Forças Militares da Colômbia combatem desmatamento

Forças Militares da Colômbia combatem desmatamento

Por Myriam Ortega/Diálogo
março 17, 2021

A IX edição da Operação Artemisa, uma estratégia das Forças Militares da Colômbia para deter o desmatamento em todo o território nacional, foi realizada entre os dias 15 e 19 de fevereiro de 2021 na região amazônica. A operação contou com a participação de 412 unidades das Forças Militares e da Polícia Nacional, além de autoridades e entidades do governo do setor ambiental.

Entre os resultados, foi possível recuperar o controle de cerca de 3.100 hectares utilizados para a pecuária ilegal, e foram detidas 13 pessoas, inclusive três das mais procuradas por desmatamento na Amazônia colombiana, na área de reserva florestal do Parque Nacional Natural Serrania de Chiribiquete, e em zonas rurais de municípios afastados, informou o Comando Geral das Forças Militares da Colômbia (CGFM) em um comunicado. Os detidos responderão pelos crimes de invasão de áreas de especial importância ecológica e aproveitamento ilícito de recursos naturais e incêndios.

“Não há dúvida de que grande parte dessa pecuária criminosa e destruidora de florestas que chegou a essa região tem vínculos também com as operações de lavagem de dinheiro dos grupos armados organizados, que trazem gado sem licença de mobilização e também expõem nosso país a circunstâncias ameaçadoras”, disse à imprensa o presidente da Colômbia, Iván Duque, no dia 26 de fevereiro.

Na IX edição da Operação Artemisa, as forças de manutenção da ordem capturaram 13 pessoas, inclusive três das mais procuradas por desmatamento na Amazônia colombiana. (Foto: Comando Geral das Forças Militares da Colômbia)

Durante a operação, as autoridades também cumpriram nove ordens de incursão e inutilizaram duas casas localizadas no Parque Nacional Natural Serrania de Chiribiquete. Além disso, apreenderam três caminhões tipo trator, quatro ferros para marcar gado e sete motosserras, entre outros equipamentos.

A Operação Artemisa, lançada em abril de 2019, faz parte da Política de Defesa e Segurança em áreas estratégicas ambientais, com o objetivo de mitigar fatores de instabilidade que destroem o meio-ambiente, a biodiversidade e os recursos naturais. Segundo o CGFM, desde 2017, cerca de 200.000 hectares de bosques foram destruídos em cada ano em todo o território nacional, com a maior concentração de desmatamento na região amazônica.

“Quando lançamos a Artemisa e nossa política ambiental, dissemos que reduziríamos substancialmente o desmatamento. Nos primeiros dois anos de nosso governo alcançamos uma redução [do desmatamento] de 19 por cento, e temos a obrigação de avançar para uma redução maior”, disse Duque.

“Trata-se de um trabalho integrado de todas as nossas forças; temos 10 batalhões de alta montanha; uma brigada contra o narcotráfico; uma brigada contra a mineração ilegal; e unidades de guarda-costas, fuzileiros navais e membros da Polícia Nacional”, disse o ministro da Defesa, Diego Molano Aponte, que acrescentou que a Artemisa não apenas busca proteger as riquezas naturais, mas também combate o narcotráfico.

Desde a criação da operação, as autoridades já conseguiram recuperar 12.358 hectares dentro de parques naturais; apreender 27.883 metros cúbicos de madeira; resgatar 9.137 aves, mamíferos e répteis em risco de extinção; além de apreender quase dois milhões de litros de insumos líquidos e 357.047 quilos de insumos sólidos para o processamento de drogas, informou o CGFM. Além disso, capturaram 81 pessoas por diferentes crimes ambientais e desativaram 32 construções, uma estrada ilegal e duas pontes em zona de proteção natural, entre outros resultados, segundo o CGFM.

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