Quadrilhas internacionais arrecadam US$ 870 bilhões por ano

Por Dialogo
julho 26, 2013


A Polícia tem dificuldades para competir com os sindicatos do crime internacional que arrecadam US$ 870 bilhões por ano, desde as atividades do narcotráfico e do tráfico de pessoas ao roubo de identidade, disse à AFP Yury Fedotov, líder do Escritório das Nações Unidas sobre Droga e Crime (UNODC), no dia 24 de julho.



Se os sindicatos fossem considerados indústrias, sua arrecadação os colocaria entre os maiores agentes da economia mundial.



Os cortes nos momentos de crise abriram um enorme abismo financeiro entre as quadrilhas criminosas e os que as combatem, disse Fedotov.



“As quadrilhas têm mais recursos do que qualquer instituição policial. Isto é evidente, especialmente se compararmos os vultosos lucros ilícitos com os orçamentos limitados de muitas instituições policiais”, disse ele.



No entanto, os recursos financeiros são apenas parte do problema, explicou Fedotov, porque as agências policiais lutam para se equiparar às versáteis redes que evoluem mais rapidamente do que as máfias tradicionais do passado.



“O crime organizado contemporâneo é também sofisticado e tem alto poder de adaptação”, disse Fedotov. “Nós deveríamos ser mais flexíveis e não apenas seguir o fluxo, mas também evitar e prever o desenvolvimento do crime organizado”, acrescentou.



O crime cibernético é uma área em franca evolução, disse ele, visto que um terço da população mundial tem atualmente grande acesso à internet.



Apenas os proventos anuais do roubo online de identidade são estimados em US$ 16 bilhões, lembrou, embora este valor ainda seja superado pelos US$ 20 bilhões gerados pelo tráfico de espécies em extinção.



No narcotráfico, por outro lado, as preocupações se concentram no crescente número de drogas fabricadas.






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