Terminaram as intervenções na América Latina, diz Allamand diante de Panetta

Por Dialogo
abril 30, 2012


O tempo das intervenções militares terminou na América Latina e nenhum país do mundo pode garantir sozinho a segurança internacional, declarou em 26 de abril o ministro chileno da Defesa, Andrés Allamand, em entrevista coletiva junto com o norte-americano Leon Panetta.

O líder do Pentágono, em sua primeira série de visitas à América Latina, reiterou por sua vez que os Estados Unidos já não querem impedir o desenvolvimento da capacidade militar na região, e que buscam “alianças inovadoras” com seus sócios.

Panetta chegou a Santiago procedente do Rio de Janeiro. Ele se reuniu com o presidente Sebastián Piñera no palácio de La Moneda e em seguida com Allamand, na Escola Militar.

“Na América Latina os tempos das intervenções militares, sejam de origem interna ou externa, terminaram”, disse Allamand.

“Se algum país isoladamente podia garantir a segurança internacional (no passado), isso já não mais ocorre”, acrescentou.

“Os Estados Unidos já não dizem aos países (da região) ‘não desenvolvam suas capacidades militares”, disse Panetta, por sua vez.

Washington quer construir “alianças inovadoras” em regiões como a América Latina, Ásia e África diante dos grandes cortes na defesa que deverá sofrer na próxima década, reconheceu.

Panetta reiterou o interesse de seu país na experiência chilena de luta contra os desastres naturais e sua contribuição para os corpos de paz e a luta contra o narcotráfico.

Criar um organismo de coordenação no âmbito de todo o continente é o objetivo da próxima conferência de ministros da Defesa da região em Montevidéu, em outubro.

Panetta propôs esse tipo de aliança durante suas respectivas visitas a Bogotá, Brasília e Rio de Janeiro, com resultados diferentes.



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