Olimpíadas: Panamenho Saladino salta longe em Londres

Olympics: Panama’s Saladino to jump far in London

Por Dialogo
julho 20, 2012




CIDADE DO PANAMÁ, Panamá – Dos sete integrantes da delegação olímpica do Panamá, um se destaca: Irving Saladino.
O saltador de 29 anos quer se tornar o terceiro homem – o segundo desde 1906 – na história das Olimpíadas a ganhar medalhas de ouro consecutivas, uma façanha conquistada somente pelos americanos Myer Prinstein (1904, 1906) e Carl Lewis (1984, 1988, 1992, 1996).
Mas a tarefa não será fácil para Saladino, que é o primeiro e único medalhista de ouro olímpico do país e está na fase final de treinamentos para os Jogos de Londres, depois de se submeter a uma cirurgia no joelho esquerdo. Saladino, que levará a bandeira do país na cerimônia de abertura, em 27 de julho, começou a sentir desconforto no joelho em 2005, mas decidiu suportar a dor, embora isso prejudicasse seu desempenho.
O saltador, que participará de sua terceira Olimpíada depois de não ganhar medalha em Atenas em 2004, está concentrado na corrida e no controle da parte aérea do salto.
“Queremos voltar com o ouro”, afirmou Saladino durante recente entrevista ao Infosurhoy.com. “Trabalhamos duro física e mentalmente para ganhar o ouro, apesar da contusão e da operação no joelho. Fizemos um esforço sobre-humano, e me sinto em forma fisicamente e pronto para dar tudo de mim.”

Sua meta é saltar mais de 8,40 m, uma marca que seu técnico, Florencio Aguilar, considera a base para os medalhistas olímpicos.
Saladino, que entrou para o esporte aos 11 anos de idade por meio do irmão mais velho, David, mais do que superou a marca no Campeonato de Salto em Distância de 2007 em Osaka, Japão, quando saltou 8,57 m. Seu último melhor resultado pessoal foi na Holanda, no meeting de Hengelo em 2008, quando saltou 8,73 m.
Nas Olimpíadas de 2008, Saladino saltou 8,34 m, superando o medalhista de prata Godfrey Mokoena, da África do Sul (8,24 m), e o cubano Ibrahim Camejo (8,20 m), ganhando a primeira medalha do país desde 1948.
Saladino espera que os Jogos de Londres sejam um marco para o Panamá, cuja delegação contará com dois atletas a mais do que em Pequim.
“Todos trabalharam com bastante disciplina para obter os índices que garantiriam uma vaga nas Olimpíadas”, diz. “A coisa mais significativa é que esses atletas irão ver como dependem do próprio esforço, porque não basta esperar pelas organizações esportivas do país. Eles acordaram e querem representar o Panamá dando o seu melhor.”
O respeito de Saladino vai além de seus compatriotas.
“Os atletas latino-americanos são heróis que têm de pavimentar seu próprio caminho para trazer a glória aos seus países, pois não contamos com os recursos do primeiro mundo”, acrescenta. “Isso, junto com as medalhas, é o que mostramos sempre que representamos nosso país e nosso continente.”
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