FUSINA: Dois anos e meio de sucesso no combate firme contra o crime

FUSINA: Two-and-A-Half Years of Achievements Firmly Battling Crime

Por Kay Valle/Diálogo
setembro 08, 2016

Em 2014, o Governo de Honduras criou a Força de Segurança Interinstitucional (FUSINA, por sua sigla em espanhol) para contrabalançar as ações desenvolvidas no país pelo crime comum e organizado e pelo narcotráfico. A força comprende elementos de vários setores das forças da ordem. Entre as atividades que a FUSINA desenvolve, destacamos o confisco de drogas, dinheiro, armas, bens imóveis, veículos, detenções, extradições, desarticulação de bandos, programas de prevenção a drogas, interdição de áreas clandestinas de pouso, recuperação de territórios, destruição de laboratórios de narcóticos, proteção de fronteiras e a relação direta do trabalho desta força para a redução da taxa de homicídios. As ações do crime organizado fizeram com que Honduras ostentasse, anos atrás, o título de país sem guerras mais violento do mundo. Isso porque, de acordo com dados do Instituto Universitário em Democracia, Paz e Segurança (IUDPAS), a taxa mais alta de homicídios por cada 100 mil habitantes foi registrada no ano de 2012, que foi de 10.441 homicídios. A análise do IUDPAS vinculou os homicídios às atividades do crime organizado, “ao analisar caso a caso os homicídios, descobrimos que as principais causas são ajustes de contas na modalidade de assassinatos encomendados, enfrentamento entre bandos criminosos e disputas territoriais. Todas essas causas derivam-se das atividades associadas às drogas”, disse a diretora do IUDPAS, Migdonia Ayestas. Em 2013, a taxa de homicídios foi reduzida a 79 por cada 100 mil habitantes. De acordo com Migdonia Ayestas, essa redução foi possível devido às estratégias que vinham sendo desenvolvidas pelo governo, mas ela recomendou que estas estratégias deveriam melhorar, para que se obtivesse uma redução mais significativa. Era o momento para que a FUSINA começasse suas operações. Planejamento e trabalho coordenado como base de realizações Desde sua criação, os resultados da FUSINA são altamente positivos, em grande medida devido a seu trabalho interinstitucional coordenado. A força é composta por membros das Forças Armadas, a Polícia Nacional, a Direção Nacional de Inteligência e Investigação, o ministério Público, a Corte Suprema de Justiça, o Insituto Nacional de Migração e a Polícia Militar da Ordem Pública. O comandante da FUSINA, Coronel de Infantaria Selman David Arriaga Orellana, considera que as realizações da força derivam do planejamento de operações policiais/militares de segurança, orientadas para prevenir o delito e apoio ao Estado em operações em zonas de conflito. “O trabalho da FUSINA influi positivamente no combate à delinquência comum e organizada, o que permite o uso racional dos recursos do Estado; igualmente, o trabalho com as instituições que a compõem é executado sob altos níveis de confiança e ação coordenada, realizado com muito profissionalismo e compromisso patriótico”, afirmou o Cel Arriaga. Para que as expectativas da cidadania quanto à segurança sejam cumpridas, a FUSINA realiza incansavelmente atividades derivadas de operações de prevenção e segurança cívica. Os resultados obtidos pelas operações da FUSINA até o dia 23 de agosto de 2016 são: Detidos por ter ordem de captura: 2.183 Detidos por transitar ilegalmente no país: 1.978 Detidos por tráfico de drogas: 806 Extradições: 3 Confisco de cocaína: 590 quilos Confisco de maconha: 8.182 (quilos) Pasta de coca: 76 (quilos) Narcolaboratórios destruidos: 2 Armas de fogo confiscadas: 1.741 (AK47, AR15, 9 MM): Munição confiscada: 20.459 (AK47, AR15): Bens imóveis apreendidos: 334 Bandos delinquentes desarticulados: 47 Dinheiro confiscado: US$ 1.453.930 Áreas de pouso clandestinas desativadas: 19 Veículos e motocicletas confiscados: 488 Veículos e motocicletas recuperados: 386 Império da justiça A justiça está recuperando o poder pouco a pouco, manifestou o presidente Juan Orlando Hernández durante a apresentação de realizações da FUSINA na Secretaria de Segurança, ao referir-se ao resultado produzido pelo trabalho da Força de Segurança. “Em matéria de segurança, foram dados passos significativos com o objetivo de oferecer melhores condições de vida aos hondurenhos”, ressaltou. “Já estamos saindo de uma época obscura. A percepção de impunidade e corrupção que havia está diminuindo”, disse o presidente. Uma pesquisa realizada pelo IUDPAS sobre a Percepção Civil da Insegurança e Vitimização em Honduras revelou que os resultados das três instituições que compõem a Força de Segurança e a própria FUSINA foram animadores, já que as três instituições em que a população hondurenha confia mais são: a Polícia Militar da Ordem Pública, com 54,3 por cento, as Forças Armadas, com 52 por cento, e o terceiro lugar foi da FUSINA, com 50,2 por cento. O Cel Arriaga explicou que para que a percepção dos cidadãos em matéria de segurança continue melhorando, a FUSINA tem várias metas no plano a curto prazo, incluindo o fortalecimento da da Polícia Nacional, Ministério Público e da Suprema Corte de Justiça. “Os cidadãos devem ter claro que a FUSINA corresponderá à confiança que a população já depositou nela, que continuaremos assumindo o desafio de capacitar-nos e trabalhar no marco da legalidade, já que há uma política de Estado orientada a criar as bases de uma sociedade em paz, com os padrões de segurança que exige uma população que aspira inserir-se com possibilidades de êxito como país no mundo globalizado e cada vez mais competitivo”, concluiu o Cel Arriaga.
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