Operação Martillo usa barco Stiletto para combater traficantes

Operation Martillo using a Stiletto to stop traffickers

Por Dialogo
abril 25, 2013




, EUA – Os traficantes devem ficar atentos, pois provavelmente serão perseguidos por um Stiletto.
Com 27 m de comprimento e 12 m de largura, a embarcação atinge velocidade superior a 80 km/h e é equipada com radares, computadores e telas para rastrear qualquer objeto na água. Além disso, seu casco em formato de “M” e os quatro motores a diesel de 1.650 cavalos permitem ao barco de US$ 10 milhões (R$ 20 milhões) atravessar a água deixando apenas um pequeno rastro.
A expectativa é que o Stiletto se torne um fator ainda mais importante na Operação Martillo, missão regional antinarcóticos que une o Hemisfério Ocidental e países europeus em um esforço para barrar o fluxo de drogas ilegais na América Central.
O Stiletto também tem espaço para armazenar um barco inflável, que pode ser usado pelas equipes antidrogas para se aproximar de embarcações onde queiram entrar.
Cerca de 80% das cargas de cocaína são transportadas por rotas marítimas. Da cocaína que chega aos Estados Unidos, 90% vem pelo México e pela América Central, de acordo com a Comissão Internacional de Controle de Drogas das Nações Unidas.
A Operação Martillo é coordenada pela Força-Tarefa Conjunta Interagências – Sul (JIATF-S), sediada em Key West, na Flórida, mas depende em grande parte do trabalho com forças da lei e agências militares em outros países.
“Todos os países ao longo do istmo centro-americano, os Estados Unidos, os parceiros europeus, os canadenses vêm trabalhando como nunca em meus quase 30 anos de trabalho com esse problema específico, como resultado direto da Operação Martillo”, disse o diretor da JIATF-S, o contra-almirante Charles D. Michel, em janeiro, na conclusão do primeiro ano da operação.
Foi um ano de balanço positivo.
Lançada em janeiro de 2012, a Operação Martillo apreendeu diretamente ou auxiliou na captura de 127 t de cocaína no ano passado, informaram as autoridades da JIATF-S. As forças de segurança também confiscaram 56 lanchas, seis pangas, dois barcos a motor, dois semissubmersíveis, dois barcos a vela, seis veículos, sete barcos pesqueiros e 12 aeronaves, além de prender todos os indivíduos que operavam essas máquinas, segundo Michel.

Uma lancha normalmente transporta 1.000 kg de cocaína.
“A Operação Martillo tem como finalidade impedir ou reduzir significativamente a capacidade dos traficantes de operarem nas rotas litorâneas ao longo de ambos os lados do isto centro-americano, forçando-os a usar as rotas de águas profundas. Ainda não conseguimos isso nos dois lados do istmo”, afirmou Michel. “No lado caribenho, conseguimos alterar alguns padrões de tráfico.”
A Operação Martillo ganhou impulso este ano, que já foi marcado por grandes apreensões de narcóticos:
• Agentes do Serviço Nacional Aeronaval do Panamá (SENAN) confiscaram 1,475 t de cocaína e prenderam quatro colombianos, informou o diretor do SENAN, Belsio González, em 23 de abril. Maior do país este ano, a apreensão ocorreu no fim de semana passado, quando autoridades identificaram um barco suspeito na costa da província de Veraguas, na região central do país. Os agentes perseguiram o barco por alguns minutos antes de subir a bordo. A cocaína estava acondicionada em 59 fardos.
• No dia 3 de abril, autoridades nos Estados Unidos prenderam 103 suspeitos no que foi descrito como uma “operação em massa” contra traficantes de heroína e cocaína do Caribe para o estado americano de Connecticut.
• Forças antinarcóticos dos EUA e da Guatemala apreenderam mais de 998 kg de cocaína avaliados em mais de US$ 90 milhões (R$ 180 milhões) no leste do Pacífico no início de março.
• No dia 13 de março, a Guarda Costeira da Costa Rica apreendeu 1,5 t de cocaína depois que quatro indivíduos fugiram de um barco para evitar serem presos, disse Mauricio Boraschi, comissário antidrogas da Costa Rica. Agentes do país confiscaram 5 t de cocaína, além de erradicar 51.494 pés de maconha e desarticular quatro gangues de narcotráfico desde o início do ano, de acordo com o Ministério da Segurança.
• Em 4 de janeiro, a fragata USS Gary, da Marinha dos Estados Unidos, interceptou um barco suspeito que carregava 272 kg de cocaína. Agentes da Guarda Costeira apreenderam a carga, com valor de mercado estimado em cerca de US$ 22 milhões (R$ 44 milhões).
Michel, porém, diz que ainda há muito a ser feito.
“Vimos mudanças estratégicas nos padrões dos traficantes no Caribe Ocidental”, afirmou. “No lado do Pacífico Leste, ainda estamos trabalhando. Já vimos algumas mudanças, mas, no lado do Pacífico, temos muito mais desafios para alterar significativamente essas rotas que no lado caribenho. Uma coisa que eu diria sobre as rotas fora da América Central é que ainda não conseguimos perceber mudanças significativas para outras rotas, por exemplo, para o Pacífico Leste ou a Ásia, ou para o centro ou leste do Caribe. Essas rotas são essencialmente as mesmas utilizadas antes, mas estamos constantemente tentando descobri-las.”
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