Lendário jogador de futebol colombiano Faustino Asprilla e sua família fogem após ameaças de morte do Los Rastrojos

Por Dialogo
dezembro 12, 2014

O lendário jogador de futebol colombiano Faustino Asprilla e sua família fugiram de sua casa em Tuluá, depois de receber ameaças de morte do Los Rastrojos, um dos grupos de narcotraficantes mais temidos do país.

“Hoje é um dos dias mais tristes da minha vida”, afirmou Asprilla em um comunicado à imprensa. “Sou forçado a abandonar a minha própria terra natal, Tuluá, por ser uma vítima de extorsão. Eu dei toda a minha vida ao futebol para representar Tuluá e minha Colômbia. E, hoje, eu estou fugindo de minha própria terra.”

Homens não identificados chegaram à residência de Asprilla para dizer a ele que precisava se encontrar com um chefão criminoso local, conhecido como “Porron”, para tratar de pagamentos por proteção, caso contrário, ele enfrentaria consequências violentas. A polícia ofereceu uma recompensa por informações que levem à prisão de Porron.

“Eu me sinto completamente indignado”, afirmou Asprilla em sua conta no Twitter em 9 de dezembro. “Quantas pessoas mais devem estar passando pela mesma coisa, sem ser ouvidas?”

Asprilla, que jogou futebol profissional entre 1988 e 2004, comandou a seleção colombiana nos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona, na Copa do Mundo de 1994 e 1998. Ele terminou em terceiro lugar na Copa das Américas em 1993 e 1995.

O grupo Los Rastrojos surgiu em Tuluá, um importante centro industrial e comercial, no estado de Valle del Cauca. A Polícia Nacional colombiana e as Forças Armadas enfraqueceram o grupo do crime organizado nos últimos anos após capturar ou matar vários de seus líderes. Enquanto isso, o Los Rastrojos também está envolvido em uma violenta guerra de territórios com outro grupo de tráfico de drogas, o Clã Úsuga. USS Vandegrift sai de serviço após a apreensão de quase 9.100 kg de cocaína.

Após sete meses de missão no istmo centro-americano em apoio à Operação MARTILLO, o USS Vandegrift voltará ao seu porto de origem em San Diego, em 12 de dezembro, para ser desativado.

O uso do navio de 30 anos foi muito bem sucedido, já que sua tripulação apreendeu cerca de 9.100 kg de cocaína na costa centro-americana desde 9 de maio, de acordo com a Marinha dos EUA.

Além da participação na Operação MARTILLO, uma missão multinacional para reprimir rotas de tráfico de drogas ilícitas nas águas costeiras ao longo do istmo centro-americano, o USS Vandegrift participou de projetos de relações com a comunidade na Cidade do Panamá. Por exemplo, 36 dos seus tripulantes ajudaram a construir uma oficina para os deficientes visuais, ajudaram a consertar o prédio para um grupo de serviços comunitários e participaram do programa comunitário “Aid for AIDS”, de acordo com a Marinha.

Lançada em janeiro de 2012, a Operação MARTILLO é formada por forças de 10 países das Américas – Belize, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Canadá e EUA –, além de França, Holanda, Espanha e Reino Unido, que trabalham de forma cooperativa para combater o narcotráfico internacional, aumentar a segurança regional e promover a paz, a estabilidade e a prosperidade em todo o Caribe e nas Américas do Sul e Central.

As interdições no mar são altamente coordenadas, com as forças de segurança dos países participantes trabalhando em parceria para identificar, interceptar e realizar buscas em embarcações suspeitas.

A última interdição registrada pelo USS Vandegrift ocorreu em 20 de novembro, quando ele se uniu a um Destacamento Legal da Guarda Costeira dos EUA (LEDET) para apreender 907 kg de cocaína de uma pequena embarcação na costa centro-americana do Oceano Pacífico. Tripulantes do Vandergirft avistaram o barco suspeito e enviaram um helicóptero e um LEDET para parar e inspecionar o barco. Os agentes da lei encontraram 14 fardos, que apresentaram resultado positivo para cocaína.

Seis dias antes, o USS Vandegrift e um LEDET apreenderam cerca de 873 kg de cocaína de um pequeno barco no litoral da América Central. Depois que os helicópteros do Vandegrift avistaram o barco em uma área conhecida por ser frequentada por narcotraficantes, os agentes do LEDET o cercaram, recuperando os 22 fardos da carga que haviam sido atirados ao mar. Os fardos posteriormente tiveram resultado positivo para cocaína.

Autoridades militares norte-americanas não divulgaram imediatamente se houve prisões durante cada interdição.

A fragata Vandergrift recebeu este nome em homenagem ao General Alexander Vandergrift, que recebeu a Medalha de Honra por comandar os Fuzileiros Navais na Batalha de Guadalcanal, durante a Segunda Guerra Mundial, e mais tarde serviu como 18º comandante do Corpo de Fuzileiros Navais. No entanto, as fragatas estão sendo substituídas gradualmente por navios mais rápidos e mais manobráveis que possam patrulhar em águas mais rasas.

Guarda Costeira costa-riquenha apreende 500 kg de cocaína

Após receber informações das autoridades colombianas, a Guarda Costeira da Costa Rica prendeu três suspeitos e apreendeu 500 quilos de cocaína de um barco de pesca em 8 de dezembro.

O Serviço de Vigilância Aérea da Costa Rica (SVA) informou a localização do barco suspeito à Guarda Costeira, que interditou o barco a 3 milhas náuticas de Punta Burica.

Agentes da Guarda Costeira capturaram três suspeitos que tentavam nadar para longe.

Polícia da Argentina desmantela rede narcotraficante internacional

A polícia argentina desmantelou uma rede de narcotráfico internacional, confiscando 235 kg de cocaína e capturando 27 suspeitos, incluindo o suposto líder, disse o secretário de Segurança, Sergio Berni, aos jornalistas em 9 de dezembro.

No início da operação, a polícia prendeu cinco cidadãos bolivianos, incluindo uma mulher que seria a líder do grupo de traficantes de drogas. Embora Berni não tenha divulgado imediatamente quando e onde as capturas ocorreram, ele disse aos repórteres que essas detenções levaram a “30 buscas em diferentes locais na área metropolitana da capital federal, que resultaram na apreensão de 235 quilos de cocaína de pureza máxima”.

Berni não divulgou os nomes do segundo grupo de suspeitos, dizendo apenas que eram de Peru, Colômbia e República Dominicana.

“Os peruanos vendiam [a cocaína] no atacado, os colombianos a vendiam no exterior e os dominicanos a vendiam no varejo em Buenos Aires”, completou Berni.

Policiais começaram a investigar a rede em 2013, depois que a polícia argentina prendeu uma “mula” de drogas que ia para a Espanha com um quilo de cocaína em seu corpo no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires.

Agentes da Patrulha de Fronteira dos EUA confiscam US$ 7,4 milhões em drogas e prendem três suspeitos

Agentes da Patrulha de Fronteira no setor Laredo, no Texas, confiscaram drogas avaliadas no total de US$ 7,4 milhões em duas operações separadas, de acordo com o Departamento de Alfândega e Proteção a Fronteiras dos EUA (CBP).

Em 7 de dezembro, agentes da Patrulha de Fronteiras apreenderam mais de 31 kg de metanfetamina líquida avaliados em US$ 4,8 milhões. As drogas estavam escondidas em uma picape. O motorista, que era da Flórida, foi preso.

No dia anterior, os agentes da Patrulha de Fronteira haviam detido duas mulheres depois de encontrar cocaína avaliada em US$ 2,6 milhões no carro em que se dirigiam para Gatesville, Texas, a cerca de 515 quilômetros da fronteira dos Estados Unidos com o México.

“Este é outro exemplo da mentalidade de aplicação da lei e dedicação de nossos funcionários da CBP”, disse o diretor interino da base de Laredo, Joseph Misenhelter. “Estou muito satisfeito com todos os seus esforços que resultaram na intercepção destes narcóticos fortes.”

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