Para o Coronel Cristian Valenzuela, do Exército do Chile, uma carreira marcada pelo treinamento militar de elite e anos de serviço em unidades de forças especiais o levou a uma missão focada em parceria e colaboração. Como Oficial de Ligação da Nação Parceira (PNLO) do Chile com o Exército Sul dos EUA (ARSOUTH), o Cel Valenzuela desempenha um papel fundamental no fortalecimento da interoperabilidade entre o Chile e os Estados Unidos.
Ao chegar no ARSOUTH em janeiro de 2025, o Cel Valenzuela disse que sua missão é apoiar a colaboração entre as forças armadas de ambos os países, especialmente em atividades combinadas e no intercâmbio de informações.
“Como PNLOs, nosso trabalho é garantir que sigamos todas as ações acordadas que desenvolvemos no passado e trabalhar para fortalecer a interoperabilidade entre ambos os exércitos”, afirmou. “Também somos responsáveis por assessorar sobre o que está acontecendo em nosso país e com nossos exércitos nas relações de intercâmbios, exercícios e treinamentos para os próximos anos.”
O Cel Valenzuela disse que sua missão é mais do que administrativa e seu objetivo é criar laços duradouros e impactantes que ajudem as duas nações a operar sem problemas, em um contexto de segurança regional.
“Meu objetivo é melhorar o relacionamento entre os dois exércitos e desenvolver opções novas e criativas, para incrementar a interoperabilidade”, disse o Cel Valenzuela. “Ao compartilhar e comparar doutrinas, procedimentos operacionais padrão, lições aprendidas e outras informações, podemos trabalhar juntos para construir um conhecimento comum.”
A interoperabilidade, continuou, depende de obter um acesso oportuno às informações corretas e ter a intenção de promover a colaboração.
“Com as informações necessárias, você pode melhorar a interoperabilidade e fazer as coisas acontecerem”, acrescentou. “Dessa forma, nossos exércitos podem confiar uns nos outros e realizar operações lado a lado.”
Embora o Cel Valenzuela ainda esteja adaptando-se à sua função, ele vê o potencial de crescimento.
“Eu gostaria de ver uma unidade integrada conduzindo uma operação combinada”, disse. “Acho que isso criaria novas habilidades para ambas as forças e teria uma grande influência na segurança regional e em nossa capacidade conjunta de lutar contra novas ameaças.”
O Cel Valenzuela disse que o relacionamento entre o Chile e os Estados Unidos é importante e o fortalecimento desse relacionamento beneficia a mais do que apenas as duas nações.
“Isso torna toda a região segura”, afirmou. “Quando identificamos as lacunas que temos como forças de combate separadas e como uma força unida, podemos fortalecer nossas capacidades para lutar como uma só. Com isso, ninguém pode derrotar-nos.”
Seu papel como elo entre duas forças militares está a um hemisfério de distância de onde sua carreira começou há mais de três décadas. A jornada militar do Cel Valenzuela começou em Santiago, no Chile, onde ele foi inspirado pelo serviço do seu irmão mais velho.
“Meu irmão mais velho estava no Exército naquela época, então percebi que era uma ótima experiência”, disse o Cel Valenzuela. “Eu sabia que seria um grande desafio para mim também.”
Ele entrou para o Exército do Chile em 1992, iniciando sua carreira como oficial de infantaria. Mas seu desejo de superar seus limites o levou a um caminho mais exigente.
Em 2000, ele participou do curso de comandos do Exército do Chile, seguido pelo curso de operações especiais em 2006. Ele até participou do Curso de Forças Especiais dos EUA em Fort Bragg, Carolina do Norte, em 2008.
O Cel Valenzuela disse que a força mental e o orgulho que desenvolveu, juntamente com a irmandade que formou com seus colegas de classe, fizeram com que as dificuldades valessem a pena.
“A parte mais difícil foi o ambiente hostil que tivemos de suportar”, lembrou. “O clima frio, as longas noites e a falta de comida nos apresentaram à realidade, mas você sempre conta com o apoio de seus colegas de classe. Ainda mantenho contato com esses colegas após 25 anos.”
Na busca constante pelo autodesenvolvimento, o Cel Valenzuela passou a frequentar a Escola de Guerra do Chile, onde enfrentou desafios físicos com força mental e conhecimento.
“A escola de guerra era muito exigente”, declarou. “O investimento em tempo de estudo e leitura foi um sacrifício do tempo com minha família, mas esse sacrifício me levou a realizar o sonho que acho que todo oficial do exército tem: ser designado como comandante.”
Embora possa não estar no comando como PNLO, ele leva a sério seu papel de representar o Chile no ARSOUTH e espera que possa ter um impacto no crescimento do relacionamento entre as duas nações.
“Para mim, é uma honra representar meu país no ARSOUTH e farei o possível para melhorar a interoperabilidade e o relacionamento que já desenvolvemos juntos”, disse o Cel Valenzuela. “Nossos países têm um vínculo estreito há anos, e espero que eu possa ter uma influência, mesmo que seja pequena, para tornar esse vínculo maior e melhor.”


