México: Quarto militar preso em investigação sobre cartel

Por Dialogo
maio 21, 2012



CIDADE DO MÉXICO — Soldados prenderam o tenente-coronel da reserva Silvio Hernández Soto em 18 de maio em conexão com uma investigação sobre drogas em que dois generais e um soldado foram detidos, informou a Secretaria de Defesa do México (SEDENA).
Uma fonte da promotoria, que falou sob condição de anonimato, afirmou que as prisões têm relação com as propinas supostamente pagas pelo cartel de drogas Beltrán-Leyva, um grupo que as forças de segurança mexicana dizimaram nos últimos anos.
O general da reserva Tomás Ángeles foi preso em 15 de maio. No mesmo dia, ocorreu a prisão do major-general Roberto Dawe, que está na ativa e foi designado para uma base no estado de Colima, no litoral mexicano do Pacífico. A região é considerada uma importante rota de trânsito dos narcóticos que seguem para o lucrativo mercado americano.
Em 17 de maio, autoridades prenderam o major-general da reserva Ricardo Escorcia, informou o Ministério da Defesa.
Promotores federais antidrogas afirmaram ter interrogado Ángeles e Dawe e, em 17 de maio, ordenaram que permanecessem sob custódia. Segundo as leis mexicanas, as autoridades podem decretar a prisão temporária de suspeitos por até 40 dias.
Escorcia e Hernández foram detidos para um interrogatório inicial, após o qual as autoridades decidirão se os dois permanecerão presos ou serão soltos.
Os homens estão envolvidos em uma “investigação sobre crimes relacionados a atividades do crime organizado”, afirmou a Promotoria Federal.
Todo o processo transcorre “com total respeito a seus direitos”, informou a SEDENA.
O advogado de Ángeles, Alejandro Ortega, declarou à rádio Milenio que as alegações de propina são baseadas em rumores e que os acusados “jamais viram" o general.

[AFP, 20/05/2012; Vanguardia.com.mx (México), 19/05/20212]

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