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Fuzileiros navais das Américas se reúnem para elaborar estratégias de resposta a desastres naturais ou provocados pelo homem

Marines of the Americas Meet to Develop Strategies to Respond to Natural and Manmade Disasters

Por Dialogo
outubro 14, 2015

Já faz algum tempo li uma materia que dizia que os estadunidenses, já estruturaram a denominada "guarda nacional" para tratar de catastofres e outras ocorrências.Não usam soldados treinados para o combate, para atender ocorrencias de cunho civis como catastrofes, pois os soldados necessitariam de seis meses de intenso treinamentos para voltarem a serem combativos.
Quando as Forças Armadas não têm finalidade dentro de uma 'Doutrina Militar', não faltam grupos políticos ou econômicos dispostos a levá-las para as finalidades que não correspondem à sua natureza, à sua organização e à sua instrução – Frase de Humberto Castello Branco Na Argentina paz, liberdade, justiça.


Militares de 17 países se reuniram recentemente na VI Conferência de Líderes de Infantaria Marinha das Américas (MLAC, na sigla em inglês), onde elaboraram estratégias para prestar assistência humanitária em resposta a desastres naturais ou provocados pelo homem.

Delegações de Argentina, Belize, Brasil, Chile, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Estados Unidos e Uruguai se reuniram com a da Colômbia, onde foi realizada a MLAC, para abordar os problemas comuns do Hemisfério Ocidental.

“A MLAC busca estabelecer uma instância rica e valiosa de conhecimento mútuo”, disse o Contra-Almirante David Hardy, Comandante do Corpo de Infantaria da Marinha Chilena, a Diálogo
. “Também foi pensada para o benefício dos diferentes corpos de fuzileiros navais através das experiências compartilhadas e das contínuas relações.”

Experiências compartilhadas


Para atingir esses objetivos, a MLAC reúne oficiais das Marinhas das Américas para elaborar abordagens visando uma maior cooperação, como a transferência de dados, tecnologias e melhores práticas entre os militares dos diversos países. O Comandante de Infantaria da Marinha da Colômbia, Contra Almirante Luis Jesús Suárez Castillo, e o Vice Almirante Robert B. Neller, Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, lideraram o evento, realizado na cidade costeira de Cartagena entre 24 e 26 de agosto.

“O objetivo da MLAC não é estabelecer acordos formais. O que busca é desenvolver entendimentos de certos desafios e riscos que existem na região e explorar como lidar com certos problemas conjuntamente no futuro... O principal objetivo da 6a conferência voltou-se sobretudo às experiências que os fuzileiros navais tiveram ao prestar apoio humanitário – durante desastres naturais ou provocados pelo homem.”

Os oficiais dividiram essas experiências durante diversas palestras, como “As quatro etapas da resposta militar a desastres”; “Experiência dos militares nas missões de assistência a desastres no Chile”; e “A influência regional do crime organizado e seu efeito sobre as operações de assistência humanitária e resposta a desastre”.

Segundo o C Alte Hardy, as discussões criam “um espaço em que (os oficiais da Marinha) podem abordar tópicos de interesse bilateral ou multilateral... Nesta conferência, conversamos sobre experiências que os fuzileiros navais tiveram ao realizar missões em apoio a autoridades civis, resgates de vítimas de desastres e de segurança e ordem pública durante desastres naturais. Tocamos em todos esses assuntos do ponto de vista acadêmico, jurídico e militar”.

Enfrentamento de ameaças criminosas


Com a MLAC, os oficiais das Marinhas também tiveram a oportunidade de discutir as melhores maneiras de combater ameaças de grupos de narcotráfico internacionais e outras organizações criminosas transnacionais.

“O tráfico ilegal de produtos e a exploração de recursos naturais afetam a sociedade e a segurança dos países da região. Essas ameaças são complexas, transnacionais e em constante mutação. Compartilhar as experiências de cada país é extremamente importante para conter essas ameaças. O maior desafio que os fuzileiros navais enfrentam é manter sua reputação como uma força de ação rápida. Os fuzileiros navais são um poder militar com grande flexibilidade e podem ser mobilizados de diversas maneiras.”

Terremotos e mudança climática


Com respeito aos desastres naturais ou provocados pelo homem, os oficiais das Marinhas discutiram os desafios enfrentados em seus respectivos países – incluindo vulcões, terremotos, avalanches, furacões e tsunamis.

Em 16 de setembro, por exemplo, as Forças Armadas Chilenas rapidamente ajudaram civis após o terremoto de magnitude 8,3 graus na escala Richter, que provocou um alerta de tsunami para boa parte do Oceano Pacífico. O tremor causou 13 mortes, danificou seriamente 4.370 casas e destruiu 704 outras.

Mas aquele não foi um incidente isolado. Há pouco mais de cinco anos, em 27 de fevereiro de 2010, outro sismo atingiu o Chile com magnitude de 8,8 graus, seguido por um tsunami que matou mais de 500 pessoas. Cerca de 14.000 militares prestaram assistência na época.

A mudança climática é outro desafio aos países das Américas. Os EUA aprenderam muito com os estragos causados pelo furacão Katrina, que assolou a costa sul do país em agosto de 2005, matou 1.836 pessoas e deixou mais de US$ 100 bilhões em prejuízos, disse o V Alte Neller, de acordo com El Heraldo
.

“É importante que cada vez haja mais articulação das autoridades regionais com as nacionais. O planejamento e a comunicação com os militares ajudarão a reduzir o impacto que os desastres naturais têm sobre as populações.”

Na conferência, realizada pela segunda vez em Cartagena (a II MLAC foi sediada ali em 2004), os líderes de cada Corpo de Fuzileiros Navais visitaram a Base de Treinamento da Infantaria da Marinha em Coveñas. Essa ilha abriga três batalhões de recrutas, seguindo o modelo do campo de treinamento do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA em Parris Island, Carolina do Sul. Os oficiais das Marinhas também visitaram o Centro de Especialistas em Colmars, onde suboficiais recebem capacitação como treinadores e adestradores de cães para o trabalho militar e antiexplosivos. A MLAC terminou com uma cerimônia de encerramento, onde o V Alte Neller e o C Alte Suárez entregaram certificados aos participantes.
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