O macabro imposto pelos mortos do regime iraniano

O macabro imposto pelos mortos do regime iraniano

Por ShareAmerica
dezembro 06, 2019

Apesar de paralisar a internet e de outros esforços para encobrir a verdade, o regime iraniano é bem conhecido por sua brutalidade. Nas últimas duas semanas de novembro, o regime matou 161 manifestantes, enquanto reprimia as manifestações do povo iraniano.

Menos conhecido é o que acontece depois que os bandidos do regime matam um cidadão. A Anistia Internacional relata que o governo se recusou a devolver os corpos de algumas vítimas para suas famílias e que as “forças de segurança” do governo retiraram os cadáveres dos necrotérios e os transferiram para lugares desconhecidos.

O grupo de defesa dos direitos humanos informa também que algumas famílias dos mortos estão sendo cobradas pelas balas usadas para matar seus entes queridos.

“Há relatórios chocantes sobre casos em que as autoridades, quando devolveram os corpos das vítimas para suas famílias, exigiram pagamento, citando vários motivos, como o custo da bala que matou o ente querido ou uma indenização pelas propriedades destruídas durante os protestos”, informou a Anistia Internacional em 29 de novembro.

Uma autoridade iraniana negou a alegação. No entanto, a Anistia Internacional afirma que o regime iraniano tem um histórico de assediar as famílias de suas vítimas que continua durante a repressão atual.

“Em um padrão consistente com os assassinatos de manifestantes anteriores, as autoridades ameaçaram as famílias das vítimas com prisão se elas realizassem funerais para seus entes queridos ou falassem com a imprensa”, declarou a Anistia Internacional.

“O povo iraniano está mais uma vez nas ruas, por causa da má gestão econômica por parte do regime”, disse à imprensa o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em 26 de novembro. “E, em vez de atender suas queixas, Teerã respondeu com violência e colocou a culpa em pessoas que se encontram fora do país.”

“Continuaremos a impor sanções às autoridades iranianas responsáveis por essas violações dos direitos humanos”, acrescentou Pompeo.

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