Contingente guatemalteco ajuda o Haiti

Guatemalan Contingent Assists Haiti

Por Lizeth Hernández/Diálogo
outubro 18, 2016

A união faz a força. É dessa forma que os guatemaltecos prestam apoio ao Haiti logo após a passagem do Furacão Matthew, que devastou o país no último dia 4 de outubro. O Exército da Guatemala enviou 52 soldados de capacetes azuis que integram a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH, por sua sigla em francês). Entre as atribuições dos militares guatemaltecos está a de colaborar na reconstrução e desenvolvimento de obras públicas. As tropas estão concentradas na remoção dos escombros das ruas da cidade de Porto Príncipe e das rodovias que levam ao interior do país, para restabelecer as comunicações e permitir que a ajuda chegue aos lugares mais afetados. Os integrantes da missão também dão apoio relacionado à segurança da área, cooperando com as operações policiais. "Dá grande satisfação saber que o nosso país presta apoio em desastres naturais e, sobretudo, estende a mão aos mais necessitados. Neste caso, o Haiti é um dos países que foi mais afetado pelo Matthew e ficamos contentes em dizer que temos nossos soldados prestando ajuda”, expressou o Coronel William García Alvarado, diretor de imprensa do Ministério da Defesa Nacional da Guatemala. Os integrantes dos capacetes azuis são oficiais capacitados para trabalhar junto à Polícia Militar para manter a paz em vários países do mundo em nome das Nações Unidas. Os integrantes da Guatemala estão em operação no Congo e, desde fevereiro deste ano, um contingente militar foi enviado ao Haiti. O Cel García explicou que esse grupo prestará apoio até fevereiro de 2017 em todos os trabalhos de reconstrução e segurança nas ruas. Após o prazo estabelecido de um ano, um novo contingente será enviado para continuar prestando apoio ao país vizinho. "Eles estão capacitados para montar vigilância e realizar um trabalho rigoroso, como o de fornecer segurança. Os nossos irmãos precisam de todo o tipo de apoio, mas o nosso grupo levará segurança para as ruas durante esta tragédia", ressaltou o Cel García. O General de Divisão Ajax Porto Pinheiro, comandante das Forças da MINUSTAH, informou aos meios de comunicação que cedeu 600 efetivos para a missão nas áreas mais afetadas. Entre eles encontram-se os guatemaltecos que representam a Polícia Militar; as demais tropas são do Chile, República Dominicana, Uruguai, Peru, Brasil e Paraguai. Trabalho árduo O representante adjunto especial da MINUSTAH, Mourad Wahba, informou por telefone de Porto do Príncipe que, após o Matthew, os integrantes da missão colocaram as mãos à obra no apoio à reconstrução dessa nação que foi atingida fortemente por desastres naturais. “Nós nos concentramos na abertura destas estradas a fim de permitir que a ajuda humanitária chegue a essas populações. Por isso, graças aos esforços em conjunto dos engenheiros da MINUSTAH e das autoridades locais no Haiti, as estradas foram desbloqueadas e agora existe um acesso de Porto Príncipe”, disse. Os policiais militares guatemaltecos têm a função de vigiar as estações policiais do Haiti. Mas, além desse trabalho, os soldados colaboram em sistemas de purificação e distribuição de água para evitar a propagação de doenças. A MINUSTAH reportou uma média de 560 mortes até o dia 16 de outubro, mas o número pode aumentar à medida que os trabalhos de resgate continuam. Há uma média de 175 mil pessoas vivendo em abrigos e mais de um milhão e meio de haitianos acometidos por esse desastre. A assessoria de imprensa do Exército da Guatemala informou que, apesar da magnitude do desastre, não foram deslocados mais efetivos para a Unidade Humanitária de Resgate, pois as autoridades do país caribenho não solicitaram. "Estamos à disposição para enviar mais ajuda e mais soldados, se o país irmão precisar." Temos toda a intenção de ajudar”, afirmou a Tenente-Coronel Karen Pérez, porta-voz do Ministério da Defesa da Guatemala.
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