Esforço multinacional flagra outro semissubmersível em águas caribenhas

Por Dialogo
novembro 11, 2011

Esforços multinacionais permitiram a bem-sucedida interceptação de mais um semissubmersível autopropulsor (SPSS) a serviço do narcotráfico no Mar do Caribe Ocidental, no dia 30 de setembro.

Foi a terceira interceptação de uma embarcação do gênero em apenas três meses, e mais um duro golpe desferido por uma força tarefa conjunta aos narcotraficantes contra esta ameaça, através de patrulhamentos antinarcóticos no Caribe.

“Este foi o segundo caso de apreensão de semissubmersíveis autopropulsores desta tripulação, e estou muitíssimo orgulhoso por termos conseguido impedir que milhões de dólares em cocaína chegassem aos mercados americanos”, disse o comandante da embarcação, que atua sob o controle desta crescente força tarefa multinacional.

A embarcação suspeita, geralmente conhecida como submarino de drogas, foi detectada em águas caribenhas antes de ser interceptada por um helicóptero e pela tripulação de um barco patrulheiro a aproximadamente 320 quilômetros da costa de Honduras.

A tripulação conseguiu confiscar quase sete toneladas de cocaína, a maior apreensão realizada em 2011, cifra que representa cerca de 33 por cento do total de drogas apreendidas por órgãos de segurança pública dos Estados Unidos.

Estima-se que a droga apreendida no semissubmersível tenha valor de mercado de mais de US$ 200 milhões, e que seria destinada aos Estados Unidos passando por Honduras, Guatemala e México.

O maior poder de interdição de drogas ilícitas é o resultado de um esforço combinado multinacional e interagências, que inclui a repressão policial, contingentes militares e inteligência de colaboradores e nações parceiras.

“Continuaremos aqui e em constante vigilância”, acrescentou o comandante da embarcação.

Ao serem descobertos, os membros da tripulação afundaram a embarcação, na ilusão de evitar a lei, mas foram detidos segundo o Ato de Interdição de Embarcações a Serviço do Narcotráfico, que determina o nível de gravidade da infração, dependendo de comportamentos como tentativa de fuga e de afundar a embarcação ou efetivamente afundá-la.

Assim sendo, a embarcação afundada incorre no nível máximo de infração, passível de pena de no mínimo 12 anos de detenção.

0 SPSS é geralmente construído na selva ou regiões remotas da América do Sul, e pode ter até 30 metros de comprimento, capacidade para quatro ou cinco tripulantes e transportar acima de 10 toneladas de carga ilícita por até 8 mil quilômetros.

Os narcotraficantes projetam as embarcações SPSS de forma tal que sejam difíceis de localizar e rapidamente afundadas ao se perceber a presença policial, tornando difícil, porém não impossível, a recuperação do contrabando, como provaram recentes operações bem-sucedidas. No entanto, não se sabe quantos submersíveis do gênero foram lançados ao mar, e quantas vidas se perderam no processo até o momento.



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