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Militares colombianos se dedicam à tarefa de reconstrução das ilhas devastadas pelo furacão Iota

Militares colombianos se dedicam à tarefa de reconstrução das ilhas devastadas pelo furacão Iota

Por Myriam Ortega/Diálogo
abril 07, 2021

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Quatro meses depois da passagem devastadora do furacão Iota pelo arquipélago colombiano de San Andrés, Providência e Santa Catalina, as Forças Militares da Colômbia continuam demonstrando sua dedicação às comunidades afetadas. Em meados de março, o navio de desembarque anfíbio ARC Golfo de Urabá, da Marinha da Colômbia, levou ainda mais apoio logístico e ajuda humanitária às ilhas, sob o Plano Renascer do Ministério da Defesa.

Entre meados de novembro de 2020, quando o furacão de categoria 5 fustigou o arquipélago, destruindo 98 por cento da infraestrutura das ilhas de Providência e Santa Catalina, e o início de março de 2021, os militares colombianos transportaram centenas de toneladas de ajuda, como alimentos, ferramentas, veículos e materiais de construção.

“Hoje podemos contar com um balanço positivo de termos retirado mais de 17.000 toneladas de escombros de diferentes materiais […] e levamos água potável nos navios. Foi essencial podermos levar água à comunidade, quando a represa ainda não estava em funcionamento”, disse à Diálogo o Contra-Almirante da Marinha da Colômbia Hernando Mattos Dager, comandante do Comando Específico de San Andrés e Providência. “Estamos vivendo agora o desafio mais complexo, que é a reconstrução das casas. O governo se comprometeu a entregar 1.134 casas às pessoas que perderam tudo […].”

Unidades da Marinha da Colômbia participam da construção de uma casa para a família Henry Bryant, em Providência, no dia 15 de março de 2021. (Foto: Marinha da Colômbia)

Cerca de 1.100 militares do Exército Nacional, da Força Aérea Colombiana e da Marinha, além de 80 bombeiros, funcionários de entidades estatais e membros da Cruz Vermelha participam da reconstrução das ilhas. Em Providência, desde março, engenheiros militares realizam trabalhos de demolição de casas que ficaram semidestruídas, para em seguida construir as novas residências.

Esse foi o caso da família Henry Bryan, em Providência, que perdeu sua casa durante o furacão e, graças às unidades da Marinha, conseguiu se instalar em uma casa pré-fabricada com três quartos, banheiro, cozinha e varanda, em meados de março. “Eu não tinha onde dormir com minha família”, disse a dona de casa ao Unidos por el Archipiélago, um portal do Ministério da Defesa dedicado ao Plano Renascer. “Os marinheiros foram os primeiros a chegar, limpar e retirar todos os escombros, preparar o terreno e participar da construção; sou muito grata a eles.”

Além do ARC Golfo de Urabá, a Marinha destacou outras unidades marítimas, como fragatas, navios patrulheiros oceânicos, unidades de reação rápida e unidades aeronavais com aviões e helicópteros, pondo à disposição suas equipes de busca e resgate, equipes de mergulhadores e salvamento e companhias de construção naval. Por sua vez, o Exército destacou caminhões basculantes e carregadores compactos, bem como seus engenheiros militares, e a Força Aérea mobilizou suas aeronaves de transporte, como o C-130 Hércules e aviões táticos.

No âmbito da cooperação internacional, no final de novembro de 2020, o Exército dos EUA destacou seu navio de desembarque anfíbio USAV Chickahominy (LCU 2011) carregado com umas 130 toneladas de ajuda humanitária para atender à emergência nas ilhas. Em meados de fevereiro de 2021, o navio Dumont D’Urville, da Marinha da França, executou uma missão de apoio logístico, levando umas 40 toneladas de materiais de construção e eletrodomésticos.

“Aqui nos manteremos à frente da situação, até que possamos ter a tranquilidade de que todas as pessoas em nossas ilhas de Providência e Santa Catalina tenham superado a emergência”, concluiu o C Alte Mattos.

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