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ONG revela localização de “casas seguras” de líderes de grupos irregulares colombianos na Venezuela

ONG revela localização de “casas seguras” de líderes de grupos irregulares colombianos na Venezuela

Por Carolina Alcalde/VOA
junho 08, 2021

Javier Tarazona, diretor da FundaRedes, uma ONG que denunciou a presença de grupos irregulares colombianos em território venezuelano, revelou a localização do que se define como “casas seguras”, que são supostamente utilizadas por líderes de grupos irregulares colombianos na venezuelana.

“Os líderes do ELN [Exército de Libertação Nacional] e das FARC [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] vivem entre nós, financiados pela cúpula do poder na Venezuela; não foi só o discurso, foi a ação”, afirmou Tarazona à imprensa no dia 1º de junho de 2021.

 

Os líderes do ELN [Exército de Libertação Nacional] e das FARC [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] vivem entre nós, financiados pela cúpula do poder na Venezuela; não foi só o discurso, foi a ação”, Javier Tarazona, diretor da FundaRedes.

 

De acordo com Tarazona, defensor de direitos humanos, Nicolás Rodríguez Bautista, vulgo Gavino; Eliécer Chamorro, vulgo Antonio García; e Gustavo Giraldo, vulgo Pablito, “estão na Venezuela nessas casas seguras”.

“Assim como [o ex-líder das FARC, Jesús] Santrich também esteve nessas casas seguras, hoje lá estão Iván Márquez, Villa, Salo e Richard, comandantes das FARC, dessa Segunda Marquetalia que anunciou a retomada das armas em 2019. Em Táchira, Barinas, Guárico e Miranda estão as novas casas que a FundaRedes denuncia, e essa não é a primeira vez que o fazemos”, acrescentou Tarazona. “Você passa a praça Los Arvelos, em Barinitas; uma quadra acima à direita, encontrará a entrada da casa onde Iván Márquez e os líderes do ELN estão protegidos, com o apoio financeiro de membros da Força Armada Venezuelana”, acrescentou.

“Eles também estão em Miranda, perto de Miraflores, próximo das casas de muitos que hoje detêm o poder, de altos funcionários do regime, na localidade de Villa de Monteclaro, especificamente no setor número 87, onde há três guaritas que controlam a entrada naquela região. Ali encontrarão uma casa conhecida por eles como El Frio, uma casa segura, uma casa de abrigo para a guerrilha nas operações que realizam na capital da república”, explicou.

O Ministério Público designou a localização de pelo menos cinco desses refúgios, afirmou Tarazona. Ele também questionou a forma como a ditadura de Nicolás Maduro lidou com o conflito armado em Apure.

“A perversidade do alto comando militar, o silêncio, fazem com que a angústia e o sofrimento dessas famílias sejam maiores. Nossa solidariedade a essas famílias, aos militares caídos, porque o que resta de tudo isso é uma guerrilha que acabou vencendo, que assassinou nossos militares, que obrigou o deslocamento de mais de 7.000 pessoas para a Colômbia”, insistiu Tarazona.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, anunciou, através de um comunicado, que os oito militares venezuelanos que estavam nas mãos de “grupos irregulares armados colombianos” foram “resgatados sãos e salvos”. Ele informou ainda que continuam sendo procurados outros dois militares que ainda estão desaparecidos.

Padrinho reiterou que, em cumprimento a instruções de Maduro, eles continuarão combatendo as organizações criminosas que, afirmou, pretendem cometer “crimes transnacionais” em território venezuelano.

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