Cães da Polícia Militar treinam para Olimpíadas de 2016 no Rio

Military Police Dogs Train for Rio Olympics 2016

Por Dialogo
novembro 06, 2015

bom artigo



As Forças Armadas do Brasil estão acrescentando sete cães aos seis que já fazem parte do Batalhão de Ação Canina (BAC) para aprender como farejar explosivos, drogas ilegais e armas, para ajudar na prevenção de ataques terroristas nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

Os cães do BAC, que faz parte da Polícia Militar do Rio de Janeiro, se preparam para o evento internacional ajudando agentes da lei na apreensão de drogas e armas com uma maior frequência. De 1º de janeiro a 31 de outubro, os cães auxiliaram a Polícia Militar na apreensão de mais de 7 toneladas de drogas, depois de encontrarem mais de 2 toneladas de narcóticos em 2012 e 25 kg em 2009.

“Este salto é resultado do treinamento de pessoal e cães, sempre com um processo evolutivo e especializado”, disse o Coronel da Polícia Militar Marcelo Nogueira, comandante do BAC, onde ele serve há 11 dos seus 26 anos como oficial da polícia.

Cães são treinados para usar seu faro excepcional


A Polícia Militar treina cães para usar seu olfato apurado na detecção de drogas, explosivos e armas; eles são capazes disso porque a parte do cérebro canino que processa o olfato é proporcionalmente 40 vezes maior que a do cérebro humano. Além disso, os cães têm até 300 milhões de receptores de olfato em seus narizes, enquanto os seres humanos têm cerca de 6 milhões.

“É gratificante poder confiar nos cães”, disse o Sargento Bruno Vieira, um treinador de cães do BAC. “Eles podem encontrar coisas que nós humanos não podemos.”

O Sgto. Vieira está entre os 189 homens e mulheres que se juntaram ao BAC ao concluir o Curso de Tratador Canino para Emprego Policial de 40 dias ou o Curso de Treinador Canino para Emprego Policial de 16 semanas, que ensina os policiais a treinar os cães em vez de apenas tratá-los.

O treinamento dos cães é o mesmo: seja quando buscam por armas, drogas ou explosivos, os cães são adestrados para permanecer compostos para que não esbarrem em objetos ao descobrir contrabandos.

“Um cão que fareja drogas ou armas é comandado, o tempo todo, por seu treinador policial”, explicou o Capitão Luís Otávio Poyes, um tratador e adestrador de cães. ”Ao localizar uma bomba, ele senta e assinala para o policial, que está fora da área. Depois, ele deixa o local, ainda sem tocar em nada. Neste momento, o policial ou o esquadrão antibombas entra em ação.”

Embora os dois primeiros cães farejadores de bombas tenham se juntado ao BAC em 2007, eles raramente são usados fora do treinamento. Já que as bombas são raras no Brasil, o BAC aumenta seus treinamento ao trocar informações com outros países, inclusive com a Assistência Recherche de Intervenção e Dissuasão (RAID) da França, uma unidade de operações especiais especializada em ações antiterroristas.

“Oficiais da RAID vieram aqui e avaliaram nossos cães”, disse o Cel. Nogueira. “Eles disseram que estavam prontos.”

Cães policias são enviados para várias missões


No total, o BAC tem 52 cães dedicados a missões de segurança pública, inclusive busca e resgate, rastreamento de fugitivos e encontro de cadáveres. A Unidade de Intervenção Tática também possui uma Central Canina, onde os cães trabalham juntos com o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) em situações de resgate de reféns. Os cães policias também trabalham com seus tratadores para ajudar no controle de multidões, inclusive bandos de desordeiros em estádios.

“Na Copa do Mundo, o Grupo de Choque Canino agiu fora dos estádios. Estamos preparados para servir novamente nesta capacidade, se necessário, durante as Olimpíadas. Honestamente, estamos prontos para desempenhar qualquer serviço dentro de nosso escopo, da assistência em negociações de reféns à detecção de bombas e explosivos.”

O BAC, que espera a chegada de mais 30 cães que serão treinados, também possui cães que participam de simulações de aplicação da lei em metrôs, navios e aeroportos.


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