• Home »
  • Destaque »
  • Força Aérea Equatoriana fortalece estratégias de combate aos voos ilícitos

Força Aérea Equatoriana fortalece estratégias de combate aos voos ilícitos

Força Aérea Equatoriana fortalece estratégias de combate aos voos ilícitos

Por Geraldine Cook
dezembro 09, 2019

Diálogo entrevistou o Major-Brigadeiro Mauricio Campuzano Núñez, comandante geral da Força Aérea Equatoriana (FAE), durante sua participação na Conferência Sul-Americana de Chefes das Forças Aéreas, realizada em Tucson, Arizona, de 4 a 8 de novembro.

Diálogo: Qual é a maior contribuição da FAE em seus 100 anos de existência?

Major-Brigadeiro Mauricio Campuzano Núñez, comandante geral da Força Aérea Equatoriana: A maior contribuição é ter cumprido nossa missão de defesa e soberania territorial. Apoiamos a população, em especial com nossa resposta humanitária frente às calamidades causadas pelos desastres naturais. Também contribuímos para o desenvolvimento socioeconômico do país e realizamos programas de ajuda social como Asas para a Alegria, Asas para a Saúde e Asas para a Educação.

Diálogo: Durante sua apresentação sobre a FAE, o senhor falou sobre a abertura das relações militares com os Estados Unidos. Quais são as novidades a esse respeito?

Maj Brig Campuzano: Retomamos todas as possibilidades de cooperação militar com os EUA e estamos muito satisfeitos com o que foi realizado até o momento. Por exemplo, retomamos o envio de pessoal ao colégio Interamericano de Defesa e hoje temos representação na Junta Interamericana de Defesa, bem como no Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica e nos gabinetes de adidos militares. Em nível operacional, a FAE compartilha operações com as aeronaves P3 e AWACS dos EUA, que realizam um reconhecimento aeromarítimo em apoio à força naval. Futuramente contaremos com um radar para nos auxiliar a melhorar a vigilância aérea e marítima com sistemas de comunicação.

Diálogo: Qual foi a resposta do Sistema de Cooperação das Forças Aéreas Americanas (SICOFAA) à solicitação de ajuda depois que o terremoto de magnitude 7,8 atingiu o Equador em 2016, deixando mais de 650 mortos e 16.000 feridos?

Maj Brig Campuzano: Nós fomos a primeira força aérea que ativou o SICOFAA, ao solicitar essa ajuda de emergência. Sua resposta foi imediata ao nosso pedido de ajuda humanitária, com alimentos, medicamentos, equipes de resgate e transporte aéreo. Além disso, a FAE esteve presente no SICOFAA desde que se consolidou. Nossa participação tem sido muito ativa e estamos presentes na Conferência de Chefes das Forças Aéreas Americanas, conhecida como CONJEFAMER.

Diálogo: As organizações de narcotraficantes criaram novas rotas de drogas em seu país?

Maj Brig Campuzano: O Equador não é um país produtor de drogas e seu consumo é mínimo; no entanto, a grande quantidade de drogas que saem da Colômbia utiliza rotas equatorianas, que variam de forma constante. Por isso nós nos mantemos firmes nesse combate, que é uma responsabilidade direta da polícia, mas que apoiamos com o controle dos voos ilícitos, pois assim que recebemos informação sobre um voo ilegal, tentamos interceptar a aeronave, para obrigá-la a aterrissar.

Diálogo: Quais são os resultados dos exercícios combinados de interdição aérea Andes I e Andes II entre o Equador e a Colômbia?

Maj Brig Campuzano: Esses exercícios têm como missão fortalecer as estratégias da luta contra o narcotráfico na fronteira e seu objetivo principal é a transferência de um voo ilícito no momento em que tenta ultrapassar nossa fronteira. Durante o exercício, nossos aviões simulam a interdição de aeronaves ilegais e as obrigam a aterrissar. Se o objetivo não for alcançado, a ideia então é que a força aérea do país vizinho aguarde as aeronaves do outro lado da fronteira para capturá-las. Esses exercícios também se concentram na atualização dos procedimentos e na padronização das táticas, para obter uma comunicação efetiva, e têm alcançado excelentes resultados no preparo de nosso pessoal quanto a essa questão. Por isso, queremos continuar realizando exercícios e planejando novos com os países vizinhos, tal como se pretende fazer no primeiro semestre de 2020 com o Peru.

Share