Natureza global do terrorismo leva à biovigilância

Global Nature of Terrorism Drives Biosurveillance

Por Dialogo
novembro 07, 2011


A natureza global do terrorismo e o crescente potencial das nações e indivíduos para adquirir armas de destruição em massa levaram o Departamento de Defesa (DoD) dos Estados Unidos a um esforço para combater essas ameaças, disse o secretário-adjunto da Defesa dos programas de defesa nuclear, química e biológica.

Andrew C. Weber disse que os programas do DoD visam à dissuasão nuclear, buscam os primeiros sinais de doenças infecciosas e incrementam a capacidade dos parceiros dos EUA em todo o mundo de evitar, estar preparado e responder aos eventos relativos à Destruição Mundial em Massa.

“Nossa estratégia de segurança nacional tem como prioridade máxima evitar e estar preparado para a possibilidade de que grupos terroristas adquiram armas de destruição em massa, sejam elas armas biológicas ou nucleares”, disse Weber durante uma entrevista à Assessoria de Imprensa das Forças Norte-Americanas e ao Canal do Pentágono.

Os ataques terroristas de 2001 a Nova York, Pensilvânia e ao Pentágono demonstraram a natureza global do terrorismo, disse o secretário-adjunto.

Mais tarde, naquele ano, disse ele, uma série de ataques com antraz nos EUA obrigou as autoridades da Defesa “a prestarem mais atenção na possibilidade de que grupos terroristas possam adquirir armas biológicas ou nucleares e utilizá-las contra cidades norte-americanas ou de todo o mundo”.

A partir de 11 de setembro, acrescentou ele, o DoD aumentou imensamente sua resposta às ameaças terroristas nucleares, químicas e principalmente biológicas, que podem ser acessíveis a pequenos grupos, células terroristas e até mesmo a indivíduos.

As forças norte-americanas são vacinadas agora contra antraz e varíola, disse, e o departamento estocou antibióticos contra potenciais ataques biológicos.

“De certo modo, eliminamos parte da ameaça biológica”, disse Weber, “aumentando nossa capacidade de tomar medidas médicas e de detectar e prevenir os primeiros sinais”.

Para evitar que grupos terroristas tenham acesso ao material necessário para a construção de armas biológicas, disse ele, o DoD ajudou a fortalecer a biossegurança nos laboratórios dos EUA.

“Lançamos também um programa para trabalhar com parceiros de todo o mundo para garantir a segurança de laboratórios de saúde pública e veterinária que utilizam elementos patogênicos que podem causar doenças como antraz e ebola”, disse o secretário-adjunto.



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