Operação Martillo é avaliada em conferência regional de segurança

Operation Martillo reviewed at regional security conference

Por Dialogo
abril 07, 2014




CIDADE DA GUATEMALA – O general John Kelly, chefe do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), elogiou todos os 14 países que participam da Operação Martillo, um esforço multinacional para acabar com as organizações criminosas transnacionais ao limitar sua capacidade de usar a América Central como zona de trânsito.
“Martillo é um sucesso (…) por causa de sua participação, sua liderança e por causa de sua parceria”, disse o general na Conferência de Segurança Regional Centro-Americana (CENTSEC 2014), realizada na Cidade da Guatemala de 1 a 3 de abril. “Nós não poderíamos realizá-la sem vocês; e, olhando para o futuro, confiaremos uns nos outros cada vez mais para capitalizar nossas forças nesta luta.”
A CENTSEC 2014 marcou a primeira vez em que os líderes de defesa regional e segurança pública focaram uma única operação multinacional.
Os participantes da Operação Martillo são Canadá, Belize, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, França, Guatemala, Honduras, Holanda, Nicarágua, Panamá, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.
Representantes de Chile, República Dominicana e México também participaram da CENTSEC 2014, na qual os resultados e o futuro da Operação Martillo foram avaliados.
O chefe da Defesa Nacional da Guatemala, major-general Rudy Ortiz, apoia a Operação Martillo, afirmando que o tráfico internacional de drogas é “um gerador de outras enfermidades” que foram plantadas entre as sociedades.
“Devemos apoiar toda iniciativa e operação que visam a desmantelar organizações criminosas e melhorar o controle de nossas fronteiras, águas territoriais e espaço aéreo para impedir que estes delinquentes usem nossos territórios nacionais para suas atividades ilícitas”, disse Ortiz na conferência.
No primeiro dia da CENTSEC 2014, o Departamento de Estado dos EUA forneceu uma atualização da Iniciativa Regional de Segurança Centro-Americana (CARSI), um esforço para uma maior assistência de segurança que inclui agências governamentais, parceiros internacionais e ajuda dos setores público e privado. Um dos principais objetivos da CARSI, que já recebeu US$ 642 milhões (R$ 1,438 bilhão) de financiamento dos EUA desde 2008, é apoiar a Operação Martillo. A CARSI auxilia agentes da lei e forças de segurança regionais na sua luta contra crimes e narcóticos.
Kelly e Ortiz também se reuniram com representantes da ONG guatemalteca de direitos humanos Grupo Apoyo Mutuo e o defensor público de direitos humanos da Guatemala.

“Pessoas como nós, que usam o uniforme de nosso país, participam da proteção aos direitos humanos”, disse Kelly. “Conceitualmente, não acho que nenhum homem ou mulher racional e decente neste planeta não concorde que os direitos humanos são fundamentais para a forma como tratamos uns aos outros e aos nossos cidadãos.”
O coronel Willie Berges, da Força Aérea dos EUA, chefe da Divisão de Assuntos Políticos Militares do SOUTHCOM, também explicou aos participantes o Sistema de Sensor Cooperativo e Integração de Informações (CSII), um novo mecanismo que permite aos países compartilharem de forma selecionada dados de radar e sensores sobre tráfego aéreo, marítimo e terrestre enquanto colaboram em operações contra o tráfico ilícito.
O segundo dia incluiu uma atualização sobre a Operação Martillo por parte do contra-almirante da Guarda Costeira dos EUA, Stephen Mehling, comandante do JIATF-Sul.
“Antes da Operação Martillo, nós realizávamos várias repetições de operações bi e multilaterais na [região]”, disse Mehling, acrescentando que a operação é “uma grande vigilância da vizinhança para o Hemisfério Ocidental”.
Mehling disse que a Operação Martillo é um esforço de equipe.
“Para mim, é confiança, interoperabilidade, inovação, comunicação e que a ação individual apenas desloca o problema, então precisamos garantir o trabalho em conjunto”, destacou, antes de uma discussão moderada sobre a Operação Martillo.
O último dia da CENTSEC incluiu uma discussão executiva entre os principais líderes e reuniões entre delegações.
Entre o início da Operação Martillo, em janeiro de 2012, e o final de janeiro de 2014, o esforço confiscou 278.611 kg de cocaína e 27.556 kg de maconha em 444 ações, que levaram à prisão de 620 pessoas e à apreensão de 205 embarcações.
A Operação Martillo retirou de circulação mais de US$ 5,6 bilhões (R$ 12,5 bilhões) em drogas e equipamentos do comércio mundial de narcóticos.
O sucesso da Operação Martillo prosseguiu em março, quando tripulantes a bordo do Cúter Tampa, da Guarda Costeira dos EUA, apreenderam 680 kg de cocaína com valor de mercado de US$ 23 milhões (R$ 51,5 milhões) de uma lancha que atravessava o Mar do Caribe.
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