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Polícia guatemalteca captura associado de “El Chapo”, líder do cartel de Sinaloa

Guatemalan Police Capture Operative Linked to Sinaloa Cartel’s “El Chapo”

Por Dialogo
julho 02, 2013



O líder foragido do cartel de Sinaloa, Joaquin “El Chapo” Guzmán, recebeu recentemente um golpe contra suas operações criminosas transnacionais quando as autoridades da Guatemala prenderam Samuel Escobar, um suposto integrante importante do grupo do crime organizado.
Em 20 de maio, a Polícia Nacional da Guatemala capturou Samuel Escobar, 20 anos, no departamento de San Marcos, próximo à costa do Pacífico. A região inclui muitas rotas de contrabando de drogas usadas pelas forças de El Chapo.
Forças de segurança confiscaram uma arma, joias, cartuchos de fuzil de assalto e US$ 128.000 (R$ 285.000) em espécie pertencentes a Escobar, segundo o ministro do Interior da Guatemala, Mauricio López Bonilla.
Escobar fazia parte de uma gangue do crime organizado aliada a El Chapo, disse López, observando que, nos dias anteriores à captura do suspeito, ele e outros integrantes da quadrilha aparentemente sabiam que eram procurados pelas forças de segurança.
“Em um telefonema, eles nos ameaçaram dizendo que, se não parássemos, começariam a matar policiais”, afirmou o ministro. Foi um sinal de que Escobar era aliado do cartel de Sinaloa, que sequestrou e assassinou dezenas de policiais no México.
Um grupo de integrantes de gangues fortemente armado sequestrou um policial guatemalteco, mas o agente conseguiu escapar, relataram as autoridades.

Uma ampla operação de segurança

A prisão de Escobar foi parte de uma missão para encontrar integrantes de gangues que estavam morando no município de Malacatán, próximo à fronteira mexicana, afirmou López.
Além de Escobar, a Polícia Nacional Civil prendeu Deisy Villagran, 57 anos, que teria armas de fogo, drogas e uma máquina de contar dinheiro dentro de sua casa. Também foi capturado Juventino Encarnación García, 44 anos, suposto traficante de drogas que seria colaborador de El Chapo.
As forças de segurança mexicanas marcaram várias vitórias contra El Chapo nos últimos meses.
Em 30 de abril, por exemplo, agentes da Polícia Federal de Sonoma capturaram o sogro de El Chapo, Inés Coronel Barrera. Coronel é acusado de traficar grandes quantidades de cocaína para o cartel de Sinaloa. A Polícia Federal capturou também o cunhado de El Chapo, Inés Omar Coronel, 25 anos, e três outros supostos associados da organização criminosa. Os agentes confiscaram ainda mais de 226 kg de maconha e quatro fuzis de assalto militares.
Inés Coronel é pai da quarta mulher de El Chapo, a ex-miss Emma Coronel Aispuro, 23 anos. Ela teria se casado com El Chapo quando tinha 18 anos.
Os cartéis de Sinaloa e Los Zetas estão travando uma violenta batalha pelo controle de rotas de tráfico de drogas na Guatemala. Das três principais rotas no país, duas são controladas pelo Los Zetas, e a outra, por El Chapo, de acordo com o presidente guatemalteco, Otto Pérez Molina.

Cartéis de drogas mexicanos operam na América Central

As forças de El Chapo e Los Zetas atuam na Guatemala e em outras partes da América Central, afirma Alejandro Hope, analista de segurança do Instituto Mexicano para a Competitividade.
Os dois grupos do crime organizado formaram alianças com gangues locais da Guatemala e de outros países centro-americanos. “Duvido que seus associados [na América Central] sejam integrantes importantes, mas estão lá e lutarão para assegurar suas rotas”, diz Hope.
O cartel de Sinaloa opera na Guatemala há pelo menos 10 anos, enquanto o Los Zetas surgiu em 2007. Na época, o Los Zetas era o braço armado do Cartel do Golfo (CDG). Os dois grupos romperam em 2010, e o Los Zetas se transformou em uma organização criminosa transnacional independente.
Em outubro de 2012, fuzileiros navais mexicanos mataram o chefão de longa data do Los Zetas, Heriberto Lazcano Lazcano, em Progreso, Coahuila. Ele era conhecido como “O carrasco”, “El Lazca” e “Z-3”. Conhecido como “Comandante 40”, “40” e “Z-40”, Miguel Angel Trevino Morales assumiu o lugar de Lazcano como líder do Los Zetas.
Em fevereiro de 2013, as autoridades guatemaltecas anunciaram que “El Chapo” teria sido morto na selva de Petén. Um homem que se parecia com El Chapo tinha sido morto durante um confronto com forças de segurança. As informações, porém, foram imprecisas.

Forças de segurança capturam associados de El Chapo

México e Estados Unidos estão cooperando em uma batalha contra organizações criminosas transnacionais, principalmente por meio de compartilhamento de informações. O México também está trabalhando com a Guatemala, e o governo guatemalteco, com os Estados Unidos, no combate ao crime organizado.
Nos últimos anos, forças de segurança da Guatemala confiscaram grandes quantidades de drogas que pertenciam a El Chapo e capturaram vários de seus associados:
• Em junho de 2012, a Polícia Nacional Civil da Guatemala capturou Walter Arelio Montejo Merida, suposto aliado do cartel de Sinaloa conhecido como “Zope”. Em março de 2013, Zope foi extraditado aos Estados Unidos, onde enfrenta acusações de tráfico de drogas.
• Em dezembro de 2011, a Polícia Nacional Civil apreendeu 500 kg de metanfetamina em um laboratório ilegal no departamento de San Marcos. O local era operado por associados de El Chapo, de acordo com as autoridades.
• Em janeiro de 2011, o Exército Guatemalteco prendeu cinco homens armados flagrados com 65 barris de acetona, usada na fabricação de metanfetamina. Os homens eram suspeitos de trabalhar para El Chapo.
Logo depois de tomar posse, em 14 de janeiro de 2012, Perez Molina disse que seu governo se focaria em relatórios de inteligência de que El Chapo, o líder bilionário e foragido do cartel de Sinaloa, teria voltado à Guatemala.
Perez Molina, general da reserva, capturou El Chapo em 1993. A Guatemala o entregou ao governo mexicano, mas ele escapou de uma prisão de segurança máxima em janeiro de 2001. Desde 2010, forças de segurança guatemaltecas recebiam relatos periódicos de que El Chapo tinha voltado ao país. Mas é improvável que El Chapo vá à Guatemala tão cedo, “por qualquer que seja o motivo”, diz Malcolm Beith, autor de “The Last Narco”, um livro sobre El Chapo.
Cara. Eles o capturam e os mexicanos, que se acham tão espertos, o deixam escapar; ou, talvez, o soltaram de propósito.
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