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Forças Armadas das Américas atuam para prevenir a propagação do Zika vírus

Por Dialogo
fevereiro 17, 2016

As Forças Armadas de diversos países das Américas estão prestando apoio essencial às autoridades de saúde no combate ao Zika vírus e desempenhando uma função crítica para prevenir a propagação do mosquito Aedes aegypti
, transmissor dos vírus de Zika, dengue e chikungunya.

Segundo a Organização Panamericana da Saúde, o Zika vírus se propagou rapidamente na região porque a população não havia sido exposta previamente e carecia de imunidade. Além disso, o mosquito Aedes aegypti
está presente em todos os países das Américas, com exceção do Canadá e do Chile continental.

A cooperação regional entre as nações parceiras é um componente essencial da estratégia para conter a propagação do Zika vírus. Em 2 de fevereiro, o Sistema de Integração Centro-Americana (SICA), formado pelos governos da América Central e da República Dominicana, organizou uma reunião extraordinária de chefes de Estado para implementar um plano regional de combate ao vírus.

“Como ainda não existe cura ou tratamento, é necessário buscar soluções que nos permitam conter a propagação dessa terrível doença e que, ao mesmo tempo, permitam controlar e melhorar nossas capacidades de tratar quem sofre das suas consequências”, disse a secretária-geral do SICA, Victoria de Avilés, durante o encontro.

Educando as pessoas

Em 1 de fevereiro, após o registro de 4.473 casos de Zika no país, Honduras declarou alerta nacional, e membros das Forças Armadas de Honduras foram mobilizados em todo o território para ajudar a população a tomar medidas de controle contra o mosquito.

“As unidades militares receberam instruções para ajudar Honduras em diferentes regiões com a implantação de centros de operação de emergência”, explicou o porta-voz do Exército Hondurenho, Coronel Jorge Cerrato. “Assim, poderão estar mais perto da população e [ajudar] a deter essa ameaça à saúde pública.”

Em El Salvador, o Ministério da Saúde atendeu 3.302 casos de Zika desde 1 de janeiro, e cerca de 7.000 desde 26 de novembro, quando as autoridades registraram a primeira infecção. Para apoiar a luta do país contra o Zika vírus, as Forças Armadas de El Salvador (FAES) enviaram integrantes do Batalhão de Saúde Militar para se unirem à jornada nacional contra o mosquito transmissor em 21 de janeiro.

“Nossos militares receberam capacitação e treinamento sobre como combater o mosquito Aedes aegypti

e trabalham duro para oferecer orientação à população sobre o controle dos focos do inseto. Nossa missão é proteger as pessoas das ameaças à saúde trazidas pelo Zika vírus”, explicou o Primeiro Tenente Franco Zelaya, coordenador das Brigadas de Fumigação e Limpeza da FAES, durante visita ao bairro de Las Palmeras, no município de Santa Tecla.

Cidadãos expressaram gratidão aos militares salvadorenhos por sua minuciosa atenção na vistoria dos possíveis lugares de reprodução do mosquito, como pneus velhos, barris, pátios e jardins. “Estamos aliviados ao ver que os soldados vieram fumigar todas as casas do bairro e nos conscientizar sobre como é terrível ser infectado pelo zika vírus”, diz a dona de casa Zoila Marroquín, de 48 anos, que mora no bairro de Las Palmeras. “Acredito que agora estamos mais atentos para destruir os focos.”

As Forças Armadas da República Dominicana estão respondendo ao avanço do Zika vírus com a mobilização de militares para intensificar o apoio à vigilância epidemiológica em coordenação com o Ministério da Saúde Pública, governos provinciais e prefeituras.

“Nossos militares realizam um trabalho de orientação à população para conscientizar sobre o perigo dessas doenças, suas características, sintomas e procedimentos a seguir caso haja suspeita de infecção pelo Zika vírus”, afirmou o General de Brigada José Matos, Chefe do Estado Maior do Exército Dominicano, durante o lançamento da jornada nacional contra o Zika, em 29 de janeiro.

Militares dominicanos foram enviados às províncias de San Cristóbal, Azua, Pedernales, Independencia, Elías Piña, Dajabón e Monte Cristi. As autoridades dominicanas confirmaram os primeiros dez casos de zika em 23 de janeiro. Desde então, os militares e as Brigadas de Saúde Pública visitaram 56.216 casas e eliminaram 8.506 focos do mosquito, jogaram larvicida em 31.896 contêineres e promoveram 59.881 palestras educativas.

Ação na América do Sul

Enquanto 220.000 militares brasileiros
saem às ruas desde 13 de fevereiro para orientar a população, o Exército da Argentina combate o inseto nas províncias mais afetadas pelas epidemias, como Misiones e Corrientes.

A ajuda dos militares é coordenada pela Secretaria de Logística, Cooperação em Emergência, Cultura e Comunidade do Ministério da Defesa. “As tarefas realizadas pelo Exército incluem a limpeza de lotes, remoção de contêineres, assistência em controle médico preventivo e palestras informativas”, informou a Direção de Comunicação Social do Ministério da Defesa da Argentina a Diálogo.

Em Misiones, por exemplo, a Brigada de Monte 12 trabalha com uma equipe de saúde que presta apoio no Hospital René Favaloro, em Posadas. O Batalhão de Engenheiros de Monte 12 e a 1ª Brigada Blindada realizam tarefas de remoção de recipientes nos bairros em coordenação com autoridades locais nos municípios de Goya, em Corrientes, e Tandil, na província de Buenos Aires, informa o Exército.

Em 25 de janeiro, o governo de Corrientes declarou alerta epidemiológico devido à propagação de dengue na província, que até agora registrou 31 casos. Em Misiones, as recentes chuvas criaram condições favoráveis a surtos do vírus em diversos municípios.

“Os governos de Misiones e Corrientes trabalham em conjunto com as forças para prevenir e controlar a propagação do vírus, que afeta o litoral do país”, afirmou o Exército, lembrando que estão sendo organizadas palestras informativas para militares e funcionários civis, além de suas famílias, sobre o andamento da situação.

Por sua vez, a Direção de Saúde do Exército Nacional da Colômbia oferece treinamento aos moradores sobre como prevenir o zika vírus. O país andino já é o segundo mais atingido pelo Zika na América do Sul, depois do Brasil, com 20.297 casos registrados até a terceira semana de janeiro, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde da Colômbia.

“Em unidades militares, casas e na comunidade como um todo, devemos eliminar todos os focos do mosquito, presentes por exemplo em arbustos e vasos de flores”, afirmou o Exército da Colômbia em seu site. “Além disso, a cada oito dias, devemos lavar os tanques e reservatórios usados para armazenar água para uso doméstico.”

Em resposta à crescente propagação do Zika vírus, o Comitê de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública em 1 de fevereiro. O Zika vírus é associado com a microcefalia, uma condição em que o bebê nasce com a cabeça menor que o normal, o que resulta em um cérebro menos desenvolvido e outras complicações. Entre os sintomas mais comuns do Zika, destacam-se febre, erupções na pele, dor nas articulações, conjuntivite (olhos vermelhos), dor muscular e dor de cabeça. As autoridades de saúde acreditam que o período de incubação do Zika vírus – o tempo entre a infecção da vítima e os sintomas – é de provavelmente poucos dias a uma semana.
Muito bom, vamos tentar evitar uma epidemia mundial. É NECESSÁRIO COLOCAR PILHA NOS MILITARES DO PAÍS..

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