Seminário em Fuerzas Comando XIII analisa formas conjuntas de combater ameaças

Fuerzas Comando XIII Senior Leader Seminar Analyzes Joint Ways to Counter T3N

Por Claudia Sánchez-Bustamante/Diálogo
julho 28, 2017

Enquanto as equipes de competidores do Fuerzas Comando XIII batalhavam pelo primeiro lugar em Vista Alegre, no departamento de Presidente Hayes, Paraguai, em Assunção era realizado um seminário para líderes seniores. Militares das áreas de defesa e de segurança, acadêmicos e formadores de opinião de 20 nações parceiras do hemisfério ocidental se reuniram de 24 a 27 de julho para analisar formas de combater as redes de ameaça transnacionais e transregionais (T3N, por sua sigla em inglês) a partir de uma frente comum. Durante a cerimônia de abertura, presidida pelo General-de-Exército Raymond “Tony” Thomas III, comandante do Comando de Operações Especiais dos EUA, pelo Tenente-Brigadeiro-do-Ar Braulio Piris Rojas, comandante das Forças Militares do Paraguai, pelo Almirante-de-Esquadra da Marinha dos EUA Kurt Tidd, comandante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) e pelo General-de-Brigada do Exército do Paraguai Hector Limenza, coordenador geral do Fuerzas Comando, o tema predominante foi o da cooperação para compartilhar lições aprendidas para desenvolver uma frente comum contra as T3N. “O resultado do Fuerzas Comando 2017 é maior do que a soma de suas partes”, disse o Gen Ex Thomas. “Sabemos que nenhum de nós consegue derrotar as redes criminosas organizadas sozinho”, acrescentou ao agradecer ao Paraguai por ser co-anfitrião de um fórum onde nações parceiras podem trabalhar juntas para uma cooperação multinacional. O Ten Brig Piris também recepcionou os participantes e agradeceu aos seus homólogos norte-americanos por patrocinarem o evento. “O seminário nos permitirá analisar os problemas regionais como resultado das redes do crime organizado transnacional e transregional sob diferentes perspectivas”, disse. “O Fuerzas Comando enfatiza a importância de treinamento conjunto contínuo para nossos militares.” Ele agregou que é de extrema importância derrotar redes criminosas organizadas que afetam a região e que o Fuerzas Comando demonstra a capacitação que as nações parceiras possuem para conseguir isso. Durante os quatro dias do evento, várias apresentações abordaram maneiras pelas quais as T3N trabalham juntas para se expandir, levando os líderes dos Estados a pensar de forma diferente, a reformular definições e derrubar barreiras para que possam se comunicar melhor. Numa apresentação que destacou a natureza transfronteiriça das organizações criminosas, o Coronel do Exército do Paraguai Hector Grau Dominguez, comandante da Força-Tarefa Conjunta, um esforço combinado entre a polícia e as forças armadas, discorreu sobre a insegurança na Tríplice Fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil devido às T3N. “Grupos criminosos organizados, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, do Brasil, e facções das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia sabidamente estão ou estiveram envolvidos em crimes na região, envolvendo narcotráfico, tráfico de armas e contrabando”, disse. Docentes da Universidade de Operações Especiais Conjuntas (JSOU, por sua sigla em inglês) ofereceram uma visão geral sobre como entender as T3N e os riscos que elas apresentam para a segurança regional, o papel desempenhado pelas equipes transfuncionais no combate a essas redes e a maneira como realizam o intercâmbio de informações. “Uma rede terrorista está interessada em uma rede de tráfico de pessoas exatamente porque esta sabe como colocar e retirar alguém de um lugar para outro”, disse Jack Guy, professor associado da JSOU. “Eles não têm de compartilhar ideologias, no entanto são muito motivados, o que quer dizer que têm um amplo espectro de motivações para alavancar sua causa; então colaboram uns com os outros para atender às suas necessidades”, explicou. “A complexidade das características compartilhadas por organizações terroristas, organizações criminosas e gangues, bem como o grau de suas diferenças ressaltam a necessidade de equipes transfuncionais para combater com sucesso as T3N”, de acordo com o Dr. Timothy Riesen, catedrático da JSOU. Ele disse que a formação de equipes transfuncionais a partir de diferentes entidades dentro de um Estado (interagência) permite que cada membro contribua com uma combinação específica de experiência, capacitação, ou autoridades que conjuntamente estabelecerão as soluções apropriadas no momento certo, com as pessoas certas, da forma certa. “A comunicação efetiva é o alicerce de uma equipe transfuncional de alto desempenho”, acrescentou. Cada país enfrenta as T3N em diferentes níveis, mas as informações no seminário forneceram perspectivas e motivaram conversas que cada nação pode aplicar individualmente e como parte de uma solução integrada, para salvaguardar a região. “Levamos conosco fatos sobre cada país que realizou uma apresentação aqui e sobre todos esses crimes transnacionais, de forma que possamos também nos proteger e evitar que isso ocorra em nosso próprio país”, disse o Major do Exército da Guiana Sheldon Howell, comandante do 31º Esquadrão de Forças Especiais. “A Guiana é também um polo para transbordo de armas ilegais, munições e drogas. Todos os desafios que os outros países estão enfrentando, nós também os enfrentamos – talvez num nível mais baixo, mas também os enfrentamos”, disse à Diálogo. “Como um dos principais países no norte do Caribe, as questões que enfrentamos como região e aquelas enfrentadas por outros países são totalmente relevantes para a Jamaica e para uma resposta regional”, disse o Major da Força de Defesa da Jamaica, Othneil Blackwood. “Estar aqui é bom para ganhar conhecimento a partir das perspectivas sobre alguns dos desafios com as redes terroristas transnacionais e transregionais. Isto é importante porque coloca as coisas num contexto que todos nós podemos aproveitar para elaborar nossa resposta respectiva”, declarou à Diálogo. Para engajar ainda mais os participantes numa conversa, houve três painéis moderados para discutir sobre as respostas do governo no combate às T3N, as ameaças específicas que essas redes apresentam para a segurança nacional, e para se entender a natureza transregional das ameaças que elas representam. Esses painéis evocaram perspectivas e experiências individuais que chegaram à mesma conclusão: é de extrema importância haver maior e melhor comunicação, compartilhar conhecimento, trabalhar juntos e continuar a treinar em conjunto para criar uma frente unida contra as T3N. De volta a Vista Alegre, o nono dia da competição entre militares começou com a equipe de Honduras em primeiro lugar, seguida da Colômbia e dos Estados Unidos. Para mais informações sobre a competição, siga o Comando Sul de Operações Especiais no Facebook @USSOCSOUTH.
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