Jamaica se junta à batalha global contra crime cibernético

Jamaica Joins Global Battle Against Cyber Crime

Por Dialogo
julho 15, 2013



O governo jamaicano criou uma Equipe de Resposta a Emergências Cibernéticas (CERT) para salvaguardar a propriedade intelectual do país e proteger seus 2,7 milhões de cidadãos contra os incidentes cada vez mais comuns de fraudes na internet.
Julian Robinson, ministro de Ciências, Tecnologia, Energia e Minas da Jamaica, afirma que a CERT deve entrar em operação até dezembro. A meta é “acelerar a tecnologia e estimular a economia de software local por meio de qualificação e treinamento profissional, incluindo parcerias e inovação”, diz.
A chave para o novo programa é uma academia de TI que contará com o apoio da Universidade das Índias Ocidentais e da Microsoft, que emprestará 12 funcionários para servirem como o núcleo de uma equipe de apoio.
Robinson diz que a CERT buscará desenvolver produtos de software proprietário alternativos — que não apenas cortarão o custo de aquisição e gestão de licenças caras de software, mas também frustrarão candidatos a hacker, que trabalham melhor com produtos padrão.
A CERT, explica, “coordenará a resposta da Jamaica às ameaças e servirá como um ponto de contato nacional de confiança para a identificação, estratégia de defesa e gestão de ameaças cibernéticas”.
Como nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, continua o ministro, o governo jamaicano decidiu empregar um grupo selecionado de “hackers éticos” como um elemento chave para enfrentar os crimes cibernéticos.
Esses hackers éticos — ao contrário de seus colegas no mercado negro cibernético — terão permissão de atacar ou executar o que é chamado de “exploração” do sistema de segurança da Jamaica com a permissão do governo. Sua meta é identificar o mesmo ponto fraco que um hacker poderia explorar para decifrar dados vitais.
Robinson disse que nem todos os hackers que se consideram “éticos” têm motivos nobres. “Sabemos quais são aqueles que estão genuinamente tentando ajudar e estamos trabalhando com eles, mas tem outra categoria de pessoas que faz isso para obter um ganho financeiro”, ressalta.
A necessidade de ação é urgente, afirma. Pelo menos 229 sites que pertencem a entidades governamentais, instituições e o setor privado foram hackeados no ano passado, de acordo com a Unidade de Comunicação Forense e Crimes Cibernéticos da Jamaica. Em fevereiro, quatro entidades estaduais, incluindo o Ministro da Justiça, o Departamento de Procuradoria Geral, o Serviço de Administração de Tribunais e o Escritório do Diretor de Promotores Públicos, foram atacadas.
“Dada a natureza crítica dos dados que mantêm, isso representa uma ameaça à segurança nacional”, afirmou um porta-voz do ministério. “Temos também instituições como a Junta Eleitoral da Jamaica, que possui informações sobre cada eleitor individual, não apenas nome e endereço, mas impressões digitais e dados biológicos. Esses ativos, se caírem em mãos erradas, podem afetar a vida nacional de maneira significativa.”
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