comunicar-se com o público, fornecendo informações precisas sobre a doença.


Para obter mais informações sobre as diretrizes da OPAS, visite www.paho.org/ebola.

Além dos planos da OPAS visando a ações coordenadas contra um possível surto de ebola na América Latina, os países da região prepararam planos e procedimentos de resposta.

Por exemplo, com apoio técnico da OPAS, autoridades de saúde hondurenhas criaram um escritório de vigilância sanitária internacional no Aeroporto Internacional de Toncontín. Escritórios semelhantes também serão instalados nos aeroportos das cidades de San Pedro Sula, La Ceiba e Roatán.

Na Argentina, o Ministério da Saúde está criando protocolos de saúde em pontos de entrada no país para identificar pessoas portadoras de infecções. Antes de um avião pousar em solo argentino, a tripulação precisa informar as autoridades de saúde se há algum passageiro apresentando sintomas semelhantes aos da contaminação pelo ebola, como febre, náuseas, vômitos e diarreia. A Argentina também está usando um método de diagnóstico especial para a rápida confirmação de casos de ebola.

As autoridades chilenas recentemente criaram um comitê de médicos, incluindo epidemiologistas, para apoiar a supervisão e o controle dos esforços de combate ao ebola, de acordo com o Ministério da Saúde.

Na Guatemala, o governo instalou câmeras termográficas no Aeroporto Internacional La Aurora, na capital do país, para medir a temperatura corporal dos passageiros. Agentes trabalharão com os equipamentos 24 horas por dia. Caso identifiquem alguém com febre, verificarão o passaporte da pessoa para saber se ela esteve na África e a encaminharão para um exame clínico. Dependendo do caso, o viajante poderá ficar em quarentena, segundo o Ministério da Saúde da Guatemala.

O Uruguai está exigindo que todos os passageiros respondam a um questionário sobre seu estado de saúde, informou o Ministério da Saúde em El Observador
em 9 de outubro.

Quase todos os casos de ebola ocorreram na África Ocidental


Com exceção de alguns casos na Europa e nos Estados Unidos, quase todos os pacientes foram contaminados na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné.

A epidemia de ebola infectou cerca de 10.000 pessoas e matou quase 5.000, sendo que quase todos os casos ocorreram na África Ocidental, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os sintomas da infecção incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares, vômitos, diarreia e fraqueza geral e podem se manifestar até 21 dias após a exposição ao vírus. Pessoas expostas só transmitem a infecção quando estão apresentando os sintomas da doença. O ebola é transmitido entre humanos por contato direto com fluidos e secreções corporais. Também pode haver transmissão no contato com restos mortais de pessoas infectadas ou animais portadores da infecção, além de roupas, agulhas e outros objetos contaminados.

Na Guatemala, o governo instalou câmeras termográficas no Aeroporto Internacional La Aurora, na capital do país, para medir a temperatura corporal dos passageiros. Agentes trabalharão com os equipamentos 24 horas por dia. Caso identifiquem alguém com febre, verificarão o passaporte da pessoa para saber se ela esteve na África e a encaminharão para um exame clínico. Dependendo do caso, o viajante poderá ficar em quarentena, segundo o Ministério da Saúde da Guatemala.





Embora ainda não haja nenhum caso confirmado do letal vírus ebola na América Latina, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está se preparando para ajudar as autoridades sanitárias a combater a infecção pelo vírus, caso venha a ocorrer na região.

A OPAS, braço regional da Organização Mundial da Saúde, está mobilizando equipes de médicos e epidemiologistas experientes na resposta a surtos de doenças para ajudar seus estados-membros da América Central, América do Sul e do Caribe a lidar com quaisquer casos de contaminação pelo ebola que venham a surgir.

Missões da OPAS visitarão países-membros em novembro e dezembro para avaliar seu nível de preparo para diagnosticar, tratar e conter eventuais casos.

Se for detectado algum caso em um país latino-americano ou caribenho, os médicos especializados da OPAS e representantes da Rede Mundial de Alerta e Resposta a Surtos Epidêmicos (GOARN, na sigla em inglês) irão para a região ajudar as autoridades de saúde nacionais em seus planos de resposta.

“Há um risco real de o ebola chegar à América Latina e ao Caribe”, afirmou a dra. Carissa F. Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde, em uma conferência que reuniu representantes de diversos países sul-americanos em Havana (Cuba) em 20 de outubro. “A região precisa se preparar adequadamente.”

A cooperação internacional é crucial para conter o ebola, se surgir algum caso na América Latina ou no Caribe. Ao mesmo tempo, cada país precisa “tomar medidas, em sua jurisdição, com os recursos disponíveis” para se preparar para o combate ao vírus, disse a dra. Carissa, em um encontro de profissionais de saúde em El Salvador em 17 de outubro.

Além de participar dessas reuniões, a OPAS está colaborando com os ministérios da saúde dos países-membros para garantir a adoção das políticas e dos procedimentos necessários e a mobilização de recursos humanos para tratar e conter a disseminação do ebola.

Autoridades da OPAS estão participando de uma série de sessões de treinamento, virtuais e presenciais, tratando de temas como logística, prontidão e comunicação dos riscos à população. O treinamento também envolve a difusão de protocolos e diretrizes para controle da infecção e o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) por representantes da área de saúde e médicos de cada país. Além disso, a OPAS está orientando os países sobre segurança na coleta e análise de amostras com agentes altamente patogênicos, os procedimentos mais adequados de vigilância sanitária e de laboratório.

A OPAS criou uma força-tarefa especial e um grupo de trabalho para orientar e apoiar países-membros na aplicação dessas recomendações:


Criar um fundo emergencial para o ebola, devido ao alto custo do tratamento de pacientes infectados pelo vírus.

Monitorar casos suspeitos de contaminação pelo vírus entre viajantes internacionais e em centros de saúde.

Fornecer ambientes isolados para o tratamento de pacientes infectados, em centros de saúde especialmente destinados a esse fim.

Realizar todos os exames laboratoriais de acordo com os melhores protocolos de biossegurança.

Comunicar-se com o público, fornecendo informações precisas sobre a doença.


Para obter mais informações sobre as diretrizes da OPAS, visite www.paho.org/ebola.

Além dos planos da OPAS visando a ações coordenadas contra um possível surto de ebola na América Latina, os países da região prepararam planos e procedimentos de resposta.

Por exemplo, com apoio técnico da OPAS, autoridades de saúde hondurenhas criaram um escritório de vigilância sanitária internacional no Aeroporto Internacional de Toncontín. Escritórios semelhantes também serão instalados nos aeroportos das cidades de San Pedro Sula, La Ceiba e Roatán.

Na Argentina, o Ministério da Saúde está criando protocolos de saúde em pontos de entrada no país para identificar pessoas portadoras de infecções. Antes de um avião pousar em solo argentino, a tripulação precisa informar as autoridades de saúde se há algum passageiro apresentando sintomas semelhantes aos da contaminação pelo ebola, como febre, náuseas, vômitos e diarreia. A Argentina também está usando um método de diagnóstico especial para a rápida confirmação de casos de ebola.

As autoridades chilenas recentemente criaram um comitê de médicos, incluindo epidemiologistas, para apoiar a supervisão e o controle dos esforços de combate ao ebola, de acordo com o Ministério da Saúde.

Na Guatemala, o governo instalou câmeras termográficas no Aeroporto Internacional La Aurora, na capital do país, para medir a temperatura corporal dos passageiros. Agentes trabalharão com os equipamentos 24 horas por dia. Caso identifiquem alguém com febre, verificarão o passaporte da pessoa para saber se ela esteve na África e a encaminharão para um exame clínico. Dependendo do caso, o viajante poderá ficar em quarentena, segundo o Ministério da Saúde da Guatemala.

O Uruguai está exigindo que todos os passageiros respondam a um questionário sobre seu estado de saúde, informou o Ministério da Saúde em El Observador
em 9 de outubro.

Quase todos os casos de ebola ocorreram na África Ocidental


Com exceção de alguns casos na Europa e nos Estados Unidos, quase todos os pacientes foram contaminados na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné.

A epidemia de ebola infectou cerca de 10.000 pessoas e matou quase 5.000, sendo que quase todos os casos ocorreram na África Ocidental, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os sintomas da infecção incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares, vômitos, diarreia e fraqueza geral e podem se manifestar até 21 dias após a exposição ao vírus. Pessoas expostas só transmitem a infecção quando estão apresentando os sintomas da doença. O ebola é transmitido entre humanos por contato direto com fluidos e secreções corporais. Também pode haver transmissão no contato com restos mortais de pessoas infectadas ou animais portadores da infecção, além de roupas, agulhas e outros objetos contaminados.

Na Guatemala, o governo instalou câmeras termográficas no Aeroporto Internacional La Aurora, na capital do país, para medir a temperatura corporal dos passageiros. Agentes trabalharão com os equipamentos 24 horas por dia. Caso identifiquem alguém com febre, verificarão o passaporte da pessoa para saber se ela esteve na África e a encaminharão para um exame clínico. Dependendo do caso, o viajante poderá ficar em quarentena, segundo o Ministério da Saúde da Guatemala.


Entidades internacionais, como por exemplo, o ROTARY, caso não estejam ainda participando dessa cruzada anti-ebola, deveriam ser contatadas para nela engajar-se, pelo seu potencial financeiro e humano, assim como pela enorme capilaridade de sua rede de contatos em vários países de outros continentes e não apenas da América Latina. Nossa que trixte
Share