Honduras comprará Super Tucanos com o novo imposto de segurança

Por Dialogo
julho 11, 2011


O Governo de Honduras financiará a compra de seus novos aviões Super Tucano, bem como outros equipamentos para o combate ao narcotráfico, utilizando o imposto de segurança.



Isto foi confirmado no início de julho, em um programa de rádio hondurenho, pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas de Honduras, general René Osorio Canales, que disse que os equipamentos aéreos do país centro-americano não são renovados há aproximadamente três décadas.



O titular das Forças Armadas garantiu que um “Comitê Técnico” formado por membros do Poder Executivo, do Fórum Nacional de Convergência (Fonac), representantes do Conselho Hondurenho da Empresa Privada (Cohep), bem como por um representante do Ministério da Defesa, pela área de Segurança, o Ministério Público e a Corte Suprema de Justiça (CSJ), será encarregado de administrar os fundos obtidos.



Osorio Canales declarou à Radio HRN que o Exército tem uma série de necessidades, como o equipamento necessário para que possa dar uma resposta positiva à população quanto à segurança e à defesa.



Dentro do amplo plano de renovação dos equipamentos militares hondurenhos incluem-se também, além das aeronaves de fabricação brasileira, embarcações e helicópteros, entre outros elementos de equipamentos militares.



Segundo o general Osorio, é prevista a aquisição de uma frota de pelo menos quatro aviões Super Tucano para o combate às atividades do narcotráfico, ainda que países como a República Dominicana já “tenham essa responsabilidade”.



“É preciso que tenhamos esse equipamento, porque há mais de 30 anos as Forças Armadas não o renovam e o que temos já está todo deteriorado”, acrescentou.



Ele exemplificou ainda que precisa comprar pelo menos uma lancha Guarda Costas com 10 pés de comprimento para se deslocar e alcançar as lanchas rápidas, cujo custo oscila entre US$ 10 e 12 milhões, enquanto as “piranhas”, outro tipo de barco, que são mais rápidas e contam com até quatro motores, além do equipamento tecnológico necessário, são muito mais caras.



Para Osorio Canales, é também urgente a compra de coletes à prova de balas, equipamento infravermelho para operações noturnas e uniformes, entre outros insumos, considerando-se que os “recursos são mínimos” e se vêm “otimizando ao máximo”.






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