Os oficiais de ligação estrangeiros (FLOs) das Forças Aéreas do Sul dos EUA (AFSOUTH) visitaram uma aeronave WC-135 Constant Phoenix, no dia 13 de fevereiro, na Base da Força Aérea Davis-Monthan, em Arizona, para fortalecer as parcerias militares e aprimorar a cooperação em segurança regional.
Os oficiais, que representam forças aéreas de seis nações sul-americanas, tiveram a oportunidade de conversar com a tripulação e comprovar em primeira mão as capacidades da aeronave e seu papel no monitoramento de tratados nucleares, reforçando a transparência e a colaboração no combate às ameaças nucleares.
“A oportunidade de interagir com nossos parceiros e compartilhar as capacidades da WC-135 reforça nosso compromisso com a segurança e a transparência regionais”, disse o Tenente-Coronel Jacob English, da Força Aérea dos EUA, chefe de Planos e Programas de Cooperação em Segurança no Teatro. “Acho que é muito importante que os FLOs tenham a oportunidade de experimentar a aeronave em primeira mão e conversar com os operadores.”
Os FLOs, que representam Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru, obtiveram informações sobre a missão e as capacidades da aeronave, fomentando laços mais fortes, para apoiar futuras colaborações na detecção e dissuasão de ameaças nucleares na região.
“Nossa Força Aérea tem uma missão nuclear e, para nossos parceiros, é fundamental compreender a missão dessa aeronave e seus requisitos de coleta”, acrescentou o Ten Cel English. “Precisamos de dados de referência; se algo acontecer na região e não tivermos essa linha de base, não haverá nada com que compará-la.”

A WC-135, que viajou do 45º Esquadrão de Reconhecimento da Base da Força Aérea
Offutt, em Nebraska, desempenha um papel fundamental no monitoramento dos tratados nucleares, coletando efluentes e partículas transportadas pelo ar.
“A missão da WC-135 é muito interessante”, disse o Coronel Leonardo Macedo, da Força Aérea Brasileira, piloto de caça e FLO da AFSOUTH. “Eu não sabia muito a seu respeito anteriormente, mas ela desempenha um papel crucial, especialmente para desmistificar ou evitar mal-entendidos que aconteceram no passado. Acho que é uma missão importante. Não conheço muitos outros esquadrões no mundo que realizem esse tipo de missão, que contribui ativamente para um ambiente mais seguro para todos.”
“No início do nosso briefing, os apresentadores usaram a palavra ‘transparência’, e acredito que esse seja um dos aspectos mais importantes para construir relacionamentos sólidos”, disse o Cel Macedo. “Como nações, compartilhamos os mesmos objetivos, portanto, quando temos a oportunidade de sermos convidados a ver mais ativos no inventário e aprender sobre a missão da Força Aérea dos EUA, isso fortalece nosso relacionamento. Podemos levar essas informações de volta ao nosso país, entender melhor as operações dos EUA e ver como esses esforços contribuem para a construção de parcerias mais fortes.”
Os FLOs atuam como representantes-chave das forças aéreas de suas nações de origem na AFSOUTH, o componente aéreo do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM). Eles facilitam a comunicação, a coordenação e a cooperação entre os Estados Unidos e as nações parceiras, fortalecendo as relações militares e aprimorando os esforços de segurança regional.
“Acho que foi uma oportunidade maravilhosa de aprender mais sobre a Força Aérea dos EUA”, disse o Cel Macedo. “Proveniente da perspectiva da tripulação, é fácil para nós conectarmo-nos, entender e ver interações futuras.”
“No final das contas, agora temos uma melhor compreensão da missão da Força Aérea dos EUA”, acrescentou o Cel Macedo. “Ela não é tão diferente da nossa, apesar da especialização em aviação, pois compartilhamos as mesmas metas e objetivos, e essa foi uma grande oportunidade.”
O Centro de Aplicações Técnicas da Força Aérea dos EUA realiza rotineiramente missões de amostragem aérea em todo o mundo e está trabalhando ativamente com o Departamento de Estado dos EUA e os Comandos Combatentes, para expandir seu alcance nas Américas Central e do Sul. O fortalecimento dessas parcerias garante um entendimento compartilhado das capacidades e aprimora a cooperação no monitoramento da atividade nuclear.
Durante a visita, os FLOs também visitaram as aeronaves HC-130J Combat King II e EC-130H Compass Call, ampliando ainda mais seu conhecimento sobre as operações e capacidades da Força Aérea dos EUA.
“Além de entender os conjuntos de missões dessas aeronaves, essa também foi uma oportunidade de fortalecer os relacionamentos”, disse o Cel English. “Conhecer os operadores e técnicos que realizam essa missão, interagir com o pessoal da AFSOUTH e relacionarmo-nos uns com os outros reforça nossa parceria. Estamos todos juntos nisso, enfrentando ameaças comuns, e o trabalho em equipe é essencial.”
Essa imersão prática forneceu informações valiosas e ampliou as perspectivas sobre as capacidades da Força Aérea dos EUA, reforçando o compromisso contínuo das Forças Armadas dos EUA de promover a cooperação internacional e contribuir para garantir a segurança e a estabilidade na América Latina e no Caribe.


