Fragata Independência regressa ao Brasil depois de concluir missão no Líbano

Fragata Independência regressa ao Brasil depois de concluir missão no Líbano

Por Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil
dezembro 15, 2020

A Marinha do Brasil (MB) informou que, no dia 2 de dezembro de 2020, a Fragata Independência iniciou seu regresso ao Brasil, após concluir sua missão na Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL, em inglês). O Brasil permanecerá atuando junto à FTM, com cerca de 16 militares, até janeiro de 2021. Haverá, ainda, a participação de três militares da MB, que permanecerão em outras funções no Estado-Maior do Comando da UNIFIL.

Em nove anos de atuação ininterrupta, com a participação de um navio da MB, mais de 3.600 militares puderam cooperar com o governo do Líbano na prevenção da entrada de ilícitos, armamento e equipamentos não autorizados em seu território por via marítima, bem como no treinamento da Marinha daquele país e na vigilância das áreas marítimas e territoriais. Nesse período, a FTM fiscalizou mais de 71.200 navios e indicou cerca de 14.100 desses às autoridades libanesas para inspeção, no mar ou em terra, atuando em Área Marítima de Operações, com cerca de 17.000 km2.

Ademais, a participação do Brasil no Comando da FTM-UNIFIL, nos campos político e estratégico, permitiu à MB demonstrar capacidades de liderança e coordenação, além de incorporar novos conhecimentos logísticos e operacionais.

O encerramento da participação de um navio da MB na UNIFIL é decorrente de um amplo estudo realizado pela MB, concluído em 2019, em que ganhos operacionais, à luz do esforço logístico para manter um navio da Esquadra brasileira com disponibilidade de seis meses na região, apontaram para a necessidade de reorientar a postura estratégica da Força, considerando, ainda:

  1. A Política de Defesa Nacional, a Estratégia Nacional de Defesa e o Plano Estratégico da MB, que contemplam o Atlântico Sul como entorno estratégico para o país, requerendo a convergência de esforços para atuação nessa imensa região, repleta de riquezas, mas com ameaças.
  2. Pesca ilegal, crimes ambientais, tráfico de drogas e pirataria, dentre outros, são uma realidade no entorno estratégico. Nesse contexto, há necessidade imperiosa de constante atualização e reorientação de planos e da postura estratégica da MB, considerando suas capacidades.
  3. A área marítima correspondente à Amazônia Azul, ensejada no Atlântico Sul, com cerca de 5,7 milhões de km2, por onde mais de 95 por cento de nosso comércio exterior trafega e cerca de 95 por cento do petróleo nacional é extraída, acervo de recursos vivos, minerais e sítios ambientais, além da existência de estratégicos portos, centros industriais e de energia, que demandam, cada vez mais, uma presença robusta da MB e demais órgãos competentes, além do desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle, contribuindo para o fomento de mentalidade de defesa junto à sociedade, compatível com a estatura internacional do Brasil.

Assim, a MB permanecerá contribuindo com a UNIFIL, com conhecimento e pessoal, e, em outra frente, manterá o foco em fortalecer sua presença no Atlântico Sul e na Amazônia Azul – patrimônio indispensável ao desenvolvimento nacional –, no sentido de aprimorar sua atual capacidade operacional, garantir a segurança dos brasileiros e desenvolver seus programas estratégicos.

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