Nicarágua constrói prisões com dinheiro confiscado de narcotraficantes

Nicaragua builds prisons with money seized from drug traffickers

Por Dialogo
outubro 15, 2014






O governo nicaraguense está usando dinheiro apreendido do narcotráfico durante a Operação Televisa para financiar a construção de novas prisões, o que ajudará a reduzir a superlotação.

Autoridades do sistema prisional inauguraram os dois primeiros centros de detenção financiados com dinheiro apreendido de narcotraficantes em 8 de setembro, no município de Tipitapa, situado 22 quilômetros a leste da capital, Manágua. Um deles é uma prisão feminina com capacidade para 250 detentas. O outro é um presídio de segurança máxima para 400 prisioneiros.

Operação Televisa

A Operação Televisa foi realizada pela Polícia Nacional Civil (PNC) em 20 de agosto de 2012 ao longo da fronteira entre Nicarágua e Honduras, uma região conhecida como Las Manos. Ali, agentes da PNC confiscaram US$ 9,2 milhões em dinheiro encontrados dentro de compartimentos de seis caminhões de produção de TV que 18 mexicanos tentavam levar para a Costa Rica, fazendo-se passar por jornalistas da rede Televisa
do México.

Em janeiro de 2013, um juiz nicaraguense condenou os 18 mexicanos – 17 homens e uma mulher – a 30 anos de prisão por lavagem de dinheiro para narcotraficantes. Um tribunal de apelações reduziu as sentenças a 17 e 18 anos, o que permite que os prisioneiros cumpram pena no México.

Cerca de US$ 1,8 milhão em dinheiro apreendidos na Operação Televisa foram usados para construir o presídio feminino, enquanto US$ 2,1 milhões foram gastos no presídio de segurança máxima. O governo federal também planeja usar dinheiro confiscado das drogas para erguer outra prisão de US$ 2,1 milhões e um centro de detenção para presos que cumprem pena no município de Bluefields, na Região Autônoma do Atlântico Sul (RAAS), a um custo de US$ 974.000.

Novo modelo de carceragem


“Agora podemos ver como viverão as detentas. Não é nada comparado à superlotação que elas sofriam na prisão de La Esperanza”, disse a ministra do Interior da Nicarágua, Ana Isabel Morales, durante visita ao novo presídio feminino.

A instalação será em boa medida autossuficiente. E dará às presas a possibilidade de aprenderem ofícios, como a cosmetologia, que elas poderão usar para se reintegrar à sociedade civil quando forem soltas. O presídio é equipado com áreas de produção onde as detentas podem confeccionar roupas e produtos de padaria. Também conta com granjas com suínos e aves para produção de alimentação de subsistência.

“Estamos investindo na prestação de cuidados e educação, de modo que elas possam se reintegrar à sociedade após cumprir a pena”, disse na prisão Marcia Ramírez, ministra da Família, Adolescência e Infância. “O investimento está sendo feito com o mesmo dinheiro apreendido do narcotráfico e que é aplicado em qualidade de vida, assistência humanitária e espaços para a reintegração social das mulheres.”

Mónica Zalaquett, diretora O Centro de Prevenção da Violência da Nicarágua (CEPREV), concorda com a abordagem.

“É bom que haja melhores condições prisionais para as mulheres, que são as principais vítimas do crime organizado. Existem muitas mães solteiras vendendo drogas no varejo”, diz Zalaquett. “Também precisamos investir em formas não violentas de masculinidade, algo muito importante para a prevenção do crime.”

No total, há 10.569 detentos nas prisões da Nicarágua, dos quais 575 são mulheres e 306 estrangeiros, de acordo com o governo federal.





O governo nicaraguense está usando dinheiro apreendido do narcotráfico durante a Operação Televisa para financiar a construção de novas prisões, o que ajudará a reduzir a superlotação.

Autoridades do sistema prisional inauguraram os dois primeiros centros de detenção financiados com dinheiro apreendido de narcotraficantes em 8 de setembro, no município de Tipitapa, situado 22 quilômetros a leste da capital, Manágua. Um deles é uma prisão feminina com capacidade para 250 detentas. O outro é um presídio de segurança máxima para 400 prisioneiros.

Operação Televisa

A Operação Televisa foi realizada pela Polícia Nacional Civil (PNC) em 20 de agosto de 2012 ao longo da fronteira entre Nicarágua e Honduras, uma região conhecida como Las Manos. Ali, agentes da PNC confiscaram US$ 9,2 milhões em dinheiro encontrados dentro de compartimentos de seis caminhões de produção de TV que 18 mexicanos tentavam levar para a Costa Rica, fazendo-se passar por jornalistas da rede Televisa
do México.

Em janeiro de 2013, um juiz nicaraguense condenou os 18 mexicanos – 17 homens e uma mulher – a 30 anos de prisão por lavagem de dinheiro para narcotraficantes. Um tribunal de apelações reduziu as sentenças a 17 e 18 anos, o que permite que os prisioneiros cumpram pena no México.

Cerca de US$ 1,8 milhão em dinheiro apreendidos na Operação Televisa foram usados para construir o presídio feminino, enquanto US$ 2,1 milhões foram gastos no presídio de segurança máxima. O governo federal também planeja usar dinheiro confiscado das drogas para erguer outra prisão de US$ 2,1 milhões e um centro de detenção para presos que cumprem pena no município de Bluefields, na Região Autônoma do Atlântico Sul (RAAS), a um custo de US$ 974.000.

Novo modelo de carceragem


“Agora podemos ver como viverão as detentas. Não é nada comparado à superlotação que elas sofriam na prisão de La Esperanza”, disse a ministra do Interior da Nicarágua, Ana Isabel Morales, durante visita ao novo presídio feminino.

A instalação será em boa medida autossuficiente. E dará às presas a possibilidade de aprenderem ofícios, como a cosmetologia, que elas poderão usar para se reintegrar à sociedade civil quando forem soltas. O presídio é equipado com áreas de produção onde as detentas podem confeccionar roupas e produtos de padaria. Também conta com granjas com suínos e aves para produção de alimentação de subsistência.

“Estamos investindo na prestação de cuidados e educação, de modo que elas possam se reintegrar à sociedade após cumprir a pena”, disse na prisão Marcia Ramírez, ministra da Família, Adolescência e Infância. “O investimento está sendo feito com o mesmo dinheiro apreendido do narcotráfico e que é aplicado em qualidade de vida, assistência humanitária e espaços para a reintegração social das mulheres.”

Mónica Zalaquett, diretora O Centro de Prevenção da Violência da Nicarágua (CEPREV), concorda com a abordagem.

“É bom que haja melhores condições prisionais para as mulheres, que são as principais vítimas do crime organizado. Existem muitas mães solteiras vendendo drogas no varejo”, diz Zalaquett. “Também precisamos investir em formas não violentas de masculinidade, algo muito importante para a prevenção do crime.”

No total, há 10.569 detentos nas prisões da Nicarágua, dos quais 575 são mulheres e 306 estrangeiros, de acordo com o governo federal.
Só para esclarecer, não é federal, é o governo nacional e Las Manos não é uma região, é uma comunidade que faz fronteira com o país-irmão Honduras, a Região 1 da Nicarágua é composta pelos departamentos de Estelí, Somoto e Nuevo Segovia. No departamento de N.S. está o município de Dipilto e, neste município, está a comunidade de Las Manos. É bom para que os prisioneiros em La Modelo e La Granja que foram levados para Tipitapa estejam em melhor situação no sistema prisional, é a minha opinião. Tudo está muito bem, de modo que o povo nicaraguense perceba em que o dinheiro apreendido dos traficantes de drogas está sendo investido, e também o investimento em programas para reintegração de presos e presas na sociedade. É importante, já que assim acabam os assassinatos nas prisões preventivas. Governo federal?? É governo nacional ou governo nicaraguense. Muitas mulheres entram na venda de drogas porque não têm trabalho, outras porque são ignorantes e outras porque é a maneira mais fácil de obter dinheiro para sustentar a família. Essas últimas porque são preguiçosas, não gostam de trabalhar e são elas que deveriam ser presas. E eu acho que vocês estão fazendo é bom, mas seria bom encontrar trabalho para elas quando saem, porque a sociedade é muito cruel e não lhes dá trabalho, e eles vão voltar para a mesma coisa. Deem-lhes um acompanhamento adequado, enquanto elas estiverem se adaptando. Parabéns pelo bem que estão proporcionando.




And Apenas para esclarecer ao Omar Flores que Somoto não é um departamento da Região 1, o departamento é chamado Madriz. Somoto é a capital do departamento. Porque eles não estão construindo um centro de reabilitação com esse dinheiro na RAAN na Nicarágua, porque é cheio de usuários de drogas aqui, desde crianças a adultos, e os policiais não fazem nada aos vendedores de drogas.
Meu comentário é que as universidades tanto federais como privadas deveriam providenciar carreiras para as mulheres que estão encarceradas, cujas penas são cinco anos ou mais, que podem optar por ensino médio ou ensino primário, quando necessário. O ensino pode ser pago com o dinheiro apreendido dos traficantes. Não deve ser só para construir mais prisões, revejam o código legal em relação às crianças e aos adolescentes, o que lhes dá um passe livre para cometer crimes. Isso é o melhor que pode ser feito. Os presidiários merecem estar em lugares decentes, não em condições subumanas. Que Deus os abençoe. NÃO É POLÍCIA NACIONAL CIVIL, É APENAS POLÍCIA NACIONAL. Penso que é uma iniciativa muito boa, deve ser feito trabalho também sobre os aspectos psicológicos desses homens e mulheres para diminuir a raiva e melhorar as relações e a comunicação entre os membros da família. Eu não vejo o Ministério da Família assumindo essas tarefas, que também são de sua competência. Todo o trabalho e todo êxito que se realize contra qualquer crime é louvável, mas não vamos perder o foco e manter os olhos no alvo, população, sempre e quando os verdadeiros criminosos acabarem nessas cadeias, não escapem ou nunca ponham os pés nelas, aqueles criminosos cuja cocaína se transforma em talco por mágica.
Sr. Omar Cabeza, mais fiscalização nas celas da polícia onde há um grande número de abusos desumanos contra essas pessoas só por terem cometido um erro ou não. É um ultraje o que está acontecendo lá dentro, há pessoas inocentes que só por serem pobres são tratadas como cães, como se eles não tivessem filhos.
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