Forças militares, agências de aplicação da lei e organizações humanitárias do Caribe trabalharam juntas durante o Tradewinds 25 (TW25), um exercício multinacional patrocinado pelo Comando Sul dos EUA, projetado para fortalecer a resposta a desastres e a coordenação de segurança em toda a região.
Um componente importante do exercício é a Força-Tarefa do Caribe (CTF), um programa de treinamento em que equipes de comando dos países da Comunidade do Caribe (CARICOM) participam de exercícios baseados em cenários, planejamento estratégico e desenvolvimento de liderança. Esses exercícios aprimoram a interoperabilidade e melhoram a preparação para ameaças regionais, que vão desde desastres naturais até conflitos armados.
“O relacionamento que construí com meu mentor me permitiu apoiar a capacitação de líderes em ascensão e proporcionar a continuidade das operações, por meio da implementação das lições aprendidas”, disse o Capitão de Corveta Lystra Bastian, da Força de Defesa Real das Bahamas, que atuou como comandante J6 do TW25. “Não é apenas uma oportunidade para adquirir conhecimentos, mas também para construir relacionamentos.”
A CTF foi incorporada pela primeira vez ao Tradewinds em 2014 e, desde então, tornou-se um elemento-chave da resposta de defesa da região sob a CARICOM. Especialistas no assunto canadenses apoiam a CTF desde 2017, oferecendo mentoria e modelos de treinamento, que promovem a cooperação entre as nações.
Todos os anos, os participantes utilizam simulações realistas para desenvolver habilidades de resposta a crises. Os exercícios baseiam-se em estudos de casos reais e desafiam as equipes a tomar decisões sobre gestão de recursos, resolução de conflitos e operações conjuntas de inteligência.
“Utilizamos simulações para testar nossa resposta a cenários que poderiam ocorrer na vida real”, disse o Cabo Navindra Somwaru, oficial de proteção da Força de Defesa da Guiana. “Esta é uma boa maneira de entender como e por que responder a certas ameaças.”
O Major Zenon Ciego, da Força de Defesa de Belize, que liderou o Centro de Comando de Inteligência Conjunta do TW25, disse que o TW25 permitiu à CTF empregar operações de inteligência conjunta coordenadas, enfatizando a importância da logística coordenada em resposta às informações recebidas.
“A equipe de comando centraliza os recursos e destaca [os ativos] onde são necessários, em termos de mobilidade”, disse.
O exercício também enfatiza o valor da cooperação regional ao longo do ano. Enquanto as Forças Armadas Canadenses fornecem instrução durante o evento de seis dias, os participantes da CTF continuam a treinar juntos além do Tradewinds, por meio de iniciativas bilaterais e multilaterais.
“O quartel-general da CTF é onde os países mantêm relações que tornam a interoperabilidade eficaz”, disse a 1º Tenente Sarah Hypolyte, diretora de recursos humanos e do pessoal da Força de Defesa de Barbados. “Onde um país pode ser forte, outro traz algo novo para a mesa.”
Os países da CTF continuam comprometidos com o fortalecimento da segurança, por meio do planejamento conjunto, do treinamento cruzado e do intercâmbio de experiências, esforços que garantem que a região esteja pronta para responder juntos aos desafios futuros.


