Honduras aumenta sua capacitação frente a desastres naturais

Honduras Increases Capacities for Natural Disasters

Por Julieta Pelcastre/Diálogo
novembro 21, 2016

O Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM, por sua sigla em inglês) doou a Honduras duas modernas instalações dedicadas a guardar suprimentos e equipamentos. Isso ajudará a aumentar as capacidades de resposta frente a desastres naturais da Comissão Permanente de Contingências (COPECO). As doações fazem parte do Programa de Assistência Humanitária (HAP, por sua sigla em inglês) do SOUTHCOM, o que apoia uma série de projetos destinados a reforçar a capacidade dos países latino-americanos de preparação e mitigação frente a desastres naturais. Os projetos incluem os de infraestrutura, equipamentos e capacitação de pessoal de operações. “Estamos abaixo da linha de ação em preparação para desastres. Pretendemos potencializar as capacidades de resposta de Honduras para poder atender as necessidades básicas da população, quer através de centros de operação de emergência ou de instalações de resposta frente a desastres, albergues, sistemas de informação de resposta automatizado e um fluxo melhor de comunicações”, informou no dia 8 de novembro à Diálogo Wendy Bustillos, coordenadora do HAP do Comando Sul em Honduras. Cumprindo promessas O SOUTHCOM fez um aporte de 750 mil dólares para a construção de um armazém na cidade costeira de La Ceiba, na zona norte de Honduras, dedicado a guardar equipamentos e suprimentos que ampliarão a capacidade de resposta da COPECO e de outras agências governamentais frente a desastres naturais. “Dessa maneira, o Comando Sul reitera ao país seu apoio para a preparação frente a desastres, uma ajuda que nos é fornecida há anos”, comentou à Diálogo Mejía Griffin, subcomissário da COPECO na região litorânea atlântica. “O armazém, que será inaugurado no dia 29 de novembro, será uma peça-chave juntamente com a capacitação, prevenção e colaboração nacional para continuar o avanço em termos de prevenção de riscos em Honduras”. Centro comunitário O SOUTHCOM também financiou e construiu um centro comunitário em benefício da Comunidade Chorti, uma estrutura intermunicipal para o desenvolvimento integral da bacia de Copanchorti no departamento de Copán. O centro comunitário, inaugurado durante uma cerimônia celebrada no dia 20 de outubro, ajudará na preparação para auxílio frente a desastres naturais das comunidades vulneráveis no leste do país. Assistiram à cerimônia de inauguração o Major Roberto Solórzano, do Corpo de Engenheiros dos EUA, Hilde Cartagena, subcomissário regional da COPECO em Santa Rosa de Copán, e Adonias Morales, presidente da Mancomunidad Chorti. Além de cumprir com a função de armazém e como centro alternativo de operações de emergência, o edifício de mais de 1.200 metros quadrados servirá para abrigar brigadas médicas e eventos culturais e comunitários. Esse centro contém um salão de conferências e um depósito com capacidade de armazenamento de cerca de 10 toneladas de suprimentos como medicamentos, barracas e cobertores. Possui também instalações sanitárias, gerador de energia elétrica, cisterna própria de água, escritório e amplo estacionamento. Esse imóvel pode alojar aproximadamente trezentas pessoas. A Mancomunidad Chorti administra o centro. “Somos responsáveis por continuar expandindo para não ficarmos somente com a infraestrutura que o SOUTHCOM nos doou, mas também fazermos melhorias na área”, disse Maynor Mejía, gerente-geral do centro. Por sua vez, Cartagena assegurou que “essas edificações são de enorme apoio logístico para as Forças Armadas, Corpo de Bombeiros, Fundação Paramédicos, Cruz Vermelha hondurenha e todas as instituições governamentais sempre prontas para fornecer ajuda humanitária”. A população civil é prioridade Segundo Mejía, “o centro comunitário foi edificado pela empresa hondurenha Eterna S.A. de C.V., que venceu a licitação promovida pelo Comando Sul. A obra foi supervisionada pelo Corpo de Engenheiros do Exército do SOUTHCOM”. “Com esse tipo de doações não só damos ajuda mas também capacitamos as comunidades e efetuamos todas as ações de saúde e prevenção”, acrescentou Cartagena. “O esforço do Comando Sul ajuda as autoridades do país a oferecer à população um serviço melhor com grande qualidade humana”. Honduras é um dos 20 países mais vulneráveis do mundo em termos de inundações e furacões. No último século, quase 5 milhões de pessoas foram afetadas pelos desastres naturais, de acordo com o relatório Em terra segura, desastres naturais e posse da terra, publicado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura em 2016. “É nosso dever estarmos preparados para atender qualquer emergência que ultrapasse as capacidades de atenção de um município”, advertiu o subcomissário Cartagena. Apoio contínuo Desde 2012, o SOUTHCOM vem ajudando Honduras com mais de quatro projetos de infraestrutura nas cidades de Tegucigalpa, Puerto Lempira, San Pedro Sula e Danli. Cada armazém tem um custo aproximado entre US$ 500 e US$ 700 mil. Os armazéns obedecem aos padrões e medidas de segurança exigidos pelo Instituto Americano de Concreto. “As regiões que vimos apoiando são estratégicas no sentido de envolver a maior cobertura em nível nacional para que exista essa sinergia e essa comunicação entre regiões no caso de emergência ou desastres”, comentou Bustillos. Dentro do HAP, o SOUTHCOM também doou à COPECO uma lancha clínica com o propósito de prover assistência médica gratuita no departamento de Gracias a Dios, uma das zonas de mais difícil acesso, inclusive para os habitantes locais. A lancha é operada pela Força Naval de Honduras desde outubro de 2015. “Os Estados Unidos sempre apoiaram Honduras. Eles nos doaram alimentos, medicamentos, veículos e equipamentos apropriados para fortalecer a capacidade de resposta do país”, comentou Mejía Griffin. “É um fortalecimento bastante positivo” . Como parte de sua iniciativa contínua de apoio ao fortalecimento da capacidade de resposta da COPECO, o SOUTHCOM analisa a construção de um centro de operações de emergência e um armazém, no departamento de Valle. “Se for aprovado, teremos a possibilidade de concretizar o projeto entre 2018 e 2020. Com isso, cobriríamos praticamente todos os pontos estratégicos do país”, concluiu Bustillos.
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