Líderes do SOUTHCOM discutem como combater ameaças ao hemisfério

Líderes do SOUTHCOM discutem como combater ameaças ao hemisfério

Por David Vergun, DOD News/Editado pela equipe da Diálogo
outubro 09, 2020

O Almirante de Esquadra da Marinha dos EUA Craig S. Faller, comandante do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), e a embaixadora Jean Manes, subcomandante civil do SOUTHCOM, participaram de uma mesa redonda virtual, organizada pela Sociedade das Américas/Conselho das Américas, no dia 5 de outubro, onde analisaram formas para combater as ameaças ao hemisfério.

“A principal missão do SOUTHCOM é defender os Estados Unidos. Isso é feito primordialmente através do trabalho com nossos parceiros”, disse o Alte Esq Faller. “Nós temos alguns parceiros muito fortes e capazes nesse hemisfério.”

O Alte Esq Faller mencionou o Brasil, a Colômbia e o Chile como nações parceiras particularmente partidárias, bem como muitas outras, como El Salvador, que atualmente mantém tropas de manutenção da paz em Mali e no passado contribuiu de modo similar em outras missões de paz.

O aprimoramento das capacidades militares na região pode assumir diversas formas, incluindo exercícios bilaterais e multilaterais, que aumentam a interoperabilidade, intercambiando inteligência e convidando membros das forças armadas para participar de eventos de educação militar, declarou.

O Alte Esq Faller citou as principais ameaças que o hemisfério enfrenta.

A maior parte da pesca ilegal nesse hemisfério vem da China. “Isso nos mantém concentrados em caráter de urgência dia após dia”, afirmou, acrescentando que a Guarda Costeira dos EUA desempenha uma função ativa no cumprimento da lei.

A China também está trabalhando em negociações de portos e de outras infraestruturas, bem como em tecnologia de informação, para alavancar sua própria influência na região, disse o oficial, acrescentando que o país asiático também está criando parcerias militares na área, tal como a Rússia e o Irã.

As três nações mais receptivas à influência maligna, ressaltou, são Cuba, Venezuela e Nicarágua.

O Alte Esq Faller disse que além da interferência estrangeira, a outra área que preocupa é o empreendimento que movimenta US$ 90 bilhões por ano liderado por organizações criminosas transnacionais, que se dedicam ao tráfico de pessoas, armas, drogas, cibersegurança, lavagem de dinheiro e outros crimes.

Em abril, o Departamento de Defesa dos EUA, junto com o Departamento de Estado dos EUA, intensificou o intercâmbio de inteligência de organizações e atividades criminosas com as nações parceiras, segundo o Alte Esq Faller, com resultados produtivos.

A embaixadora Manes disse que o Departamento de Estado dos EUA trabalha em estreita colaboração com organizações interagenciais e não governamentais e com o setor privado, especialmente no que diz respeito a desastres naturais e assistência humanitária.

Em março, o departamento e seus parceiros das Américas iniciaram uma campanha em grande escala para entregar suprimentos necessários para combater a pandemia da COVID-19, declarou.

Os Estados Unidos são o maior doador do hemisfério, ela acrescentou, ressaltando que o Departamento de Defesa dos EUA participou de 330 projetos do gênero nos últimos seis meses.

A embaixadora Manes também mencionou a China como uma ameaça econômica ao hemisfério. A China esgotou a pesca em suas próprias águas e agora vem para cá dizimar as comunidades pesqueiras locais. Todas as nações litorâneas deveriam estar preocupadas, concluiu.

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