FARC aumentam idade mínima de recrutamento

Por Dialogo
março 23, 2015




O jornal colombiano El Espectador
informou que, embora as FARC tenham sistematicamente negado acusações sobre recrutamento de menores, o grupo concordou em aumentar sua idade mínima de recrutamento de 15 para 17 anos, como parte das negociações de paz com o governo colombiano.

O negociador das FARC Iván Márquez também indicou, em entrevistas posteriores ao grupo de comunicação colombiano Caracol,
que qualquer criança com idade inferior à mínima estipulada para recrutamento seria “dispensada da guerra” dentro de pouco tempo, já que o recrutamento de menores não está entre as políticas das FARC. Ele aproveitou para difundir propaganda com o objetivo de desacreditar as práticas de recrutamento dos militares colombianos, além de negar qualquer falha das FARC nesse campo.

Retórica


Ao concordar em elevar a idade mínima de recrutamento, Márquez não perdeu a chance de denunciar o recrutamento militar do Estado como “forçado e favorável à elite urbana, que pode fugir ao dever de servir com base na condição social”, segundo ele. Em seguida, aproveitou a cobertura dos meios de comunicação para condenar o uso militar das batidas
, ou seja, pontos de controle montados por soldados de forma aleatória. Tradicionalmente, as batidas
têm sido usadas para verificar se homens colombianos definiram sua situação militar após concluir o ensino médio ou ao atingir os 18 anos de idade, como determina a lei. Se, ao serem interpelados pelos soldados, os homens não conseguirem justificar por que não definiram sua situação militar, podem receber a ordem de servir imediatamente.

Realidade


Márquez acusa o governo colombiano de ter um serviço militar forçado, quando na realidade o governo está invocando o seu direito de impor o serviço militar, uma prática internacional estabelecida. O Artigo 216 da Constituição da Colômbia afirma claramente que todos os colombianos devem pegar em armas quando isso for necessário para defender a independência nacional e as instituições públicas. Diretrizes adicionais, como a lei 48 (aprovada em 1993), claramente estipulam os requisitos do serviço, que varia de 12 a 24 meses. O governo colombiano também é claro sobre as idades mínimas de recrutamento. A idade mínima para quem se alista no Exército é de 19 anos, enquanto na Marinha é de 16. Os que se alistam com menos de 20 devem apresentar a autorização concedida pelos pais ou pelo responsável.

Por outro lado, vários casos documentados por veículos de comunicação da Colômbia e do exterior mostram o recrutamento forçado de menores pelas FARC em algumas das regiões mais pobres do país, como Caquetá, Antioquia, Tolima, Vaupés, Cauca e Putumayo. De fato, o Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF) divulgou dados indicando que, das 5.075 crianças desmobilizadas de grupos guerrilheiros entre 1992 e 2012, 3.000 pertenciam às FARC. Isso não quer dizer que todas as crianças desmobilizadas foram recrutadas à força, mas essa é uma tática conhecida utilizada pelas FARC.

O caminho a seguir


Como parte dos acordos das conversações de paz, Márquez concordou em libertar das fileiras das FARC qualquer criança abaixo da idade mínima de serviço. Mas afirmou que há apenas 13 combatentes menores de 15 anos atualmente no grupo. Quando foi questionado pelo grupo Caracol
sobre se esses menores foram recrutados, Márquez disse que eles são provavelmente filhos de membros atuais das FARC ou possivelmente se juntaram à organização após ficarem órfãos. Ele também disse que, ao contrário da propaganda institucional e das afirmações falsas feitas por pessoas que supostamente desejam deslegitimar as FARC, sob nenhuma circunstância a organização recorre ao recrutamento forçado. Segundo Márquez, essa prática seria contraproducente para as crenças das FARC, e qualquer um que entra para o grupo pode fazer isso de forma consciente e voluntária entre os 15 e 30 anos de idade.

Resposta do governo colombiano à idade mínima das FARC


Se as FARC realmente mantiverem sua promessa de libertar crianças, o ICBF terá um papel direto ao ajudar os menores desmobilizados a se reintegrar à sociedade por meio do que é conhecido como “processo de desengajamento”. Como afirmou o diretor do ICBF, Marco Zuluaga, o ideal é que o processo conte com a participação de um profissional treinado. Ele atuaria na casa da criança para ajudá-la na transição.

O objetivo final de qualquer reintegração é evitar o risco de retorno e ajudar a criança desmobilizada a se tornar uma parte ativa da sociedade. Enquanto isso, o governo colombiano elogiou a iniciativa das FARC de aumentar a idade mínima de recrutamento de 15 para 17 anos, mas o presidente Juan Manuel Santos indicou que isso não é suficiente e exigiu a libertação de menores atualmente nas mãos das FARC. Ele também questionou por que a organização escolheu 17 como a idade mínima, quando a norma para a participação em combate é de 18 anos na Colômbia. Ainda assim, qualquer avanço no atual processo de dois anos de negociação é um passo na direção certa, de acordo com o negociador-chefe do governo.



O jornal colombiano El Espectador
informou que, embora as FARC tenham sistematicamente negado acusações sobre recrutamento de menores, o grupo concordou em aumentar sua idade mínima de recrutamento de 15 para 17 anos, como parte das negociações de paz com o governo colombiano.

O negociador das FARC Iván Márquez também indicou, em entrevistas posteriores ao grupo de comunicação colombiano Caracol,
que qualquer criança com idade inferior à mínima estipulada para recrutamento seria “dispensada da guerra” dentro de pouco tempo, já que o recrutamento de menores não está entre as políticas das FARC. Ele aproveitou para difundir propaganda com o objetivo de desacreditar as práticas de recrutamento dos militares colombianos, além de negar qualquer falha das FARC nesse campo.

Retórica


Ao concordar em elevar a idade mínima de recrutamento, Márquez não perdeu a chance de denunciar o recrutamento militar do Estado como “forçado e favorável à elite urbana, que pode fugir ao dever de servir com base na condição social”, segundo ele. Em seguida, aproveitou a cobertura dos meios de comunicação para condenar o uso militar das batidas
, ou seja, pontos de controle montados por soldados de forma aleatória. Tradicionalmente, as batidas
têm sido usadas para verificar se homens colombianos definiram sua situação militar após concluir o ensino médio ou ao atingir os 18 anos de idade, como determina a lei. Se, ao serem interpelados pelos soldados, os homens não conseguirem justificar por que não definiram sua situação militar, podem receber a ordem de servir imediatamente.

Realidade


Márquez acusa o governo colombiano de ter um serviço militar forçado, quando na realidade o governo está invocando o seu direito de impor o serviço militar, uma prática internacional estabelecida. O Artigo 216 da Constituição da Colômbia afirma claramente que todos os colombianos devem pegar em armas quando isso for necessário para defender a independência nacional e as instituições públicas. Diretrizes adicionais, como a lei 48 (aprovada em 1993), claramente estipulam os requisitos do serviço, que varia de 12 a 24 meses. O governo colombiano também é claro sobre as idades mínimas de recrutamento. A idade mínima para quem se alista no Exército é de 19 anos, enquanto na Marinha é de 16. Os que se alistam com menos de 20 devem apresentar a autorização concedida pelos pais ou pelo responsável.

Por outro lado, vários casos documentados por veículos de comunicação da Colômbia e do exterior mostram o recrutamento forçado de menores pelas FARC em algumas das regiões mais pobres do país, como Caquetá, Antioquia, Tolima, Vaupés, Cauca e Putumayo. De fato, o Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF) divulgou dados indicando que, das 5.075 crianças desmobilizadas de grupos guerrilheiros entre 1992 e 2012, 3.000 pertenciam às FARC. Isso não quer dizer que todas as crianças desmobilizadas foram recrutadas à força, mas essa é uma tática conhecida utilizada pelas FARC.

O caminho a seguir


Como parte dos acordos das conversações de paz, Márquez concordou em libertar das fileiras das FARC qualquer criança abaixo da idade mínima de serviço. Mas afirmou que há apenas 13 combatentes menores de 15 anos atualmente no grupo. Quando foi questionado pelo grupo Caracol
sobre se esses menores foram recrutados, Márquez disse que eles são provavelmente filhos de membros atuais das FARC ou possivelmente se juntaram à organização após ficarem órfãos. Ele também disse que, ao contrário da propaganda institucional e das afirmações falsas feitas por pessoas que supostamente desejam deslegitimar as FARC, sob nenhuma circunstância a organização recorre ao recrutamento forçado. Segundo Márquez, essa prática seria contraproducente para as crenças das FARC, e qualquer um que entra para o grupo pode fazer isso de forma consciente e voluntária entre os 15 e 30 anos de idade.

Resposta do governo colombiano à idade mínima das FARC


Se as FARC realmente mantiverem sua promessa de libertar crianças, o ICBF terá um papel direto ao ajudar os menores desmobilizados a se reintegrar à sociedade por meio do que é conhecido como “processo de desengajamento”. Como afirmou o diretor do ICBF, Marco Zuluaga, o ideal é que o processo conte com a participação de um profissional treinado. Ele atuaria na casa da criança para ajudá-la na transição.

O objetivo final de qualquer reintegração é evitar o risco de retorno e ajudar a criança desmobilizada a se tornar uma parte ativa da sociedade. Enquanto isso, o governo colombiano elogiou a iniciativa das FARC de aumentar a idade mínima de recrutamento de 15 para 17 anos, mas o presidente Juan Manuel Santos indicou que isso não é suficiente e exigiu a libertação de menores atualmente nas mãos das FARC. Ele também questionou por que a organização escolheu 17 como a idade mínima, quando a norma para a participação em combate é de 18 anos na Colômbia. Ainda assim, qualquer avanço no atual processo de dois anos de negociação é um passo na direção certa, de acordo com o negociador-chefe do governo.
Eu não entendo, se as FARC vão depor as armas, significa que suas atividades de guerra vão acabar, por que eles falam em continuar a recrutar pessoas tão jovens de 17 anos? Aí você pode ver a capacidade de mentir das FARC. será que as FARC vão depor as armas? Davi gosto servir a revolução e ser um bom sniper quero a oportunidade de fazer a diferença
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