A Força Aérea de Honduras treina pilotos centroamericanos

Honduran Air Force Trains Central American Pilots

Por Julieta Pelcastre/Diálogo
outubro 27, 2016

A Força Aérea de Honduras (FAH) treina pilotos de El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e República Dominicana em uma série de capacitações aeronáuticas que aumentam a eficiência das tripulações, para garantir a segurança da região. O curso faz parte da coordenação e apoio mútuo entre as Forças Aéreas dos membros da Conferência das Forças Armadas Centro-Americanas (CFAC). Além disso, contribui para a defesa contra as ameaças, para o desenvolvimento e a integração militar da região e para as operações de ajuda humanitária. Este programa regional de treinamento tem a duração de três semanas. A FAH realiza essas capacitações aeronáuticas na Base Aérea Hernán Acosta Mejía, em Tegucigalpa. Os treinamentos oferecidos às tripulações de voo dos países membros da CFAC são, entre outros: segurança aeronáutica, administração de recursos das tripulações e seminários de procedimentos de voo por instrumentos. “O objetivo é elevar a eficiência dos pilotos militares regionais e conscientizá-los sobre o valor que os fatores técnicos e humanos têm no ambiente aeronáutico”, disse o Coronel de Aviação José Luis Sauceda, comandante geral da Força Aérea de Honduras à Diálogo em 28 de setembro. “Assim cumpriremos as missões atribuídas com altos padrões de segurança. O recurso com o qual contamos é muito valioso e temos que cuidar dele, especialmente do recurso humano”, acrescentou. Aprender a ensinar Os participantes compartilham suas experiências e cooperam com os procedimentos de segurança aérea em ambientes onde o erro humano pode ser catastrófico. Também intervêm na tomada de decisões em cabine, técnicas de comunicação interpessoais e liderança de voo. Além disso, ajudam nos procedimentos instrumentais e de navegação aérea. Os programas de treinamento dos pilotos militares são desenvolvidos pela FAH e oferecidos por oficiais altamente capacitados, que recebem treinamento em escolas ou centros especializados dos Estados Unidos. Graças ao esforço dos instrutores hondurenhos, desde 2014 um total de 131 oficiais da aviação enriqueceram seu conhecimento aeronáutico. Cento e sete deles são membros da FAH. Para Samuel Reyes Rendon, secretário da Defesa Nacional de Honduras, a FAH é uma referência de integração internacional. “Devemos ressaltar que a Força Aérea de Honduras, que hoje cumpriu 85 anos, é referência na região. Pilotos capacitados, ferramentas adequadas e capacidade de proteção do espaço aéreo são referência em nossa região centro-americana”, disse secretário Reyes durante a celebração dos 85 anos da Força Aérea na Base Aérea Hernán Acosta Mejia em 15 de Abril. “Todos os comandantes da nossa Força Aérea deram o melhor de si para que essa relação se mantenha ao longo de todo esse tempo”. Os treinamentos têm um efeito multiplicador. Os jovens pilotos transmitem as lições aprendidas para as novas gerações de tripulações dos seus países para aperfeiçoar seus procedimentos de segurança aérea. A cooperação é a chave O pessoal atualizado e capacitado das unidades aéreas desempenha um papel importante nas missões táticas de busca e resgate, operações humanitárias, assistência em caso de desastres naturais e outras situações de emergência. Eles levam medicamentos aos habitantes e organizam evacuações em caso de necessidade. Também participam da proteção ao meio ambiente e combatem incêndios florestais. “Todo o apoio técnico dirigido às Forças Armadas da América Central para diminuir as probabilidades de acidentes nas operações aéreas é acordado”, comentou Sandino Asturias, diretor do Centro de Estudos da Guatemala. “O desafio é manter a estabilidade no pessoal capacitado, ou seja, que não seja enviado a uma unidade que não esteja vinculada ao curso, para que contribua verdadeiramente para a preservação da capacidade operacional das Forças”, enfatizou. “A FAH entende que trabalhar em equipe em operações conjuntas é a única forma de podermos combater todas essas ameaças transnacionais que tanto afetam nossos cidadãos”, disse o Cel Sauceda. “Para isso, precisamos sempre ter medidas de confiança permanentes entre as forças aéreas de nossos países”, finalizou.
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