Argentina: Los Monos recrutam crianças para vender drogas em Rosario

Por Dialogo
abril 20, 2014



Los Monos e outras gangues argentinas estão usando crianças, ameaçando policiais e fugindo através de túneis, enquanto aumenta a violenta luta pelo controle das rotas do narcotráfico no departamento de Rosario.
A gangue e outras organizações criminosas estão dando armas de fogo a crianças e adolescentes, conhecidos como “soldaditos” (soldadinhos), e dando-lhes ordens para atuarem como assassinos.
Segundo autoridades, os membros de gangues, incluindo jovens, adolescentes e crianças, geralmente matam-se uns aos outros. A maioria das vítimas de gangues rivais é do sexo masculino e tem entre 15 e 35 anos.
Segundo a polícia, em um assassinato típico, dois ou três jovens armados atiram em um membro de uma gangue rival na rua à vista de todos e, depois, fogem.
“Talvez, a face mais dolorosas deste sistema produtivo e criminoso seja o recrutamento de adolescentes como soldadinhos e os trabalhadores em galpões e quiosques (centros de distribuição de drogas)”, de acordo com o documentário “Ruas Perdidas”, produzido pela Universidade Nacional de Rosario (UNR). Os líderes de gangues pagam aos jovens soldados, os menores de 16 anos, entre US$ 10 (R$ 22) e US$ 37 (R$ 83) por dia.
Segundo o documentário, os membros de gangues de Rosario vendem cerca de US$ 250 milhões (R$ 600 milhões) em drogas por ano.
Os jovens vendem drogas em galpões fechados ou quiosques e são forçados a entregar o dinheiro para um membro adulto da gangue após um turno de 8 horas, segundo o documentário. A criança, então, deixa o local e é substituída por outra, que continuará a vender drogas no galpão ou quiosque.
A violência das drogas deixou um saldo mortal. Por exemplo, 264 pessoas foram assassinadas na cidade de Rosario em 2012, de acordo com estatísticas do governo local, elevando o número de homicídios para 365 – uma média de um por dia – em 2013.
Entre 1º de janeiro e 31 de março de 2014, a polícia informou que 80 assassinatos tinham conexão com disputas entre gangues de drogas rivais, segundo relatório conjunto emitido pela Fundación La Alameda, que combate o tráfico de pessoas, e a Red Nacional Anti Mafia.

Los Monos

Los Monos são responsáveis pela maior parte da violência em Rosario, disse Paz Tibiletti, representante da Rede de Segurança e Defesa da América Latina (RESDAL), sediada na Argentina.
A organização criminosa domina a venda de maconha em Rosario desde os anos 90, de acordo com Paz Tibiletti.
Desde que dominou o comércio de maconha, a gangue expandiu suas atividades ao produzir pasta-base de coca, utilizada para fabricar cocaína, assim como sua venda e tráfico. Los Monos fortaleceram sua rede de distribuição ao formar uma aliança com a família criminosa Cantero.
Além de vender e traficar drogas, Los Monos também praticam lavagem de dinheiro, extorsão e outras atividades criminosas.
A organização criminosa é liderada por Ramón Ezequiel Machuca, vulgo "Monchi Cantero”.
Los Monos são capazes de subornar autoridades corruptas e têm “uma estrutura de vários níveis, semelhantes aos cartéis mexicanos”, escreveu em seu blog o general da reserva Norberto López Camelo.
A gangue “representa a evolução do tráfico de drogas na Argentina”, escreveu o general. “A venda de drogas nas ruas também evoluiu.”

Los Monos ameaçam matar juiz e procurador

Los Monos são capazes de cometer atos de violência extrema e estão dispostos inclusive a ter como alvo agentes da lei.
Em março de 2014, após obter uma ordem judicial, autoridades gravaram uma conversa telefônica na qual um detento em um presídio na província de Santa Fe falou com um outro presidiário em uma outra casa de detenção. A conversa grampeada revelou que os presidiários estavam planejando matar o procurador Guillermo Camporini e o juiz Juan Carlos Viena, que investigavam a gangue.
Autoridades descobriram, através da ligação telefônica, que Los Monos planejavam que um de seus criminosos, conhecido como “Anteojito”, matasse o promotor e o juiz.
Mas o promotor e o juiz não foram feridos.

Túneis sofisticados

Em março, as forças de segurança argentinas do distrito de La Granada descobriram dois túneis que ligavam propriedades de Los Monos.
A gangue utilizava os túneis para fugir de policiais.
O Cartel de Sinaloa utilizava túneis parecidos para traficar drogas, armas e pessoas do México através da fronteira com os EUA. A organização criminosa, liderada pelo traficante Joaquin “El Chapo” Guzmán, foi pioneira no uso de túneis na década de 80.
Fuzileiros Navais e policiais mexicanos capturaram El Chapo em Mazatlan, em fevereiro de 2014.
Após a descoberta dos túneis, alguém enviou uma série de mensagens eletrônicas ameaçadoras para autoridades. Pelo menos uma das mensagens ameaçava de morte o ministro da Segurança da província de Santa Fe, Raúl Lamberto, e dois de seus assistentes.
“O que vocês encontrarão no subterrâneo serão os corpos deles”, alertava uma das mensagens.
Lamberto lançou uma série de ações de segurança contra Los Monos. Ele e seus auxiliares não foram feridos.

Rosario é local crucial para o narcotráfico

A cidade de Rosario é um ponto estratégico para narcotraficantes. As estradas convergem para a cidade com conexões internacionais para Bolívia e Paraguai. A província possui diversos portos particulares às margens do Rio Paraná, de onde as drogas podem ser exportadas para outros países.
Segundo autoridades, de 1º de janeiro a 31 de março de 2014, a Polícia Antinarcóticos da Argentina apreendeu 25 t de cocaína e 80 t de maconha em todo o país.
Além de Los Monos, vários outros grupos do crime organizado atuam na Argentina. Alguns deles, como Los Urabeños, Envigado e La Cordillera, têm sede na Colômbia.
Elementos do Sendero Luminoso, um grupo peruano esquerdista que pratica o narcotráfico, e o Cartel de Sinaloa também operam na Argentina.

Forças de segurança lutam contra um problema complexo

Segundo Paz Tibiletti, a analista de segurança, as forças de segurança argentinas devem permanecer vigilantes na luta contra Los Monos e outros grupos do crime organizado.
As diversas atividades criminosas de Los Monos e de outros grupos do crime organizado são um “problema complexo, disse Paz Tibiletti. “Não existe uma solução única."
As forças de segurança nos níveis federal, estadual e local devem compartilhar informações e cooperar para combater o microtráfico e outras atividades criminosas, ressaltou.







Este mundo está cada vez pior, é estranho que a Argentina, onde amam e respeitam tanto as crianças. Que tristeza que estejam acabando com seu futuro, assim vamos rumo à extinção. Os grandes responsáveis pela violência em Rosario são a polícia da província e o governo socialista. A polícia (ingovernável) é sócia do narcotráfico, e fornece armas às crianças e faz “vista grossa” contratada por mafiosos do narcotráfico, que antes se ocupavam de outros delitos, sempre associados às forças de segurança locais. Faltou você colocar que nesta data a maioria dos quiosques foi ou está sendo destruída pelas forças federais que cercaram a cidade e seus arredores como parte de um movimento encoberto. A primeira coisa que os países do mundo devem fazer é ensinar as palavras de Jesus Cristo, preocuparem-se mais com as coisas espirituais que com as materiais e as sexuais. Vocês se esqueceram de entrevistar os funcionários da segurança que estão fazendo um ótimo trabalho desarmando as gangues do narcotráfico de Santa Fe. Se vocês fazem uma nota com informação colhida na Internet, pelo menos pesquisem direito. Tudo bem que façam referência a um documentário elaborado por uma universidade, mas também têm de entrevistar os funcionários que são os que têm a informação precisa e atualizada. A menos que a intenção da nota seja desacreditar a Argentina. É PRECISO ACABAR DE UMA VEZ POR TODAS COM ESTAS ATIVIDADES QUE SÓ SERVEM PARA PREJUDICAR AS CRIANÇAS E PARA QUE UNS POUCOS NÃO SEJAM OFENDIDOS / NÃO SEI COMO CHAMAR ESTAS PESSOAS QUE ESTÃO LENDO, QUE ESTÃO ENCHENDO SEUS BOLSOS ÀS CUSTAS DESSES PEQUENOS SERES/CRIATURAS DO SENHOR. Sempre a mesma coisa, já cansou. Que Deus nos ampare. Temos que orar muito para que NSJ possa ajudar essas famílias que foram desagregadas e que não conhecem o que elas mesmas estão perdendo. Uau, agora entendo a quantidade de corrupção no mundo, especialmente aqui no Peru
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