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Soldados do BECO do Exército da Nicarágua enfrentam ameaças mortais para proteger a ecologia do país

Nicaraguan Army BECO Soldiers Brave Deadly Threats to Protect the Nation’s Ecology

Por Dialogo
dezembro 09, 2014




O Batalhão Ecológico (BECO) do Exército da Nicarágua está travando uma batalha única em múltiplas frentes para proteger um dos recursos mais valiosos do país: sua ecologia.

Desde janeiro de 2012, seus 700 soldados salvaram centenas de animais protegidos da caça ilegal, confiscaram milhares de metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente, protegeram diversas comunidades indígenas de grileiros e destruíram dezenas de fazendas de maconha. Eles até montaram guarda de 24 horas para vigiar tartarugas marinhas ameaçadas de extinção enquanto os animais colocavam ovos na praia.

Proteger o ambiente pode ser perigoso. Esse fato grave ficou evidente em 5 de novembro, quando narcotraficantes mataram um respeitado membro do Batalhão Ecológico durante um tiroteio perto da Reserva de Biosfera Bisawás, na Região Autônoma do Atlântico Norte (RAAN).

Soldados do Batalhão Ecológico e oficiais da Polícia Nacional da Nicarágua realizavam uma patrulha nas primeiras horas da manhã, em uma área remota e densamente arborizada conhecida como Parawás, quando encontraram vários civis armados com rifles e espingardas, disse um porta-voz do Exército ao jornal El Nuevo
Diario
. Os homens armados supostamente cultivavam maconha na região.

O confronto se transformou em tiroteio, durante o qual o Sargento Marlon Antonio Zeledon García, do Batalhão Ecológico, recebeu vários disparos e morreu. Ele era um soldado “excepcional”, de acordo com um comunicado do Exército. Como muitos membros do BECO, Zeledon García morava na região que tentava proteger: ele provinha do povoado de Wany, no município de Siuna, na RAAN.

Os homens armados fugiram depois do confronto, mas as forças de segurança capturaram dois deles. Autoridades policiais identificaram os suspeitos como Nelson Herrera Castellón, de 19 anos, e Pablo Armando Arauz, 30, segundo o El Nuevo Diario.


Violência anterior contra o Batalhão Ecológico


O Sargento Zeledon García não foi o primeiro soldado do Exército da Nicarágua a morrer em defesa do ambiente.

Em outubro de 2013, o Sargento Luis Enrique Núñez Guevara, 32, foi morto em uma troca de tiros com um grupo criminoso que administrava uma plantação de maconha no município de Siuna, na RAAN. O tiroteio ocorreu durante uma missão do Batalhão Ecológico para destruir 13.000 pés de maconha cultivadas pela organização criminosa.

E, em setembro de 2012, outro membro do Batalhão Ecológico, o Segundo Sargento Joseph Wilmer García Mendez, 28, foi morto quando liderava uma patrulha de seis homens para investigar denúncias de atividade criminosa 40 quilômetros a sudoeste da cidade de Siuna, informou o El
Nuevo Diario
. A patrulha entrou em confronto com um grupo de civis. Dois deles empunharam pistolas e começaram a atirar, matando o sargento e ferindo mais dois soldados. Outros membros da patrulha revidaram, matando dois atiradores.

Em defesa dos recursos naturais


Apesar das perdas humanas que tem sofrido, o BECO alcançou numerosas vitórias desde que deu início às operações de campo, em janeiro de 2012.

Encarregadas de defender recursos naturais em mais de 70 áreas protegidas – incluindo os 20.000 quilômetros quadrados da Reserva da Biosfera de Bosawás, na costa do Caribe –, as unidades do BECO operam em mais de 20 postos de “controle florestal”, com 20 homens em cada posto. Eles são treinados não apenas em técnicas militares, mas também em noções de direito e ciência ambientais.

Além de seus rifles militares, os soldados carregam pás para que possam plantar árvores em zonas ameaçadas pelo desmatamento. A cobertura florestal da Nicarágua caiu de 63 para 40% desde 1983 devido ao desmatamento ilegal de grupos criminosos, segundo reportagem da BBC News. Se a taxa de desmatamento continuar como está, em 2030 apenas cerca de 25% do país terá florestas, o que pode contribuir para a mudança climática.

Os membros do Batalhão Ecológico possuem origens muito diversas, de acordo com o Tenente-Coronel Marvin Paniagua, chefe do BECO. Muitos soldados do batalhão falam os idiomas indígenas das áreas que protegem, como o mayagna e o miskitu.

“Eles amam a Nicarágua e estão comprometidos com nossa missão”, afirma.

Operações bem-sucedidas do BECO


As forças do BECO registraram uma série de operações de segurança bem-sucedidas.

Elas confiscaram mais de 6.300 metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente; resgataram e devolveram ao ecossistema mais de 100 aves exóticas que haviam sido roubadas por contrabandistas; prenderam 218 pessoas suspeitas de crimes ambientais, incluindo corte de madeira sem autorização; descobriram 21 plantações de maconha e destruíram mais de 257.700 pés de maconha; e plantaram mais de 10.000 árvores em áreas desmatadas.

Os soldados do BECO também impediram que mais de 600 colonos ilegais entrassem em áreas protegidas.

As forças de segurança da Nicarágua demonstraram sua eficiência ao controlar o território e reduzir o volume de tráfico ilegal de drogas e madeira, especialmente ao longo da costa do Atlântico.

Além de seus deveres habituais de proteção do ambiente, os soldados do BECO prestam assistência à população civil durante desastres naturais e eventos ambientais. Por exemplo, todo verão os soldados do BECO ficam de guarda nas praias a costa do Pacífico para proteger tartarugas ameaçadas que chegam à área anualmente para fazer ninhos na areia e colocar ovos.

Julieta Pelcastre colaborou com esta reportagem
.



O Batalhão Ecológico (BECO) do Exército da Nicarágua está travando uma batalha única em múltiplas frentes para proteger um dos recursos mais valiosos do país: sua ecologia.

Desde janeiro de 2012, seus 700 soldados salvaram centenas de animais protegidos da caça ilegal, confiscaram milhares de metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente, protegeram diversas comunidades indígenas de grileiros e destruíram dezenas de fazendas de maconha. Eles até montaram guarda de 24 horas para vigiar tartarugas marinhas ameaçadas de extinção enquanto os animais colocavam ovos na praia.

Proteger o ambiente pode ser perigoso. Esse fato grave ficou evidente em 5 de novembro, quando narcotraficantes mataram um respeitado membro do Batalhão Ecológico durante um tiroteio perto da Reserva de Biosfera Bisawás, na Região Autônoma do Atlântico Norte (RAAN).

Soldados do Batalhão Ecológico e oficiais da Polícia Nacional da Nicarágua realizavam uma patrulha nas primeiras horas da manhã, em uma área remota e densamente arborizada conhecida como Parawás, quando encontraram vários civis armados com rifles e espingardas, disse um porta-voz do Exército ao jornal El Nuevo
Diario
. Os homens armados supostamente cultivavam maconha na região.

O confronto se transformou em tiroteio, durante o qual o Sargento Marlon Antonio Zeledon García, do Batalhão Ecológico, recebeu vários disparos e morreu. Ele era um soldado “excepcional”, de acordo com um comunicado do Exército. Como muitos membros do BECO, Zeledon García morava na região que tentava proteger: ele provinha do povoado de Wany, no município de Siuna, na RAAN.

Os homens armados fugiram depois do confronto, mas as forças de segurança capturaram dois deles. Autoridades policiais identificaram os suspeitos como Nelson Herrera Castellón, de 19 anos, e Pablo Armando Arauz, 30, segundo o El Nuevo Diario.


Violência anterior contra o Batalhão Ecológico


O Sargento Zeledon García não foi o primeiro soldado do Exército da Nicarágua a morrer em defesa do ambiente.

Em outubro de 2013, o Sargento Luis Enrique Núñez Guevara, 32, foi morto em uma troca de tiros com um grupo criminoso que administrava uma plantação de maconha no município de Siuna, na RAAN. O tiroteio ocorreu durante uma missão do Batalhão Ecológico para destruir 13.000 pés de maconha cultivadas pela organização criminosa.

E, em setembro de 2012, outro membro do Batalhão Ecológico, o Segundo Sargento Joseph Wilmer García Mendez, 28, foi morto quando liderava uma patrulha de seis homens para investigar denúncias de atividade criminosa 40 quilômetros a sudoeste da cidade de Siuna, informou o El
Nuevo Diario
. A patrulha entrou em confronto com um grupo de civis. Dois deles empunharam pistolas e começaram a atirar, matando o sargento e ferindo mais dois soldados. Outros membros da patrulha revidaram, matando dois atiradores.

Em defesa dos recursos naturais


Apesar das perdas humanas que tem sofrido, o BECO alcançou numerosas vitórias desde que deu início às operações de campo, em janeiro de 2012.

Encarregadas de defender recursos naturais em mais de 70 áreas protegidas – incluindo os 20.000 quilômetros quadrados da Reserva da Biosfera de Bosawás, na costa do Caribe –, as unidades do BECO operam em mais de 20 postos de “controle florestal”, com 20 homens em cada posto. Eles são treinados não apenas em técnicas militares, mas também em noções de direito e ciência ambientais.

Além de seus rifles militares, os soldados carregam pás para que possam plantar árvores em zonas ameaçadas pelo desmatamento. A cobertura florestal da Nicarágua caiu de 63 para 40% desde 1983 devido ao desmatamento ilegal de grupos criminosos, segundo reportagem da BBC News. Se a taxa de desmatamento continuar como está, em 2030 apenas cerca de 25% do país terá florestas, o que pode contribuir para a mudança climática.

Os membros do Batalhão Ecológico possuem origens muito diversas, de acordo com o Tenente-Coronel Marvin Paniagua, chefe do BECO. Muitos soldados do batalhão falam os idiomas indígenas das áreas que protegem, como o mayagna e o miskitu.

“Eles amam a Nicarágua e estão comprometidos com nossa missão”, afirma.

Operações bem-sucedidas do BECO


As forças do BECO registraram uma série de operações de segurança bem-sucedidas.

Elas confiscaram mais de 6.300 metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente; resgataram e devolveram ao ecossistema mais de 100 aves exóticas que haviam sido roubadas por contrabandistas; prenderam 218 pessoas suspeitas de crimes ambientais, incluindo corte de madeira sem autorização; descobriram 21 plantações de maconha e destruíram mais de 257.700 pés de maconha; e plantaram mais de 10.000 árvores em áreas desmatadas.

Os soldados do BECO também impediram que mais de 600 colonos ilegais entrassem em áreas protegidas.

As forças de segurança da Nicarágua demonstraram sua eficiência ao controlar o território e reduzir o volume de tráfico ilegal de drogas e madeira, especialmente ao longo da costa do Atlântico.

Além de seus deveres habituais de proteção do ambiente, os soldados do BECO prestam assistência à população civil durante desastres naturais e eventos ambientais. Por exemplo, todo verão os soldados do BECO ficam de guarda nas praias a costa do Pacífico para proteger tartarugas ameaçadas que chegam à área anualmente para fazer ninhos na areia e colocar ovos.

Julieta Pelcastre colaborou com esta reportagem
.
Estou contente com as reportagens e informações que recebo. Parabéns, Diálogo.
Martin Domenack. Peru.. O que vocês acham do [movimento político] La Campora que está em todos os ases do país.
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