Forças de segurança da Jamaica confiscam mais de 6 toneladas de maconha

Forças de segurança da Jamaica confiscam mais de 6 toneladas de maconha

Por Guillermo Saavedra/Diálogo
agosto 19, 2020

As forças de segurança da Jamaica continuam dando golpes ao narcotráfico, apesar das dificuldades devido à COVID-19. Em apenas três operações realizadas entre maio e junho, a Força de Defesa da Jamaica (JDF, em inglês) e a Polícia confiscaram mais de 6 toneladas de maconha. Uma das apreensões, segundo o jornal jamaicano Loop Jamaica, foi considerada a maior da ilha caribenha.

No dia 27 de junho, a JDF informou em sua página no Facebook que havia apreendido 1.179 quilos de maconha durante uma operação no bairro de Lances Bay, no norte da ilha. Três cidadãos das Bahamas foram capturados durante a operação, indicou a JDF.

No dia 4 de junho, as forças de segurança confiscaram 1.164 kg de maconha no povoado de Alligator Pond, no sul do país, de acordo com o Loop Jamaica. Relatórios policiais citados pelo jornal indicam que agentes policiais e membros da JDF realizaram uma operação onde encontraram a maconha escondida entre a vegetação. Não houve detidos nessa operação.

A apreensão em Alligator Pond ocorreu menos de um mês depois que as autoridades confiscaram, no dia 4 de maio, 3.946 kg de maconha na que foi considerada a maior apreensão de maconha da história da Jamaica, informou a imprensa local, como o Jamaica Observer e o Loop Jamaica. Quatro pessoas foram detidas.

Segundo o Relatório Estratégia Internacional de Controle de Narcóticos 2020 do Departamento de Estado dos EUA, a Jamaica continua sendo o maior país caribenho produtor de maconha. Os traficantes, informa o relatório, exportam maconha cultivada na Jamaica para outros países do Caribe, em troca de armas e outros contrabandos ilícitos.

“A localização geográfica da Jamaica no Caribe ocidental e seu litoral difícil de patrulhar, o grande volume de viagens turísticas e sua condição como um importante centro de transbordo de carga em contêineres contribuem para que o país seja utilizado para o tráfico de drogas”, através de remessas comerciais, pequenas embarcações, carga aérea, mensageiros humanos e aviões particulares, indica o relatório.

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