FUSINA planeja adestramento de grupos de elite

FUSINA Plans Training for Elite Groups

Por Kay Valle/Diálogo
agosto 25, 2017

A Força de Segurança Interinstitucional Nacional (FUSINA) de Honduras continua com o desenvolvimento de operações para consolidar-se como a força-tarefa estatal de maior êxito no combate à criminalidade. “O trabalho da instituição vem se consolidando no desenvolvimento de operações conjuntas interinstitucionais, disse à Diálogo o Tenente-Coronel da Justiça Militar de Honduras Santos Nolasco, porta-voz da FUSINA. “Também para apoiar essas ações, criou-se uma nova legislação, que tornará mais eficaz a aplicação da justiça.” Um dos sucessos mais recentes foi a destruição de plantações de coca e maconha realizada em julho, quando as unidades especiais antinarcóticos identificaram, cercaram e destruíram centros de produção de drogas. “A operação localizou uma plantação de coca com uma extensão de quatro hectares e outra de 24 hectares com pés de maconha no estado de Colón, ambas já destruídas”, informou o Ten Cel Nolasco. “Também foram destruídos 20 hectares [semeados] de maconha no estado de Olancho.” “Os grupos organizados que se dedicam à distribuição e venda de narcóticos sempre estarão em constante evolução e dispostos a ampliar seus negócios ilícitos”, assegurou Edgardo Mejía, analista de segurança e catedrático da Universidade Nacional da Polícia de Honduras. “O narcotráfico ampliou o tipo de operações que realiza em território hondurenho. O território passou de um lugar de transferência e lugar de lavagem de ativos para ser considerado um setor geográfico para produzir a droga”, disse. Equipamentos e treinamento A aquisição de material tecnológico e armamentos é um claro exemplo do esforço que o país centro-americano faz no combate ao crime organizado e ao narcotráfico. “Honduras pouco a pouco vai adquirindo nova tecnologia para fortalecer suas Forças Armadas”, disse o Ten Cel Nolasco. “Ela é aplicada no escudo terrestre, no escudo naval e no escudo aéreo para combater o narcotráfico e todas as ações da delinquência comum e organizada.” De acordo com o Informe Anual de Drogas 2016 do Departamento de Estado dos EUA, a grande maioria da cocaína que passa por Honduras chega por via marítima. “A região caribenha de Honduras continua sendo uma zona de chegada principal para o tráfico marítimo de transporte de drogas e voos não comerciais.” É por esse motivo que, no marco da Operação Morazán, foram realizados treinamentos preparados por especialistas das Forças Armadas de Honduras, com a cooperação de nações parceiras. Um exemplo ocorreu em junho, no Centro de Adestramento Naval, localizado na baía de Trujillo, onde um grupo de 255 oficiais e suboficiais hondurenhos receberam treinamento de elite, ministrado por instrutores especializados das marinhas dos EUA, da Colômbia e do Chile. “O objetivo dos treinamentos, além de elevar a prontidão operacional e o adestramento do pessoal da força naval no combate à narcoatividade e outros ilícitos, será o de fortalecer e dotar de elementos o Corpo de Fuzileiros Navais e criar uma nova força equiparável às forças especiais do Exército, afirmou à Diálogo o Capitão-de-Mar-e-Guerra Héctor Manuel Tercero López, chefe do Estado-Maior Naval de Honduras. “A Força Especial Naval será essa nova força que consolidará o escudo marítimo e se espera que esteja funcionando com toda sua capacidade até fins de 2017.” Como ocorre em outros países, atuará como uma força profissional certificada que combaterá as novas ameaças. “O mais importante será que os oficiais farão o efeito multiplicador”, expressou o CMG Tercero. “Com o aprendido, treinarão uma tropa de elite para fortalecer o escudo marítimo implementado nas costas.” Projeção para o futuro “Há objetivos claros no plano estratégico de combate ao narcotráfico, tráfico de armas, de pessoas e às ações criminosas de gangues e quadrilhas, entre outros”, disse o Ten Cel Nolasco, ao projetar o futuro da FUSINA. “Contudo, o objetivo a curto prazo que se pretende atingir é que em 2017, no território nacional, se reduza consideravelmente o índice de homicídios por cada 100.000 habitantes.” Por sua vez, Mejía afirma que a melhoria social marca o ponto de partida das conquistas mais significativas que os cidadãos obtêm. “Honduras, em algum momento, foi considerado o país mais violento do mundo; isso mudou, pois se conseguiu reduzir a violência e diminuir o índice de homicídios, demonstrando que a estratégia do trabalho em equipe funciona”, disse. Ele acrescentou que a evolução como força-tarefa conjunta interinstitucional se dará ao não perder a continuidade dos programas de especialização e formação, e que não deve cessar o recrutamento de pessoal para fazê-la crescer. “Todos os elementos que trabalham em conjunto e integram a FUSINA – Forças Armadas, Ministério Público, Polícia Nacional, Suprema Corte de Justiça, Migração – recebem adestramento permanente, finalizou o Ten Cel Nolasco. “Isso nos permitiu, de maneira unificada e especializada, combater a criminalidade nacional e transnacional que afeta a sociedade hondurenha.”
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