Guatemala e México se unem para fortalecer a segurança nas fronteiras

Guatemala and Mexico Strengthen Joint Efforts to Secure Border

Por Dialogo
maio 05, 2016




Recentemente, autoridades da Guatemala e do México se reuniram para aumentar a quantidade de informações compartilhadas sobre as questões de segurança em suas fronteiras e para fortalecer as operações conjuntas no rio contra o crime organizado.

Em 6 de abril, os Brigadeiros da Infantaria da Guatemala Hugo Soto Arias, comandante da Brigada de Operações Especiais de Selva Las Cruces, e Erick Rolando Montiel Aldana, comandante da 1ª Brigada de Infantaria Santa Elena, receberam na 6a Brigada de Infantaria, em Playa Grande, os Generais mexicanos David Moreno Gutiérrez, comandante da 33ª Região Militar de Campeche, e Lorenzo Cano Jiménez, da 38ª Região Militar de Tabasco.

O objetivo da reunião era trocar informações sobre empreendimentos criminosos que ocorrem na fronteira de cerca de 1.000 quilômetros que os países compartilham. Os oficiais militares discutiram a importância das operações conjuntas para combater atividades ilegais, o envio de tropas, quais os passos informais que podem tomar para combater o crime na fronteira e como executar operações de reconhecimento aéreo regional.

“Estamos analisando a importância das operações conjuntas e os resultados de operações realizadas como parte da luta para combater o tráfico de pessoas, drogas, gado e contrabando que acontece nos pontos cegos da fronteira mexicana com outros países”, disse o Brig Montiel à Diálogo.
Com base nas operações antidrogas bem-sucedidas de cada país, os oficiais militares "concordaram em aumentar o número de patrulhas no rio e em terra e a quantidade de informações compartilhadas relativas a crimes cometidos nos dois lados da fronteira.”

Operações conjuntas


Organizações mexicanas do narcotráfico, que, muitas vezes, formam alianças com grupos criminosos locais, agem ao longo da fronteira compartilhada pelos dois países. A região sofre muito tráfico ilegal de pessoas, drogas e armas, segundo reportagem do La otra frontera con México
publicada pelo Escritório de Washington para a América Latina (WOLA), um organização civil que promove os direitos humanos.

Segundo a reportagem do WOLA, o governo americano estima que até 80% da cocaína contrabandeada para os Estados Unidos atravessa a Guatemala – e a maior parte passa pera fronteira terrestre com o México.

“Cais não monitorados, rios navegáveis, pistas de pouso clandestinas e passagens de terra e água são as áreas mais utilizadas por gangues do crime organizado para suas atividades ilegais”, disse o Brig Montiel. “O tráfico de drogas, o contrabando de substâncias ilegais e outros tipos de atividades ilícitas são os principais desafios que as Forças Armadas de ambos os países enfrentam.”

Patrulhas de segurança


Uma equipe guatemalteca, composta de um oficial, um marinheiro, sete Fuzileiros Navais e um barco a motor da Brigada de Operações Especiais da Selva trabalharam com a Marinha mexicana numa patrulha de reconhecimento conjunto no Rio Usumacinta, de 31 de março a 2 de abril.

O objetivo da patrulha conjunta, que cobriu uma área de cerca de 50 km, foi gerar um ambiente de paz para os moradores ao prevenir e neutralizar o crime, declarou o Exército guatemalteco em um comunicado à imprensa de 7 de abril.

“Nos últimos três anos, Guatemala e México fizeram 309 patrulhas conjuntas”, explicou o Brig Montiel. “As patrulhas ribeirinhas são uma forma de fortalecer os laços existente de amizade e cooperação entre os dois países e seus militares.”

As patrulhas conjuntas e a troca de pessoal fazem parte do Memorando de Entendimento entre o México e a Guatemala do Grupo de Alto Nível de Segurança (GANSEG) que foi assinado em 26 de agosto na Cidade do México. O acordo permite a execução de operações concretas e efetivas de cooperação e coordenação que contribuem para uma fronteira mais próspera e segura.


O GANSEG trabalha com seis subgrupos para lidar com as principais ameaças na fronteira da Guatemala com o México ao concentrar-se em inteligência, combate ao crime organizado e melhora da segurança pública e de fronteira, entre outros tópicos. As Brigadas também conduzem patrulhas na fronteira da Guatemala com Honduras e El Salvador.


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