Forças Armadas da Colômbia montam hospitais de campanha para combater o coronavírus

Forças Armadas da Colômbia montam hospitais de campanha para combater o coronavírus

Por Dialogo
março 31, 2020

Como o número dos casos confirmados de coronavírus continua a crescer na Colômbia, as Forças Armadas estão fazendo sua parte para ajudar a combater o vírus.

Esses esforços incluem a segurança das fronteiras do país, o patrulhamento policial das ruas para que o povo cumpra as ordens de permanecer em casa e do afastamento social, além da distribuição dos alimentos e suprimentos tão necessários em diversas comunidades.

As Forças Militares também estão montando hospitais de campanha em todo o país para receber os pacientes com coronavírus. No dia 24 de março, o ministro da Defesa Carlos Holmes-Trujillo anunciou que as Forças Armadas e a Polícia Nacional estavam montando 1.800 leitos para reforçar o atendimento aos pacientes em diversas regiões do país.

Em Bogotá, o hospital central militar da Colômbia, que durante muitas décadas atendeu em massa vítimas de minas terrestres e outras emergências, em

Soldados colombianos montam uma tenda em um hospital de campanha na periferia de Bogotá para receber os infectados pela COVID-19. (Foto: Exército Nacional da Colômbia)

consequência do conflito interno do país contra os rebeldes esquerdistas, grupos paramilitares de direita e cartéis de drogas, está sendo preparado agora para combater o coronavírus.

O estacionamento para funcionários do hospital agora tem tendas com geradores e mais de 200 leitos. Essa sala de emergência foi improvisada para receber os pacientes do coronavírus sem complicações respiratórias, em um esforço para não sobrecarregar as unidades de tratamento intensivo em outros hospitais.

Além das tendas, o hospital tem 450 leitos e uma unidade de tratamento intensivo com capacidade para 50 pacientes. O principal hospital de polícia do país, também em Bogotá, instalou tendas similares com 174 leitos.

“Estamos nos preparando há vários meses, desde que começamos a ver o que estava ocorrendo nos outros países em relação à COVID-19”, disse à agência de notícias Reuters a General de Exército Clara Esperanza Galvis, diretora do hospital.

O presidente Iván Duque ordenou uma quarentena de 19 dias em todo o país, a partir do dia 24 de março, para evitar a disseminação do vírus e preservar vidas. O ministro da Saúde prevê que aproximadamente 4 milhões de pessoas, cerca de 8 por cento da população, venham a contrair o coronavírus na Colômbia.

O ministro Holmes-Trujillo também declarou que cerca de 9.000 oficiais da Polícia Nacional serão encarregados de proteger os supermercados e as grandes áreas de distribuição de alimentos, bem como estabelecimentos como terminais de transportes, aeroportos e centros financeiros.

“Não serão tolerados abusos de qualquer espécie contra os centros de distribuição de alimentos e adotaremos as medidas adequadas contra os que tentarem usar a força nesses casos”, disse ele.

Holmes-Trujillo também defendeu o uso da força militar e policial para que a quarentena nacional seja cumprida, dizendo que essa situação sem precedentes exige um esforço muito maior. “As circunstâncias dessa emergência forçaram o Exército e a Polícia a adotar essas medidas e fazer o seu melhor”, disse. “A vida dos colombianos depende disso.”

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