Governo mexicano tenta recuperar o controle de Michoacán após combates que deixaram 24 mortos

Por Dialogo
julho 26, 2013


As forças de segurança mexicanas tentaram recuperar, em 24 de julho, o controle do turbulento estado de Michoacán (oeste), onde 24 pessoas morreram na terça-feira (23) em confrontos entre a Polícia e supostos membros do cartel narcotraficante local Los Caballeros Templarios.



O Conselho Nacional de Segurança (CNS) do governo informou que não foi registrado qualquer incidente com as forças de segurança federais em Michoacán, mas confirmou um ataque perpetrado na noite de 23 que não havia sido confirmado oficialmente.



“Dois elementos (da Polícia Federal) perderam a vida e seis outros ficaram feridos” em uma agressão a um comboio perto da localidade de Pichilinguillo, informou o CNS.



Na terça-feira foram registrados outros seis ataques contra a Polícia Federal na tumultuada sub-região de Tierra Caliente, em Michoacán, que culminaram em trocas de tiros onde morreram dois agentes e pelo menos 20 “supostos criminosos”, informou o CNS.



Uma fonte do governo federal confirmou que os combates “foram empreendidos contra Los Caballeros Templarios”, mas que oficialmente nenhum grupo foi culpado pelas agressões.



As ações de terça-feira foram as mais violentas desde que, em maio passado, foi lançada uma operação do Exército e da Polícia Federal em Tierra Caliente para proteger a população contra as extorsões, sequestros e assassinatos do grupo Los Caballeros Templarios.



O governo de Michoacán garantiu que as estradas onde ocorreram as emboscadas, situadas perto das comunidades de Arteaga, Infiemillo e El Carrizo, já estavam liberadas.



No final de 2006, Michoacán foi a primeira região para onde o então presidente Felipe Calderón (2006-2012) enviou um grande operativo militar contra os cartéis narcotraficantes, o que gerou uma onde de violência durante seu mandato que causou mais de 70 mil assassinatos.



Quase sete anos depois, o governo de Enrique Peña Nieto (2012-2018) voltou a enviar a Michoacán seu primeiro grande reforço militar, em função do clima de violência da região agrícola de Tierra Caliente, onde se localiza o porto de Lázaro Cárdenas (Pacífico), um dos mais importantes do México.






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