De terremotos e atividade vulcânica a incêndios florestais e tempestades tropicais, a variedade de ameaças de desastres naturais que a América Central enfrenta constantemente é infinita.
De 13 a 16 de junho, membros da Força-Tarefa Conjunta Bravo (JTF-Bravo), localizada na Base Aérea de Soto Cano, em Honduras, viajaram para a Cidade do Panamá, para participar de um exercício multinacional, com o objetivo de aperfeiçoar os relacionamentos e processos que serão necessários para trabalhar com parceiros regionais durante emergências reais.
Organizado pelo Centro de Coordenação para a Prevenção de Desastres na América Central e na República Dominicana (CEPREDENAC), o exercício reuniu 16 países com o objetivo de aprimorar as capacidades multinacionais em matéria de proteção à vida, coordenação humanitária e resposta conjunta.
Os cenários do exercício se sobrepuseram uns aos outros: um terremoto de magnitude 7,5 e uma tempestade tropical causaram chuvas, inundações e danos a infraestruturas cruciais, enquanto um ataque cibernético, um derramamento de petróleo e a gripe aviária causaram diferentes tipos de caos.
Entre os países participantes estavam Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Israel, Japão, México, Nicarágua, Panamá e República Dominicana, entre outros.
“Um desastre não conhece fronteiras”, disse Claudia Herrera, secretária do CEPREDENAC. “Teremos a oportunidade de trabalhar juntos para identificar […] as vulnerabilidades que a região da América Central enfrenta todos os anos. A assistência internacional é muito importante para que possamos desenvolver nossas capacidades. Antes da ocorrência de um desastre, podemos ter a oportunidade de identificar nossos pontos fortes e também nossos desafios.”

Como um dos recursos mais destacáveis do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) na América Central, a JTF-Bravo tinha duas missões. Primeiro, eles puderam praticar o destacamento rápido de sua Equipe de Avaliação Situacional do SOUTHCOM (SSAT), em resposta a esforços humanitários ou de resposta a desastres em toda a região.
“Como a JTF-Bravo está na região da América Central há 40 anos, respondemos para ajudar nossos parceiros em numerosas ocasiões durante desastres que excederam sua capacidade nacional de resposta”, disse o Major Robert Mixon, do Exército dos EUA, diretor da J-9 (Operações Civil-Militares) na JTF-Bravo. “Ao participar com outras 16 nações nesse cenário, juntos no calor, na chuva, na lama e no cansaço de 36 horas de operações contínuas, demonstramos que estamos juntos nisso e que apoiaremos nossos amigos e vizinhos como fizemos no passado, tanto em treinamento, quanto em momentos de necessidade.”
“Os vínculos formados durante esse cenário transcenderão as fronteiras geográficas e os relacionamentos formados servirão para ajudar em uma resposta que salve vidas de forma mais eficiente e mais rápida, caso o desastre impacte no futuro”, acrescentou o Maj Mixon.
Em segundo lugar, a JTF-Bravo foi capaz de proporcionar oficiais de ligação (LNOs) em vários campos especializados, para assessorar outras nações parceiras durante alguns dos cenários, incluindo um especialista em proteção contra incêndios, um especialista em Sobrevivência, Evasão, Resistência e Fuga e um médico. Esses LNOs puderam observar e fornecer informações sobre os métodos utilizados antes, durante e depois.
Uma vantagem adicional foi um cenário que envolveu o SOUTHCOM e o Comando Norte dos EUA (NORTHCOM), algo que não é exercitado com tanta frequência.
Na cerimônia de encerramento, realizada em 16 de junho, a General de Exército Laura J. Richardson, do Exército dos EUA, comandante do SOUTHCOM, aproveitou a oportunidade para agradecer a todas as nações parceiras por sua coordenação, cooperação e compromisso coletivo com a democracia e o cuidado com as pessoas.
“O CEPREDENAC aumentou a preparação e a resiliência da região. Por meio de sua dedicação inabalável à construção de um mundo mais seguro e resiliente, o CEPREDENAC fortaleceu tanto os relacionamentos como a cooperação civil-militar”, disse a Gen Ex Richardson. “Os esforços empreendidos pelo CEPREDENAC ao longo dos últimos 35 anos são agora mais relevantes do que nunca.”
“Isso se deve a essa visão enfocada no objetivo e aos esforços incansáveis para aprimorar a cooperação civil e militar e desenvolver a assistência humanitária regional e a capacidade de resposta a desastres”, acrescentou. “Vocês salvaram e continuarão salvando vidas por meio desse esforço […]. Saibam que o Comando Sul dos Estados Unidos está comprometido em fazer parte desse esforço.”


